segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vera Alice

E então que ela chegou na fazenda. Andou andou... No meio do caminho encontrou um cãozinho abandonado. Teve dó.
- Estamos na mesma, amiguinho?
E o novo companheiro foi junto de Vera Alice.
A fazenda era grande e da chaminé saía fumaça indicando que havia gente em casa. E o melhor: comida também. Vera Alice ficou feliz. Não comia uma boa refeição havia dias.
Mas Vera Alice andava também ansiosa. Muitos pensamentos, alguns distantes, outros próximos. Pensamentos que muitas vezes lhe faziam desistir do que estava tentando acreditar.
Se o caminho estava certo, isso ela já não sabia. Mas sabia que tinha que ir. E por sua marca no mundo.
Vera Alice estava cansada já. A estrada era longa de um tanto que a menina achava que nunca mais ia chegar. Lembrava-se de sua mãe na rede, seu pai no jardim e dos irmãos. O cheiro do pomar no quintal estava agora voltando lentamente, naquela saudade que só os humanos têm. E quis voltar para casa.
Andaluz, como ela resolver chamar o cãozinho, agora a acompanhava e sua frente estava a fazenda. Um lugar novo que ela teria que conhecer. Fazia parte do seu projeto de sair por aí e ganhar o mundo. Ou o mundo ganhá-la. Ainda não sabia.

2 comentários:

giovanicastelucci disse...

pra você ouvir junto ao cão do dalí http://rs51.rapidshare.com/files/88220420/Once-Soundtrack-2006_upload_by_efagaraz.rar

;P

poetinha disse...

Se ela tivesse conhecido o Botões, não chamaria o cãozinho de Andaluz!