<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750</id><updated>2012-02-16T07:39:40.208-02:00</updated><title type='text'>Alice Via</title><subtitle type='html'>"Não fosse isso e era menos, não fosse tanto e era quase" p. leminiski</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>235</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8474434790906393004</id><published>2012-02-14T05:16:00.000-02:00</published><updated>2012-02-14T05:16:15.168-02:00</updated><title type='text'>Fantasma</title><content type='html'>Tinha dentro de si severos fantasmas. De todas as formas, com cara de homens, mulheres e crianças. Algo necessário em sua vida, carregava-os par lá e para cá, como um chaveiro. Aqueles chaveiros que a gente põe as chaves importantes do carro, da casa&amp;nbsp;para entrar em casa, sabe? Aquele chaveiro que a gente escolhe o formato, o bichinho. Pois é. O dela era apenas um chaveiro qualquer, desses que a gente ganha até mesmo numa disputa eleitoral. Mais do que os chaveiro, o importante eram as chaves que ela carregava, que eram propriamente seus fantasmas mais íntimos e que a faziam abrir a porta para entrar em casa, ou seja, dentro si.&lt;br /&gt;
Carregava esse chaveiro com os fantasmas para todos os lugares, não importa onde estivesse.&lt;br /&gt;
À noite a situação ficava mais pesada e mais incômoda&amp;nbsp;e o&amp;nbsp;escuro&amp;nbsp;abria uma válvula de escape para os fantasmas, para os medos. E eles apareciam sempre em torno de 3h40 a 4h41 da manhã. Nunca passava disso. &lt;br /&gt;
A casa estava limpa e arrumada. Tudo no seu devido lugar. E as pessoas dormiam. Umas em um quarto, outras no outro. A televisão no quarto indicava que alguém ainda estava acordado. Mas como aquela tv teria ido parar aí?&lt;br /&gt;
- Não consigo dormir. &lt;br /&gt;
- Entendi.&lt;br /&gt;
- Como foi seu dia?&lt;br /&gt;
- Foi bom, diferente, bom. O que você está assistindo?&lt;br /&gt;
- Nada. Só tem luz aí, a televisão não está pegando.´&lt;br /&gt;
- Porque estamos todos nesse quarto? &lt;br /&gt;
- Para não acordar seu pai.&lt;br /&gt;
- Sei. Vou tomar um água e depois o que acha de vermos um filme?&lt;br /&gt;
- Seria uma boa. Quer deitar aqui comigo?&lt;br /&gt;
- Ahã. Estou com medo, não sei por que.&lt;br /&gt;
- Que filme vamos ver?&lt;br /&gt;
- Eu sempre sugiro "Cantando na Chuva". Assisto esse filme quando quero ficar feliz.&lt;br /&gt;
- E você não está feliz? &lt;br /&gt;
- Estou. É só um pouco de medo. Sensação, eu acho.&lt;br /&gt;
Foi na cozinha e tinha ali três sombras: dois homens e uma mulher. Do lado de fora. Voltou passo a passo. Lentamente. Pegou o telefone para discar.&lt;br /&gt;
- Para quem você está ligando?&lt;br /&gt;
- Xiu. Para a polícia.&lt;br /&gt;
- Hã? Porque?&lt;br /&gt;
- Xiu. Tem alguém no quintal. Quer dizer, alguéns.&lt;br /&gt;
Rapidamente, a mulher&amp;nbsp;se levantou da cama e verificou a janela. Ela tremia tanto que não conseguia ligar. Os músculos tensos, os olhos tensos. Tudo parecia dolorido.&lt;br /&gt;
Tentava continuar de olhos fechados, havia sonhado há pouco com um casal que estava feliz na cama, se beijando. Não sabia reconhecer se estava no sonho ou se estava assistindo. Os músculos continuavam tensos e os olhos se abriram. Num piscar de olhos.&lt;br /&gt;
Ficou assim, parada com os olhos abertos no escuro. Queria a mãe. Como naqueles pesadelos que quando a gente é criança, acorda e quer a mãe.&lt;br /&gt;
Será que poderiam ser 3 anjos? &lt;br /&gt;
Mas não tinha dúvida de que os fantasmas estavam presentes. Aqueles mais internos que também existem em forma de bicho. Queria gritar. Alto. &lt;br /&gt;
O silêncio tomava conta da casa, do prédio da rua. Nenhum som. Nem dos grilos, nem das folhas. O guarda-roupa de madeira estalou de repente e veio a si na consciência. Tinha que botar para fora os demônios. &lt;br /&gt;
Ascendeu a luz, tomou água. Acordou.&lt;br /&gt;
Andou pela casa lentamente, vagando. E voltou para cama. Um respiro fundo incomoda o amigo que dormia ao lado, na outra cama. &lt;br /&gt;
- Que foi?&lt;br /&gt;
- Nada, fantasmas.&lt;br /&gt;
- Onde?&lt;br /&gt;
- Aqui.&lt;br /&gt;
- Onde?&lt;br /&gt;
- Dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8474434790906393004?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8474434790906393004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8474434790906393004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8474434790906393004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8474434790906393004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2012/02/fantasma.html' title='Fantasma'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8774647019458415291</id><published>2012-02-08T21:30:00.001-02:00</published><updated>2012-02-09T04:44:29.271-02:00</updated><title type='text'>Quarto de dormir</title><content type='html'>Quando a gente tem uns sete anos, mais ou menos, a gente começa a perceber o mundo a nossa volta. Eu, com sete anos, tinha mais dois irmãos menores e começava a perceber que o mundo a minha volta nunca seria o mesmo mundo das amigas que não tinham irmãos.&lt;br /&gt;
Tudo era um tanto diferente para mim nesse sentido porque ter dois irmãos com sete anos não é uma coisa fácil. E eu falo do ponto de vista de uma criança que teve que aprender a dividir tudo. Até os pais.&lt;br /&gt;
A atençaõ se volta para o bebê caçula, o seu outro irmão, no mínimo ainda está aprendendo a dar o laço no tênis e assim por diante.&lt;br /&gt;
A gente morava numa casa pequena, dessas pequenas mesmo. De esquina. Tinha um muro baixo que meu pai tratou logo de erguer quando o bairro foi recebendo novos moradores. Antes do bairro se encher de gente que se enchia de falar com os vizinhos, o muro era baixo e eu gostava de ficar sentada no muro no final da tarde enquanto minha irmã andava de andador e meu irmão de motoca.&lt;br /&gt;
E a casa que a gente morava tinha dois quartos, um banheiro, uma sala e uma cozinha. Só. E uma antena na TV antiga que a gente tinha que ir lá fora mexer para o sinal pegar. &lt;br /&gt;
eu gostava de subir na antena. Era um passatempo bom e divertido. &lt;br /&gt;
Eu, como irmã mais velha, tinha habilidades que os pequenos ainda não tinham, e como irmã mais velha, eles tinham que me obedecer! &lt;br /&gt;
Lembro que dormíamos todos no mesmo quarto, nós 3. Dividíamos o guarda-roupa e o saquinho de Fandagos. E dividíamos também as historinhas que meus pais contavam à noite. Eu acho que tivemos uma vida bem comunitária na infância. Era tudo muito dividido. Uma vez me lembro de termos dividido um sorvete.&lt;br /&gt;
Quando eu fiz 12 anos meu terceiro irmão nasceu. Éramos em 4 agora e o quarto ia ficando cada vez mais apertado, o guarda-roupa também e todas as mãos no saco de fandangos tomavam agora uma proporção diferente. &lt;br /&gt;
E a gente dormia todo mundo junto. &lt;br /&gt;
Por ordem, o Lean, eu, o Lucas e a Laura. os menores dormiam encostados na parede para não terem perigo de cair da cama. E eu e o Lucas davámos um jeito nisso ficando no meio, com duas camas que eram puxadas debaixo das outras camas. À noite, minha mãe costumava dizer que para beijar todos os filhos tinha que ir rolando de uma cama para outra. &lt;br /&gt;
Eu achava isso engraçado. &lt;br /&gt;
E até os 17, 18 anos quando mudamos de casa foi assim. Todo mundo no mesmo quarto.&lt;br /&gt;
Na mudança, uma casa maior, a Laura e eu dormíamos juntas. E o Lean e Lucas em outro quarto. Mas vira e mexe eu dava eu jeito de dormir com os meninos também. Um pouco acho para matar a saudade daquele tempo. Muitas vezes, depois que o Lucas casou, pedi para o Lean colocar o colchão no meu quarto. E a Laura dizia que eu fosse dormir no quarto dele, pois tinha uma cama sobrando. Mas não era a mesma coisa. &lt;br /&gt;
E então eu saí de casa e fui morar fora. E depois eu voltei. Daí a Laura saiu de casa e foi morar fora. E daí voltou. E o Lucas foi morar fora, voltou e&amp;nbsp;casou. E então&amp;nbsp;não voltou mais. E a Laura foi morar fora. E não voltou mais. E o Lean passou na faculdade. E voltou para casa. E então eu fui morar fora de novo. E agora o Lean passou na faculdade de novo e foi morar fora outra vez.&lt;br /&gt;
E não tem ninguém mais morando no mesmo lugar. Não tem mais ninguém dormindo no mesmo quarto ou em quartos perto um do outro. &lt;br /&gt;
E nesses dias, quando me dei conta disso, de que a vida tinha passado, de que não via mais o Lucas brincando com o Kart dele, a Laura brincado na areinha no fundo de casa e o Lean fazendo os barulhos mais incríveis do mundo brincando de Power Rangers e depois do dia todo de brincar a gente indo dormir junto, eu chorei. Chorei fundo.&lt;br /&gt;
E hoje quando eu falei com o Lean que estava indo fazer a matrícula dele na faculdade, e quando eu falei com a Laura que estava estudando para o mestrado e quando eu falei com o Lucas que está procurando um apartamento maior para quando tiver filho, eu chorei de novo. E meu peito apertou.&lt;br /&gt;
Porque eu vi que nunca mais a gente vai viver assim, daquele jeito, naquela vida meio comunitária, cheia de gente, de bagunça, de dividir onde guardar a roupa e quem vai dobrar os lençóis e cobertores numa manhã fria de domingo.&lt;br /&gt;
E eu pensei que se um dia eu pudesse escolher, eu gostaria muito de morrer beeeeem velhinha. Bem velhinha mesmo. E se eu pudesse escolher de novo, que eu pudesse passar uma última noite no mesmo quarto com todos os meus irmãos. &lt;br /&gt;
Lembrando de uma época que na minha cabeça parece estar em preto em branco de tão antiga, mas no meu coração está pintada de dourado, de um dourado forte, feito ouro, raridade.&lt;br /&gt;
E então eu dormiria e diria: boa noite Lucas, boa noite Laura, boa noite Lê.&lt;br /&gt;
E pronto. Fecharia meus olhos e dormiria em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8774647019458415291?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8774647019458415291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8774647019458415291' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8774647019458415291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8774647019458415291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2012/02/quarto-de-dormir.html' title='Quarto de dormir'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7124160698514131175</id><published>2012-01-17T14:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T14:33:58.235-02:00</updated><title type='text'>Roupas no varal</title><content type='html'>Pendurou a roupa no varal com delicadeza. O vento espalhava o cheiro do amaciante pela varanda e ia dançando com a roupa estendida e com a saia de algodão que Ana usava.&lt;br /&gt;
Os cabelos de Ana, presos em um coque, iam se desmanchando a cada roupa pendurada. Os fios molhados moldavam o cabelo da moça, fazendo graça com os fios ligeiramente soltos que teimavam em encostar no seu rosto e nos seus olhos.&lt;br /&gt;
A bacia com as roupas molhava o chão da varanda que deixava a água escorrer até a rua, formando um pequeno riozinho de água doce. O vento continuava a bater e Ana acariciava a roupa no varal como quem estivesse delicadamente decorando cada centímetro do corpo da outra pessoa.&lt;br /&gt;
Seus pensamentos vagavam com o vento, com os fios de cabelo soltos e a cada movimento para se abaixar e pegar a roupa, Ana sentia mais e mais vontade de chorar.&lt;br /&gt;
Tirou os chinelos e sentiu a água que escorria da bacia. Dedo a dedo, por todo o pé.&lt;br /&gt;
Voltou a sentir o cheiro do amaciante na roupa limpa, e chorou. &lt;br /&gt;
Quando voltou a si as roupas estavam manchadas de vermelho, um vermelho sangue. O riozinho de água doce estava respingado de dor e de lágrimas.&lt;br /&gt;
E o vento agora insistia em secar os olhos de Ana, insistia em tentar fechá-los de uma vez. O mesmo vento derrubou o lençol manchado por cima do corpo da moça e soprou forte, muito forte.&lt;br /&gt;
Mas nada mais havia de ser feito.&lt;br /&gt;
Os fios de cabelo estavam agora espalhados pelo chão da varanda que teimava em evidenciar aquele cheiro de amaciante por toda a casa.&lt;br /&gt;
Ninguém viu. Só o vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7124160698514131175?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7124160698514131175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7124160698514131175' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7124160698514131175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7124160698514131175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2012/01/roupas-no-varal.html' title='Roupas no varal'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8744399851128075537</id><published>2012-01-08T23:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T23:29:21.042-02:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>Por favor, fique à vontade. Pode entrar, a casa é sua.&lt;br /&gt;
Desculpe a bagunça. A bagunça interna no caso. &lt;br /&gt;
Mas pode entrar. &lt;br /&gt;
Limpe os pés. E o coração.&lt;br /&gt;
Pode entrar. A porta está aberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8744399851128075537?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8744399851128075537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8744399851128075537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8744399851128075537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8744399851128075537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2012/01/casa.html' title='A casa'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5449978502184856135</id><published>2012-01-04T21:21:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T21:21:59.650-02:00</updated><title type='text'>A velha</title><content type='html'>Andava lentamente pela calçada esburacada. As ancas iam de um lado para o outro como que fazendo um molejo, mas que na verdade retomava a lembrança de que havia ali dores intensas, daquelas que existiam desde que era criança e trabalhava no canavial.&lt;br /&gt;
Andava lentamente com uma sacola de plástico na mão carregada com algumas coisas que não conseguíamos ver. Usava uma camiseta esgarçada onde lia-se "I Love New York". Jamais esteve em Nova York. Mal sabia ler. Suas mãos cheiravam a alho cru e cebola que a velha descascava para o almoço na casa dos Mendes, família rica e tradicional da cidade. &lt;br /&gt;
A velha então tropeçou na calçada esburacada e derrubou a sacola. Espalhou-se no chão e no asfalto doces e mais doces. Os sonhos que a velha tanto gostava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5449978502184856135?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5449978502184856135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5449978502184856135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5449978502184856135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5449978502184856135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2012/01/velha.html' title='A velha'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3079400689524291763</id><published>2011-12-10T20:59:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T20:59:50.904-02:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>Foi quando as mãos se transformaram em dois pincéis. Desses pincéis grandes, cheios de cerdas. Não havia controle dos&amp;nbsp;braços. As pernas, os movimentos e a mente agoram seguiam outro ritmo, outro sentido. Pintava as cores que apareciam nos pensamentos. &lt;br /&gt;
E ia pintando sem parar pelos espaços vazios que preenchiam a falta cheia que tinha dentro de mim. Ia pintando as paredes. E havia uma parede minha. Só minha.&lt;br /&gt;
A parede que permeava o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3079400689524291763?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3079400689524291763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3079400689524291763' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3079400689524291763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3079400689524291763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/12/cores.html' title='Cores'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1660942042753145406</id><published>2011-12-02T00:39:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T21:47:11.454-02:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>bom, estou indo agora. Não sei quando vamos nos ver de novo.&lt;br /&gt;
A vida tem dessas né? Cheia de surpresas. Em um momento estamos todos juntos e depois, nada mais se sabe.&lt;br /&gt;
é por isso que quando eu era criança, o que eu mais gostava era quando gente viajava para a casa da minha avó. era longe para uma criança (três horas de carro) contadas em ver o verde que seguia, as histórias que meu pai e minha mãe contavam na ansiedade de poder comer o franguinho com macarrão e tomar sorvete na sorveteria da cidade da minha avó.&lt;br /&gt;
a gente ia e voltava no mesmo carro. todo mundo junto. e naquele momento eu tinha a impressão de que nada, nada de ruim poderia acontecer comigo nem com a minha família. eu me sentia protegida no caminho de carro. era como voltar para o lugar mais seguro do mundo.&lt;br /&gt;
E de repente a gente tem que ir embora, assim, sem mais nem menos. E não se sabe para onde a gente vai, onde a gente chega. é como se tivéssemos uma missão guiada por algo, por alguém por alguma luz.&lt;br /&gt;
eu vi aquela foto cheia de luz, eu olhando para aquela luz. &lt;br /&gt;
e então eu a segui. &lt;br /&gt;
não fiquem tristes, não chorem. &lt;br /&gt;
estarei bem onde eu for e olharei e&amp;nbsp;pedirei a cada manhã e a cada noite que protejam as pessoas que eu amo e também as que não conheço. e que o meu caminho seja de luz. &lt;br /&gt;
é isso. vou pedir isso para o natal desse ano e dos próximos: seguir com fé o caminho. seja lá qual for. &lt;br /&gt;
eu penso que a morte é algo muito relativo, mto. por isso que me dói toda vez que vejo alguém agindo com estupidez, com a falta de noção.&lt;br /&gt;
muitas vezes o que a gente precisa é apenas um colo e não uma lição de moral. muitas vezes o que a gente precisa é apenas voltar de onde a gente saiu e reencontrar tudo aquilo que deixava a gente mais em paz do mundo.&lt;br /&gt;
se eu pudesse morrer bem velhinha, numa cama ou bem nova, se eu tivesse tempo antes de morrer, eu diria: deixem as pessoas serem livres para serem quem quiserem. problemas graves são doenças, o resto, a gente dá um jeito. não surtem com o que não precisa. &lt;br /&gt;
vejam apenas que as pessoas precisam seguir o rumo de suas próprias luzes. saibam dar colo, mesmo que não sejam seus filhos. saibam olhar, mesmo que a pessoa não esteja te vendo e principalmente saiba ouvir e compreender, sem surtar. &lt;br /&gt;
a vida passa muito rápido pra tanta hipocrisia, tanta religião e tanta coisa pouca. &lt;br /&gt;
se eu pudesse dizer isso, eu diria. mas não dá. porque eu já fui.&lt;br /&gt;
então fica o meu protesto de dizer que quero que sejam no mínimo felizes e quando não o forem, que todos tenham o direito de ter um colo pra sentar. &lt;br /&gt;
mesmo que esse colo esteja distante e mesmo que quando parecer estar perto e estiver distante mesmo assim que saibamos perdoar.&lt;br /&gt;
a gente não sabe o nosso tempo, então vamos fazer o melhor. &lt;br /&gt;
e quando derem o melhor sorriso do mundo, lembrem-se de mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;*para alguém que eu não tive tempo de conhecer, mas que soube admirar mesmo à distância.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1660942042753145406?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1660942042753145406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1660942042753145406' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1660942042753145406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1660942042753145406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/12/vida.html' title='Vida'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6844407557148751315</id><published>2011-11-25T00:51:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T00:51:57.000-02:00</updated><title type='text'>91</title><content type='html'>Dona Tereza completava naquela semana 75 anos. Católica fervorosa, Dona Teresa havia se mudado da casa onde viveu os últimos 50 anos para um apartamento. Essa foi uma imposição dos filhos de Dona Teresa, três homens, Carlos Henrique, João Henrique e Luís Henrique. Este último muito apegado à mãe.&lt;br /&gt;
Pois bem, a imposição da mudança veio com a morte do esposo de Dona Teresa, o senhor Augusto Henrique. Por tradição da família, todos levavam no nome o "Henrique" que vinha desde a época do avô de Augusto.&lt;br /&gt;
Mas enfim. Os filhos impuseram que Dona Teresa devia se mudar por segurança e também pelo apartamento ficar mais próximo da igreja Nossa Senhora das Dores que Dona Teresa frequentava.&lt;br /&gt;
- Olha mãe, disse Luís Henrique, aqui a senhora estará mais protegida e veja que bom, é perto da igreja.&lt;br /&gt;
Dona Teresa então se animou um pouco e sorriu pensando que dessa forma poderia ajudar melhor na paróquia e cuidar também da casa do padre que ficava na esquina do prédio onde Dona Teresa iria morar.&lt;br /&gt;
Mudou-se num final de semana. Apartamento 81, fundos. O apartamento dava para o quintal do prédio, de um verde sem igual e com duas palmeiras. Lindo o lugar. Dona Teresa ficou animada. Iria morar com Dona Teresa a menina Gilda, que tinha 25 anos, era virgem e namorava Marcelino. Senhor Marcelino no caso, que tinha lá seus 50 e tantos anos.&lt;br /&gt;
Gilda cuidava com gosto de Dona Teresa. Dormiam no mesmo quarto e conversavam horas a fio sobre os dons de Deus e a importância de se guardar.&lt;br /&gt;
- Eu casei virgem minha filha, em 1945 e até hoje homem nenhum, sem ser o meu falecido marido Augusto Henrique - que Deus o tenha...&lt;br /&gt;
- Amém - disse Gilda&lt;br /&gt;
- ...me tocou. É importante se guardar, minha filha.&lt;br /&gt;
Haviam se mudado há uma semana e ainda estavam nos preparativos da organização da casa, do guarda-roupa, da cozinha.&lt;br /&gt;
Foi então que naquela quinta-feira, em um dia de Sol forte e com uma noite de calor que Gilda, que tinha melhor audição que Dona Teresa ouviu um ruído no teto. Como não se lembrava que estava agora em um apartamento achou estranho aquele barulho e pensou que poderia ser um gato, um animal, algo assim.&lt;br /&gt;
Imediatamente se lembrou que morava agora em um apartamento e imaginou que a pessoa do 91 estivesse fazendo faxina.&lt;br /&gt;
Mas o ruído de arrastar os móveis estava apenas na parte do quarto e num local exato. Era a cama que ia e voltava do mesmo lugar. Gilda achou estranho e fez o nome do pai com as mãos.&lt;br /&gt;
Depois disso, Dona Teresa, que por mais que já tivesse idade estava ligada em tudo que acontecia perguntou:&lt;br /&gt;
- O que foi minha filha?&lt;br /&gt;
Gilda com medo de ser o satanás ou algo assim resolveu não falar nada e apenas disse:&lt;br /&gt;
- Reze Dona Teresa.&lt;br /&gt;
Dona Teresa começou a rezar e a rezar. Contudo, o barulho ia ficando mais forte, os gemidos iam aumentando e a cama ia se arrastando de um lado para o outro, um lado para o outro. E gemidos e gritinhos começavam a ecoar pela janela vindo parar no apartamento 81 de Dona Teresa.&lt;br /&gt;
- Absurdo!&lt;br /&gt;
Dona Teresa não quis pronunciar o que poderia ser aquilo. Pegou a vassoura e bateu com força no teto. Por dois segundos, os gemidos e os ruídos do 91 acalmaram, mas voltaram com força total em pouco tempo.&lt;br /&gt;
Dona Teresa e Gilda foram até a sala e fizeram uma oração.&lt;br /&gt;
Gilda, naquela noite, teve sonhos eróticos com Marcelino. Dona Teresa teve insônia lembrando de sua primeira vez com Augusto Henrique.&lt;br /&gt;
Mas ninguém disse uma palavra uma a outra. Apenas arregalaram os olhos e disseram ser aquilo um absurdo.&lt;br /&gt;
A única palavra que ouviram foi um bom dia no outro dia pela manhã no elevador.&lt;br /&gt;
- Bom dia! Vocês devem ser as novas moradoras do 81. Prazer, meu nome é Maria. Moro no 91 com meu marido, José.&lt;br /&gt;
Gilda e Dona Teresa fizeram o nome do pai com as mãos. Maria não entendeu nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6844407557148751315?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6844407557148751315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6844407557148751315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6844407557148751315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6844407557148751315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/11/91.html' title='91'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2872353083855100928</id><published>2011-11-21T22:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-21T22:01:22.504-02:00</updated><title type='text'>Respirar e (se) (re) inventar</title><content type='html'>Talvez a situação mais difícil, a mais dolorida que um ser humano possa passar, seja a dor de nascer. Sabe, nascer, por a cabeça pra fora nesse mundo e respirar. E quando todos dizem que respirar é fácil, eu discordo. Totalmente.&lt;br /&gt;
Não porque eu me lembre de algo de quando eu nasci, não me lembro. Talvez me lembre inconscientemente ou por fotos que vejo da minha mãe ainda bem novinha e do meu pai com todos os cabelos pretos.&lt;br /&gt;
Mas digo com toda certeza que respirar não é fácil. Não é.&lt;br /&gt;
Respirar dói, colocar essa cara no mundo, enfrentar esse mundo do jeito que tem que ser enfrentado, sendo valente, dói.&lt;br /&gt;
Para mim acho que além do processo de respirar, de nos colocar como somos nesse mundo que estamos, o mais difícil é também saber respirar, sim. Não me venha dizer que é básico. Está bem, todos nós respiramos, o bebê quando nasce dói, mas respira sim. Mas saber respirar nos momentos de grande agitação é díficil.&lt;br /&gt;
E a agitação não precisa ser externa, de muita gente. É saber respirar nos momentos de agitação interna, quando tudo parece tão fora de lugar, tão desordenado, que duvidamos que o ar que estamos respirando seja ar mesmo, ou melhor, esquecemos como fazer para encher o tórax e a barriga de ar e ir soltando, lentamente, só o que está acontecendo agora.&lt;br /&gt;
É difícil respirar, sim. E mais difícil ainda respirar o agora. O bebê respira o que está acontecendo, esse ar denso que entra dentro dele e a fome, a vontade de comer e sem saber como. Antes, tudo tão fácil dentro da barriga da mãe, tudo tão pronto. E agora? O que fazer, como fazer? Se acalma naquele seio e naquele leite, respira devagar e pronto. Para o bebê dói o momento, a fome do momento, a cólica do momento, a fralda suja do momento.&lt;br /&gt;
Para a gente, dói o futuro, dói o que ainda nem aconteceu, dói não conseguir ficar com o momento, com&amp;nbsp; o que está acontecendo, isso dói. O caos externo fica pequeno, porque, apesar de tudo arrumando, milimetricamente organizado e limpo, com cheiro de limpeza, as frutas picadas, a louça lavada, a roupa dobrada e os livros organizados por ordem de autores, o caos interno de pensar sem parar no que ainda vai acontecer, desordena, deixa tudo no ar. Te faz doer ao respirar.&lt;br /&gt;
E é disso que quero falar, do peito vazio de ar, quando parece que lhe falta o mínimo para sobreviver que o caos te desmonta e te diz: essa é a vida. Não há peito materno. Não há o que ser feito.&lt;br /&gt;
Apenas partir, andar em buscar de reinventar o que já se sabe. Aquela folha de papel em branco que pode virar um poema, que pode virar um origami, que pode virar um texto. Nunca igual. Nunca.&lt;br /&gt;
E é nesses momentos que a única coisa que temos é a insegurança de se reinventar. É bem mais fácil ficar onde se está. Bem mais fácil.&lt;br /&gt;
Mas é importante nascer. E depois de respirar dolorido, quando te tiram do melhor lugar do mundo, é hora de renascer. E como isso dói. Acho que dói mais do que nascer porque ao nascer o esforço físico é compensado pelo leite quente, é compensado por dormir horas a fio. Mas renascer é difícil. Porque esse parto só depende de você mesmo. E de como você vai cortar o cordão com o que chamamos de "segurança" e finalmente, fincar os pés no chão. Pertencer, no caso, a você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2872353083855100928?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2872353083855100928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2872353083855100928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2872353083855100928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2872353083855100928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/11/re-inventar.html' title='Respirar e (se) (re) inventar'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-613883785307608150</id><published>2011-11-03T22:08:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T22:08:49.990-02:00</updated><title type='text'>Caixa de Papelão</title><content type='html'>Quando eu era criança, tinha uma brincadeira que eu adorava: era pegar as caixas de papelão velhas e usar como escorregador em montes que tinham grama. Para mim, esses montes eram como pequenas montanhas. Geralmente, a gente encontrava desses na igreja que era construída numa espécie de buraco, entende? &lt;br /&gt;
Ao redor da igreja a gente tinha pequenas "montanhas" em que no topo (no máximo de um metro, o que já era alto para mim) a gente colocava o papelão rasgado, sentava em cima e descia escorregando. Era uma boa diversão infantil para uma infância onde não havia computadores, onde a gente brincava na rua e nas encostas das igrejas que ainda não tinham grades - hoje existentes para que os "pagãos" bêbados e excluídos não entrem.&lt;br /&gt;
Dessa forma, eu comecei a achar muito legal o uso do papelão e dessas caixas que vinham cheias de coisas dos mercados ou nos mercados. &lt;br /&gt;
Um dia, quando eu ainda era criança, a vizinha disse que a cachorrinha dela tinha dado cria e chamou aquele bando de crianças da rua para ver os filhotinhos. Era um mais lindo do que o outro. Depois de muito insistir, consegui que meu pai deixasse a gente ficar com um. Pegamos um preto e branco, muito bonitinho. Colocamos o nome de Snoopy porque ele parecia mesmo o cãozinho do Charlie.&lt;br /&gt;
O Snoopy era muito pequeno e ficava no banheirinho de casa numa caixa de papelão forrada de papel jornal. Tinha água e comidinha e a gente dava leitinho para ele. &lt;br /&gt;
Era legal chegar no quartinho e ver a caixa de papelão com o Snoopy tão pequenininho dentro. &lt;br /&gt;
E então que hoje eu descobri mais um uso para uma caixa de papelão.&lt;br /&gt;
Enquanto eu passava na rua, vi uma senhora simples, muito simples, pouca roupa e a que tinha estava um tanto rasgada. Ela tinha o cabelo sujo bagunçado pelo vento frio que fazia na tarde de hoje e estava a alguns passos da esquina onde passava, sentada na calçada. Era uma senhora com a pela negra, tão negra como parecia ser o mundo onde ela vivia. &lt;br /&gt;
Ela brincava e ria muito para dentro de uma caixa de papelão. Achei a cena no mínimo curiosa e me aproximei, passando em frente. E qual foi a minha surpresa quando percebi que dentro da caixa de papelão tinha uma criança, um bebê de alguns meses acredito. &lt;br /&gt;
Ele brincava com uma bolinha de papel em cima de alguns jornais. &lt;br /&gt;
E naquela cena, naquele instante debaixo de um Sol alto e um céu azul, me pareceu que o destino daquela criança se traçava. E eu vi que a caixa de papelão que usei para descer sorrindo as pequenas montanhas atrás da igreja, a caixa de papelão que vinha com as coisas de mercado, a caixa de papelão que usei para colocar o meu cachorrinho recém-nascido, agora também podia ser usada como berço para aquela criança que eu não sei dizer de sexo era. Nem se terá futuro. &lt;br /&gt;
A caixa agora estava com outra característica: de uma manjedoura muito simples mesmo, mas não onde a esperança nascia, mas onde ela agora morria.&lt;br /&gt;
E a mulher sorria para o bebê dentro da caixa de papelão enquanto as pessoas, apressadas em seus pensamentos vazios, passavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-613883785307608150?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/613883785307608150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=613883785307608150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/613883785307608150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/613883785307608150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/11/caixa-de-papelao.html' title='Caixa de Papelão'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6119945989879261728</id><published>2011-11-01T16:31:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:31:10.944-02:00</updated><title type='text'>Sobre os medos</title><content type='html'>Quando eu tinha lá pelos meus 8 anos, comecei a pensar no tempo como algo um tanto mágico e também impiedoso. Nessa época o meu maior medo era de que meus pais morressem. A ideia da morte para mim estava muito próxima porque eu tinha acabado de perder um tio. Não me lembro de tê-lo visto no caixão ou algo assim, mas me lembro de ter visto minha mãe muito perturbada. Era irmão dela.&lt;br /&gt;
Nessa época eu comecei a ter alguns medos muito estranhos, muito próximos de uma realidade que não existia, quer dizer, existia apenas na minha cabeça de oito anos. Tinha medos e manias. Medo de morrer apareceu como um dos pontos mais fortes, seguido como eu disse, de perder meus pais. Depois, medo de ladrão. Eu ficava acordada, só dormia depois que todo mundo dormia e ia conferir todos os trincos da casa que eu morava.&lt;br /&gt;
Era uma casa pequena, dessas bem pequenininhas mesmo. De esquina. O muro era baixo e eu costumava esperar o guardinha da rua assoviar pra dormir tranquila. Mas ao menor barulhinho eu acordava. E sentia medo de novo.&lt;br /&gt;
Quando a gente é criança e sente medo, o mais fácil é ir para a cama dos pais, acordar chorando, gritar ou algo assim. É simples ter medo quando a gente é criança e é fácil de perder esse medo também se a gente tem o pai e a mãe por perto.&lt;br /&gt;
Mas acho que na maioria das vezes eu não me dava o direito de sentir medo. O que eu mais sentia era culpa por sentir medo e uma sensação estranha de que naquela época, por minha mãe ter perdido o meu tio e por não ter mãe, eu ter que cuidar dela. E tinha o meu pai também. E tinha mais dois irmãos menores. Era muita gente para pouco eu. E muito medo em mim.&lt;br /&gt;
Mas quando se é criança, os medos estão muito mais próximos do que a gente inventa do que realmente a verdade. E é fácil gritar.&lt;br /&gt;
Mas quando a gente cresce, os medos são outros e não temos para onde gritar. O meu processo é um processo deveras silencioso. As minhas dores, amores, frustrações e desesperos são todos guardados quase que a sete chaves. Poucas pessoas sabem o que sinto de verdade. Poucas pessoas conhecem os meus medos.&lt;br /&gt;
Não tem cama dos pais para correr, não tem para onde ir e nem para onde gritar. A questão é saber como lidar com esses medos, com o tempo que insiste em ser implacável e com aquele dorzinha amiga que acompanha as pessoas solitárias.&lt;br /&gt;
Eu não sei direito o caminho, não ouço mais as vozes que gostaria de ouvir e os medos não são mais medos de crianças, de fantasma, de morte de ladrão. São os medos de adulto. Aqueles medos de viver de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6119945989879261728?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6119945989879261728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6119945989879261728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6119945989879261728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6119945989879261728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/11/sobre-os-medos.html' title='Sobre os medos'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1282301749096850431</id><published>2011-11-01T16:02:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:02:39.784-02:00</updated><title type='text'>Amanda</title><content type='html'>Sentou na varanda em silêncio. Os passos lentos iam da sala pequena até a varanda menor ainda, onde mal cabia uma cadeira. Passos lentos carregados por um chinelo de quarto fofo, macio, para ser usados nos dias de frio.&lt;br /&gt;
E naquele dia estava frio. Muito frio. Apesar de lá fora o Sol marcar mais de 27°, o coração de Amanda estava quase gelado. A varanda pouca era silênciosa como o que estava dentro dela, aquele silêncio profundo e dolorido.&lt;br /&gt;
Pegou um cobertor, voltou lentamente para a sala, fechou a porta e cortina escura e deitou-se. Olhando para o lado, deitada de lado, Amanda mal tinha força para chorar. Não tinha mais como viver naqueles 35 metros quadrados que 30 anos de trabalho público haviam lhe dado. Era triste ver que tinha sim, jogado a vida fora.&lt;br /&gt;
E por perceber isso, só agora, exatamente agora, no final do segundo tempo, Amanda se colocou em um silêncio perturbador. Não ouvia e muito menos atendia o telefone. Sua cabeça doía como se não tivesse dormido há meses e os olhos, com dor, não queriam enxergar o mundo novo que se abria ante seus desejos.&lt;br /&gt;
Estava triste, muito triste. Pesava-lhe a alma, os sentimentos, o coração. Não sabia em quem confiar, não tinha mais porque confiar.&lt;br /&gt;
Olhou-se no reflexo que a televisão de 45 polegadas exibia de volta. Demorou a levantar do sofá e lentamente colocou o copo vazio que estava no chão sobre a mesa.&lt;br /&gt;
A campainha toca e Amanda recusa-se a atender. Era o porteiro com uma carta.&lt;br /&gt;
- Para a senhora, dona Amanda.&lt;br /&gt;
Sorriu lentamente, pegou a carta e viu que o rementende havia lhe escrito à mão. Vinha da Bélgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Olá Amanda, tudo bem?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Espero que esteja tranquila.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Você ainda tem interesse em fazer o intercâmbio? Acabou de abrir uma vaga.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Abraços&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Oscar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amanda gargalhou, rasgou a carta e se voltou para o quarto.&lt;br /&gt;
Onde já se viu atrapalhar uma depressão com um convite desses?&lt;br /&gt;
Fechou os olhos e chorou. Copiosamente.&lt;br /&gt;
Já tinha seus 50 e tantos anos e a vida já tinha passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1282301749096850431?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1282301749096850431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1282301749096850431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1282301749096850431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1282301749096850431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/11/amanda.html' title='Amanda'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-9133295786791411614</id><published>2011-10-28T22:40:00.001-02:00</published><updated>2011-10-28T22:48:25.443-02:00</updated><title type='text'>Estômago</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Jq4EsehwKIc/TqtE0yAbxFI/AAAAAAAAAw0/UEl9TdiJ4cY/s1600/cartaz_filme_estomago.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Jq4EsehwKIc/TqtE0yAbxFI/AAAAAAAAAw0/UEl9TdiJ4cY/s1600/cartaz_filme_estomago.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Falar sobre o filme "Estômago" (Marcos Jorge/2008) não é uma tarefa fácil para mim, que sou uma fã absoluta dessa obra. Não tenho pretensão de escrever nada aqui em um nível de profundidade crítica cinematográfica nem nada disso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero apenas apontar algumas situações me me chamaram a atenção nesse filme que facilmente entrou para a lista dos meus 10 mais de todos os tempos. Eu o revi pela décima quinta vez eu acho na última quinta-feira e para o meu espanto, o filme fica melhor a cada vez que assistimos. Como o bom "Sassicaia" que Giovanni, o dono do restaurante, apresenta para Nonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, assisti esse filme pela primeira vez em meados de 2008, por sugestão de um amigo. A história, simplificada, é sobre Raimundo Nonato que vem para o Sul Maravilha buscar uma vida melhor. Chamado pelas pessoas de paraíba, cearense, nordestino, o que mais aparece é que a identidade de Nonato se constrói ao longo da história para se tornar o "Alecrim", que sobe ao poder devido aos seus dotes culinários. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem, Raimundo vem para o sul maravilha, começa a trabalhar num boteco, é chamado para trabalhar num restaurante e se apaixona pela prostituta Iria. Tudo perfeito, mas como todo processo digestivo que passa pelo estômago, o que começa na boca que engolimos no nosso dia a dia só pode dar em merda no final. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme acontece em duas histórias paralelas: Nonato chegando na cidade grande e Nonato chegando na cela da prisão. Um filme que convence sobre a ideia de como funciona um bom roteiro e como esse roteiro tem força e peso casado com as imagens. As duas histórias estão totalmente amarradas e fazem jus a todos os prêmios em festivais que ganharam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é sem propósito que a primeira cena tem um close up na boca de Nonato, onde começa o processo de digestão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um filme ousado e brilhantemente construído, desde a direção de arte, até a construção do roteiro, que como diz o roteirista Lusa Silvestre, nunca termina. Baseado no conto "Presos pelo Estômago" do livro "Pólvora, Gorgonzola e Alecrim" de Lusa Silvestre, o filme é uma explosão de sabores da influência do neorrealismo italiano, onde o diretor, Marcos Jorge, acrescenta diferentes temperos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença se dá no contexto de que Nonato está sendo sempre oprimido, seja pelo patrão, pela prostituta/namorada e pela própria sociedade. A condição de vida de Nonato é sufocante como o quartinho em que ele dorme chegando na cidade grande, e ele parece também não fazer nada para melhorar a situação em que está. Mesmo quando consegue isso, Nonato se obriga a voltar na condição de subalterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No neorrealismo italiano a condição que se apresenta ao homem é de um situação real, no pós-guerra, com problemas de trabalho e de condições de vida, onde o olhar do homem se volta para a sobrevivência seja lá de que forma isso possa acontecer. Vemos isso, por exemplo, em "Ladrões de Bicicleta" (1948/Vittório de Sicca) onde há a necessida de sobreviver a qualquer custo, nem que para isso tem que se tornar um ladrão também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em "Estômago" a ascenção se dá de outra maneira, através do poder da gastronomia Nonato se vê como alguém que pode subir na vida, não na condição de um trabalhador, mas com o poder de dominar a cela onde vive supostamente por um crime que cometeu e que vamos conhecendo ao longo da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nonato é um personagem real, fruto do realismo dos dias de hoje, da lei do mais forte numa selva a la "Plínio Marcos" que é a cadeia na qual se encontra, com o realismo das falas, da vida e de uma figuração primorosa, tal que de Sicca utiliza em "Ladrões de Bicicleta".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Estômago" é uma digestão completa de uma realidade nua e crua que vemos por aí todos os dias. Um filme de dar água na boca e que é, na verdade, um soco no estômago. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale a pena assistir o filme e conferir a perfomance incrível de João Miguel como Nonato e Fabíula Nascimento como a prostituta Iria. Fora todos as outras personagens que habitam esse universo real e dolorido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é sem propósito que a última cena do filme é uma bunda. É ali que o estômago termina seu trabalho.&lt;br /&gt;
Confiram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-9133295786791411614?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/9133295786791411614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=9133295786791411614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9133295786791411614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9133295786791411614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/10/estomago.html' title='Estômago'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Jq4EsehwKIc/TqtE0yAbxFI/AAAAAAAAAw0/UEl9TdiJ4cY/s72-c/cartaz_filme_estomago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4472832673411382700</id><published>2011-10-26T23:38:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T23:38:53.883-02:00</updated><title type='text'>Transeunte, o filme.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9yRV0BsLV3g/TqisnaUpbaI/AAAAAAAAAvs/D23Z38oqhQc/s1600/image-1313070339292.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-9yRV0BsLV3g/TqisnaUpbaI/AAAAAAAAAvs/D23Z38oqhQc/s400/image-1313070339292.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Hoje assisti "Transeunte", o novo filme do Erik Rocha, o filho do homem. Fui ao cinema pensando em ver um filme num estilo e numa estética completamente diferente do que assisti.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Vamos aos poucos tentar falar desse meu mais novo filme preferido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Quando li a sinopse (as sinopses nunca são boas, nunca. eu queria conhecer alguém que faça sinopses) eu li a história do Expedito, um senhor que transita pelas ruas do Rio de Janeiro. Até aí, tudo bem. Mas ninguém me falou que eu ia ver um filme quase mudo, onde o mais bonito seria o olhar do Expedito, que vive uma vida esperando, até certo ponto, por uma morte que o fará reencontrar a esposa já falecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O taciturno Expedito não ri nem quando a doce sobrinha lhe leva um bolo e um presente no dia de seu aniversário. Não agradece, não sorri na foto e tem um olhar de quase querer morrer de tédio, de tristeza, de falta de sentido na vida. Passa os dias a tomar remédio, ouvir o radinho de pilha com fone de ouvido e a dormir no sofá.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Na boa, quem nunca sentiu isso uma vez na vida que atire a primeira pedra. Expedito é, até certo momento, aquilo que o Brasil, os brasileiros têm se tornado diante do resto do mundo: um transeunte, aquele que passa e não permanece, não deixa nada e não transforma nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Expedito vai então a um jogo de futebol no estádio e assim como um milagre do santo das causas impossíveis que tem o seu nome, grita, sorri e sente euforia durante o jogo. É aí que o filme muda completamente. Como se fosse um vinil antigo, com as músicas que Expedito mais aprecia, o filme muda do lado A para o lado B de um jeito tão poético e tão bonito, que até a imagem de um simples corte de cabelo enobrece a tela em preto e branco e a faz, sem que nós percebamos, ficar colorida. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Expedito toma um bom banho, corta o cabelo, compra óculos novos, descobre um bar em que as pessoas riem, cantam canções belíssimas de Lupicínio Rodrigues e tantos outros e descobre o prazer carnal. Não vou contar mais do que isso, senão o filme perde a graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O interessante mesmo é que Erik, o filho do homem (filho da fotógrafa Paula Gaitán e de Glauber Rocha), faz um filme em que o som e a imagem comandam os movimentos quase lentos de Expedito, bem como seu jeito desconfiado de andar. O silêncio no filme é ouro e dessa forma, o que temos em tela é um pote de riquezas sem fim. Num primeiro momento, nos incomoda aquele silêncio quase de morte de Expedito.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Depois, em duas horas numa sala escura vendo um filme em película em preto e branco o que temos são as palavras que acompanham as imagens em silêncio, sem precisar dizer o que o olhar do doce Expedito diz, lemos seus lábios, seus sentimentos, suas dores e amores de um jeito único. Como se estivéssemos próximos de um amigo. E em determinados momentos do filme, sorrimos sozinhos querendo simplesmente dizer, "ah Expedito..."&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Bela música, uma montagem de tirar o fôlego, uma fotografia incrível, onde até mesmo a bolsa dos olhos de Expedito aparece e um preto e branco que ao invés de nos incomodar nos transporta para o mundo silencioso de Expedito, fazem desse filme do Erik uma "tela e transe".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; Assistam se puderem, vale a pena ver essa película, essa preciosidade do cinema nacional, que vai muito além do que vemos "globalmente" nas telas do cinema do país. O cinema nacional é muito mais do que atores de novela. Acreditem. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SAvLWHtg9ts/TqizEd3X5_I/AAAAAAAAAv0/wqRPdu2yC3Q/s1600/DSC01113.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-SAvLWHtg9ts/TqizEd3X5_I/AAAAAAAAAv0/wqRPdu2yC3Q/s320/DSC01113.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4472832673411382700?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4472832673411382700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4472832673411382700' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4472832673411382700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4472832673411382700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/10/transeunte-o-filme.html' title='Transeunte, o filme.'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9yRV0BsLV3g/TqisnaUpbaI/AAAAAAAAAvs/D23Z38oqhQc/s72-c/image-1313070339292.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5629087138304249056</id><published>2011-08-12T15:05:00.000-03:00</published><updated>2011-08-12T15:05:51.307-03:00</updated><title type='text'>uma pitada de vermelho</title><content type='html'>um dia me falaram que eu não podia pintar o céu de verde.&lt;br /&gt;
- O céu é azul, menina, não verde. Onde já se viu...&lt;br /&gt;
E eu gostava de verde e gostava de azul e de vermelho. E gostava de brincar com cores e ver um mundo todo colorido de cores diferentes. &lt;br /&gt;
Mas&amp;nbsp;aos seis anos vi o meu céu pintado inteiro de preto. Inteirinho. Mesmo sem ter a palheta de cor, meu céu ficou escuro, escuro assim que nem mar bravo sabe? &lt;br /&gt;
E eu acordava à noite, entre cinco e quatro da manhã. (sim, para mim o cinco podia vir antes do quatro porque minhas horas estavam indo do fim para o começo). Acordava e ficava ouvindo o silêncio ensurdecedor que a rua tinha. Tentava a todo custo ouvir pelo menos o barulho das folhas da árvore dançando com o vento. Mas o vento, quando vinha, estava derrubando as folhas e não dançando com elas.&lt;br /&gt;
E isso me assustava.&lt;br /&gt;
Eu tinha medo e assustada, colocava minha cabeça no travesseiro como se assim conseguisse, num passo de mágica, ficar invisível. "com a cabeça aqui ninguém vai me ver".&lt;br /&gt;
E pim. Ninguém me via. Nem eu.&lt;br /&gt;
Foi então que vi que o céu pintado de preto ficava mais bonito se eu pintasse umas pintinhas coloridas. E assim eu ia vivendo minha vida e ia contando histórias e pintando o céu.&lt;br /&gt;
de verde não, que não podia.&lt;br /&gt;
Mas de vermelho, da cor do sangue e da vida que ainda corria em mim, podia.&lt;br /&gt;
E eu brincava com todas aquelas mulheres vestidas de branco e ria dizendo se teria que continuar tomando remédio.&lt;br /&gt;
- Sim, Larinha. Tem sim.&lt;br /&gt;
- Mas tia, isso dói.&lt;br /&gt;
- Sabemos Larinha, mas não tem outro jeito. Vamos imaginar que isso é um remedinho mágico que vai te deixar brincar de novo na rua e pintar de todas as cores a sua vida...&lt;br /&gt;
Então eu me encolhia na cama, sentia dores e tinha vontade de ir ao banheiro. Ficava um pouco de uma aguinha entrando dentro de mim. Eu não sabia o que era aquilo. Mas doía, injeção doía muito.&lt;br /&gt;
A minha mãe costumava pentear meu cabelo quando eu tinha seis anos. Ao sete, ele fazia carinho em uma cabeça careca, mas ainda assim, cheia de ideias. Minha mãe dizia que eu estava linda assim e que aquilo lembrava ela de quando eu era menininha e não tinha cabelos.&lt;br /&gt;
Mamãe segurava minha mão e dizia:&lt;br /&gt;
- Vai passar filhinha, vai passar.&lt;br /&gt;
E eu a via virando para o lado e segurando um soluço misturado com tosse. &lt;br /&gt;
Eu gostava da cor vermelha, era minha preferida. &lt;br /&gt;
Quando eu morri, aos 8 anos, meu vestinho era vermelho, bem vermelhinho. E eu vi sim que o céu era azul. Todinho azul. Pintado com todas as lágrimas que a mamãe chorou.&lt;br /&gt;
-Mamãe, olhe, estou bem. O céu é azul mesmo, como falou aquela tia....Mas olhe, vou pintar um pouquinho de vermelho pra vc...&lt;br /&gt;
E naquele dia o dia entardeceu vermelho. De um vermelho só.&lt;br /&gt;
Era um céu cor de Lara que eu tinha pintado pra minha mãe.&lt;br /&gt;
Ela sorriu. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5629087138304249056?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5629087138304249056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5629087138304249056' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5629087138304249056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5629087138304249056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/08/uma-pitada-de-vermelho.html' title='uma pitada de vermelho'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2536193231998520905</id><published>2011-08-10T14:53:00.000-03:00</published><updated>2011-08-10T14:53:44.381-03:00</updated><title type='text'>Vícios e Manias</title><content type='html'>Tinha lá seus 40 anos. Vividos, bem vividos. Nunca se casara ou houvera vontade de casar.&lt;br /&gt;
- Sou de Deus - costumava dizer Judith. Com agá no final como gostava de afirmar.&lt;br /&gt;
Judith tinha vícios, manias. E alguns eram vícios muito interessantes de serem analisados. &lt;br /&gt;
Por exemplo, gostava muito de todos os dias, às 15 horas sentar-se diante da televisão e passar cola nas mãos. Esperava o tempo de um intervalo comercial para que a cola secasse e começava a arrancar as "pelinhas" da cola. Ia tirando a cola da mão e juntando um montinho na calça pra fazer uma bolinha com os dedos. Depois, ia até a cozinha e jogava no lixo certo, ou seja, o lixo orgânico.&lt;br /&gt;
Outra mania de Judith era passar palito de dente nas unhas. Fazia isso para tirar a sujeira, mas gostava mesmo era do prazer que o palitinho causava ao limpar e coçar as pontas dos dedos. Era um vício. Fazia isso toda segunda-feira, às 9 da manhã. Para a unha ficar limpinha a semana toda.&lt;br /&gt;
Um outro vício/mania que Judith tinha, e esse era ainda mais escatológico, era cortar&amp;nbsp;as unhas dos pés e das mãos, separadamente, às terças e quintas. As unhas dos pés ela cortava pela manhã de terça e da mão às tardes de quinta. Ela separava as unhas e as guardava em potinhos. Era uma mania que tinha há muitos anos. Judith colecionava potinhos de unha.&lt;br /&gt;
Mas a pobre Judith também tinha uma mania mais conhecida: guardava em uma caixa grande as roupas e o cobertor que tinha da infância, materiais que a mãe de Judith, Dona Sylvia, com ipsilon mesmo, guardara com amor. &lt;br /&gt;
Toda vez que Judith estava triste, ia até as caixa e as cheirava e recordava o doce sabor da infância.&lt;br /&gt;
E em uma dessas vezes, Judith ficou tão triste e com tanta saudades da mãe, que adoeceu. Caiu de cama por três dias.&lt;br /&gt;
No quarto dia, quando levantou, Judith olhou para os lados e viu que estava tudo estranho. Não havia cortado as unhas, nem limpado com palitinho as mesmas e muito menos passado cola nas mãos e tirado as "pelinhas".&lt;br /&gt;
Então, com sua mania de vício por remédio, Judith era uma hipocondríaca máxima, tomou dois vidrinhos inteiros de calmante. E morreu.&lt;br /&gt;
Uma das manias de Judith era também não gostar da própria vida. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2536193231998520905?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2536193231998520905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2536193231998520905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2536193231998520905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2536193231998520905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/08/vicios-e-manias.html' title='Vícios e Manias'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-9141322959820938480</id><published>2011-08-01T15:32:00.000-03:00</published><updated>2011-08-01T15:32:15.730-03:00</updated><title type='text'>A visita surpresa</title><content type='html'>Campainha/interfone.&lt;br /&gt;
- Pois não?&lt;br /&gt;
- É da casa do senhor Alberto?&lt;br /&gt;
- Sim. Quem gostaria?&lt;br /&gt;
- É um amigo dele. &lt;br /&gt;
- Um minuto por favor.&lt;br /&gt;
Alberto foi até a porta e avistou a pessoa. Chegou no portão e tão pouco reconheceu.&lt;br /&gt;
- Pois não?&lt;br /&gt;
- Alberto, eu vim te buscar.&lt;br /&gt;
- Sei. Para onde?&lt;br /&gt;
- Como assim para onde? Não está me reconhecendo?&lt;br /&gt;
- Não, assim de cara não.&lt;br /&gt;
- Não está vendo esse cajado e essa roupa escura?&lt;br /&gt;
- Sim, mas até aí tudo bem. Cada um se veste do jeito que quiser. Está fazendo&amp;nbsp;cosplay de quem?&lt;br /&gt;
- Ai ai ai, senhor, dai-me paciência. Sou a morte. Agora vamos, abra esse portão e vamos embora.&lt;br /&gt;
- Sei. A morte? Sei. Olha, se isso é um tipo de brincadeira, está meio chato. E eu estou muito sem tempo.&lt;br /&gt;
- Alberto, escute. Vou falar pela última vez. Vamos embora homem! tem mais um monte de gente pra eu buscar.&lt;br /&gt;
- E se eu não abrir o portão? Vai atirar em mim?&lt;br /&gt;
- Puta que pariu, cada uma...Claro que não. Você já vai morrer de qualquer jeito, porque eu atiraria?&lt;br /&gt;
- Bom, então está bem, agora deixe eu entrar porque ainda tenho muita coisa por fazer.&lt;br /&gt;
- Alberto, façamos o seguinte então. Você não acredita que sou a morte e nem nada disso e eu estou ficando de saco cheio. Então, abra esse portão que explico tudo certinho para você. Estou sendo pago para isso mesmo...&lt;br /&gt;
- Arrá! E quem está te pagando? aposto que é o Moreira, aquele velho sem vergonha. Ele sempre faz isso no trabalho e adora aprontar. Vamos, me diga, quanto ele está te pagando?&lt;br /&gt;
- Moreira, que Moreira homem? Ah tá, o Moreira, o calvo. Sim,&amp;nbsp;a hora dele ainda não chegou e não é ele quem está me pagando. E também não recebo em Euro, então vamos logo com isso, abra esse portão que eu entro e te explico. Se precisar, eu desenho pra vc. Sou ótimo nisso. Fiz um curso com o Henfil e com o Glauco. Precisa ver meu Geraldão. Enfim, abra esse portão.&lt;br /&gt;
- Entendi. Eu abro o portão, você me explica e me mata. &lt;br /&gt;
- É tipo isso, mas não é isso em si.&lt;br /&gt;
- E como é lá do outro lado?&lt;br /&gt;
- Que outro lado?&lt;br /&gt;
- Ué, depois da morte?&lt;br /&gt;
- Depois de mim? E como é que eu vou saber? Eu deixo vocês no portão, não sou eu que resolvo isso. &lt;br /&gt;
- Então você não sabe, é isso?&lt;br /&gt;
- Tá tá, eu sei. Mas não estou afim de explicar tudo agora. Abra logo esse portão e me deixe entrar que estou morrendo de sede.&lt;br /&gt;
- A morte morrendo de sede? &lt;br /&gt;
- ô Albertô, tá vendo o calor que tá fazendo, é de matar! e tá vendo essa roupa que estou usando? você acha que é fácil? Meu, estou colando aqui em baixo, derretendo. Minhas bolas estão grudando. Abre logo essa porra deste portão! &lt;br /&gt;
- E o que eu ganho em troca?&lt;br /&gt;
- Troca, troca! Esses seres humanos são de matar mesmo! Tudo vocês querem uma contrapartida! Ótimo! e eu estou de super bom humor e te digo: se me deixar entrar, fica mais uns minutos nesse mundo infernal. Está bem?&lt;br /&gt;
- Como assim, dona morte?&lt;br /&gt;
- Dona morte? Dona morte? Não está ouvindo a minha voz não? Seu Morte, caralho! Tenho voz grossa!&lt;br /&gt;
- É que a morte aqui é feminina.&lt;br /&gt;
- E eu não sei? Quando eu vim buscar aquele puto do Aurélio discuti horrores com ele...eu mereço mesmo! ter nome feminino! Mas vamos logo, abra esse portão e conversamos.&lt;br /&gt;
- Só depois de uma partida de xadrez.&lt;br /&gt;
- Jesus amado, Bergman agora? não! Sabe o quanto eu ouço disso por causa daquela cena que esse puto sueco do caralho&amp;nbsp;fez no cinema? Ouço isso o tempo todo! E o pior, me diga: pelo menos vc viu o filme? Hã?&lt;br /&gt;
- Não, pior que não. Nem sei que é Bergman. &lt;br /&gt;
- Está vendo? as pessoas falam sem saber...Arf, isso me deixa pra morrer, quer dizer, pra matar alguém. Façamos então assim, ó, tá vendo, estou deixando o cajado no chão. Tudo bem, devagar, vai abrindo o portão....&lt;br /&gt;
- Você ainda não me convenceu que é morte.&lt;br /&gt;
- Olha, de verdade, você está me deixando puto. Tem um advogado que defendeu os interesses do Roberto Jefferson que está saindo de um fórum agora e eu preciso pegar ele, senão o safado fica até o fim da vida. Tipo o Maluf, aquele puto. Aquele filho da mãe já escapou tanto da morte...td por causa de uns caras assim que nem vc, que ficam me segurando. Então, se você colaborar, até deixo você ir junto pra ver como se faz a morte com os canalhas, agora abre essa porra.&lt;br /&gt;
- Estranho, muito estranho...&lt;br /&gt;
- Estranho o quê?&lt;br /&gt;
- Que você sendo a morte, ainda não me matou, só estou do outro lado do portão. Porque não me mata?&lt;br /&gt;
- Porque não é para ser assim. Você tem que abrir o portão.&lt;br /&gt;
- E porque não fez uma pegadinha?&lt;br /&gt;
- Está louco? Dar uma de Fausto Silva agora? João Kleber? Aliás, viu esse cara na Fazenda? Tá somando pontos pra ir logo....enfim. Abra essa merda.&lt;br /&gt;
- Olha, entendi, mas ainda não confio em você. Ao invés de abrir o portão apertando o botão lá dentro vou pegar a chave e ir até aí.&lt;br /&gt;
- Faça como quiser, como preferir.&lt;br /&gt;
Alberto pegou a chave e desceu os degraus até o portão, mas por um descuido, no penúltimo degrau tropeçou e caiu de cabeça na quina do muro. Morreu em segundos.&lt;br /&gt;
- Aí, tá vendo? Para que essa demora toda? Da próxima vez, vou pedir pra vir cupido nessa vida, ser morte é de matar- disse Seu Morte para o cadáver de Alberto, estatelado no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-9141322959820938480?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/9141322959820938480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=9141322959820938480' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9141322959820938480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9141322959820938480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/08/visita-surpresa.html' title='A visita surpresa'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4079163077406044156</id><published>2011-07-26T15:37:00.001-03:00</published><updated>2011-07-26T15:41:00.895-03:00</updated><title type='text'>O bilhete premiado</title><content type='html'>O homem se chamava José Pereira da Silva Filho, mas era conhecido por Pereirinha. &lt;br /&gt;
Pereirinha tinha lá seus 50 e poucos anos. Trabalhava num disque entrega. Aliás, em um não, trabalhava para vários estabelecimentos comerciais da cidade, da pequena cidade, onde morava. &lt;br /&gt;
Pereirinha não era o que podemos chamar de um homem bonito. Tinha um bom coração, era uma pessoa boa, daquelas que a gente percebe pelo olhar sabe? Mas não era exatamente um homem bonito. Nem muito agradável.&lt;br /&gt;
Se você desse trela, ele ficava horas no portão da sua casa contando das bandas de rock com as quais ele já tocou e fez turnê. Tudo uma mentira, é claro. Mas era legal incentivar o Pereirinha no seu próprio mundo da imaginação.&lt;br /&gt;
- Sabe que eu já fui baterista? É. de banda grande. Você nem imagina.&lt;br /&gt;
E lá ia o Pereirinha contar a história.&lt;br /&gt;
Contudo, Pereirinha era um homem solitário. Triste sabe? Morava com o pai doente. A mãe já tinha morrido há alguns anos. &lt;br /&gt;
Ele sentia muito a falta de uma namorada.&lt;br /&gt;
- Eu já tive várias namoradas, mas eu gosto de ficar assim do jeito que estou agora, na paz do nosso Senhor. &lt;br /&gt;
E lá ia ele para ele mesmo justificar a solidão.&lt;br /&gt;
Contudo, um dia Pereirinha teve uma ideia: o pai havia acabado de falecer, tinha isso uns dois meses. Deixara de herança para Pereirinha a casa e o imóvel do galpão, alugado agora para casa de ferragens.&lt;br /&gt;
Pereirinha então pensou, pensou e resolveu fazer algo até então inusitado para aqueles 50 anos: botou um anúncio no jornal e outro no rádio dizendo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"homem bonito procura namorada. tenho boa aparência, amigos e um pouco dinheiro. procuro mulher acima dos 40, em forma e que queria dividir um teto com um homem romântico, sensível, porém, simples. sou um homem simples".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Mulheres da pequena cidade onde ele vivia e região se aglomeraram em frente à rádio e ao jornal, enlouquecidas atrás de um amor de verdade, atrás do mito Pereirinha. &lt;br /&gt;
Então que o pobre homem se esbaldou com as mulheres: loiras, morenas, japonesas, altas, gordas, magras. Pereirinha podia agora escolher.&lt;br /&gt;
Fez uma seleção: a mais cheirosa ganharia seu coração. Chamou as "meninas" para irem a sua casa e uma a uma ia cheirando o cangotinho. &lt;br /&gt;
Num gesto de amor e carinho, oferecia para as "moças" bombons por terem vindo.&lt;br /&gt;
Contudo, Pereirinha comeu todas as moças, transou com todas porque dizia que tinha que experimentar. O irmão mais velho de Pereirinha descobriu a algazarra do irmão, e devoto de São Sebastião, rezou um terço, colocou um copo de água pra benzer no rádio na oração da manhã e pediu a Deus que iluminasse a cabeça do pobre Pereirinha.&lt;br /&gt;
Chegou de surpresa um dia na casa de Pereirinha, só para pegá-lo no flagra:&lt;br /&gt;
- O que é isso, Pereirinha? Que bagunça é essa?&lt;br /&gt;
- Ganhei na loteria meu irmão! Bilhete premiado!&lt;br /&gt;
E saiu para o quarto com as gêmeas de 40 anos, que tinham os cabelos tingidos de loiro descolorado e usavam brincos gigantes azuis comprados na loja&amp;nbsp;do 1,99.&lt;br /&gt;
As meninas pareciam estar ali, por, hã, amor ao Pereirinha, esse homem simples que naquela noite abusara no charme, passando creme rinse no cabelo e loção Phebo.&lt;br /&gt;
Pereirinha queria arrasar mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4079163077406044156?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4079163077406044156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4079163077406044156' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4079163077406044156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4079163077406044156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/o-bilhete-premiado.html' title='O bilhete premiado'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4105167312331544813</id><published>2011-07-25T16:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-25T16:40:24.999-03:00</updated><title type='text'>Três Sombras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CXL_xEupv0Y/Ti2_cW4NPrI/AAAAAAAAAvg/nskLFGLzIcY/s1600/tres-sombras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-CXL_xEupv0Y/Ti2_cW4NPrI/AAAAAAAAAvg/nskLFGLzIcY/s320/tres-sombras.jpg" t$="true" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Louis, Lise e Joachim. Três nomes, uma história.&lt;br /&gt;
O livro "Três Sombras" (Quadrinhos na Cia, 2011) me chamou a atenção pelas belas imagens&amp;nbsp;e pela história que passa não apenas pelos medos das personagens, mas que pelo que temos ainda de humanidade.&lt;br /&gt;
Louis e Lise vivem muito bem, afastados do mundo, numa casinha, que podemos chamar de "sapê" com o filhinho Joachim, um menino fofo, querido e alegre de cinco aninhos mais ou menos. &lt;br /&gt;
Amado pelos pais, Joachim passa os dias brincando pelas matas e com os animais. Até que um dia, antes de dormir, Joachim chama os pais e pergunta:&lt;br /&gt;
- Mãe, o que é aquilo ali?&lt;br /&gt;
Ao olharem pela janela, os três enxergam, ao longe, na colina, três sombras. Essas três imagens voltam todas as noites assustando e tirando a paz de toda a familia. A mãe, como toda boa mãe, tem uma visão e uma percepção e sai em busca de respostas.&lt;br /&gt;
Quando descobre que as três sombras vieram buscar Joachim, ela começa a se preparar para o morte do menino, mas o Louis, desesperado, parte em uma saga na tentativa de salvar o filho que passa por todos os nossos medos.&lt;br /&gt;
Ele atravessa o rio, enfrenta tempestades bandidos e tudo para que Joachim seja salvo. Mas o que ele não espera é que quem irá salvá-lo será o próprio Joachim.&lt;br /&gt;
Nessa busca toda, pai e filho vão se conhecendo, se reconhecendo e se amando desembocando num final surpreendente e lindo, digno de toda bela história.&lt;br /&gt;
A HQ poderia muito bem ser chamada de "A Outra Margem do Rio" que, numa paráfrase do grande Guimarães, atenta para nós que a viagem começa no interior, no nosso interior quando enfrentamos nossos piores medos nos colocamos dispostos a enfrentá-los.&lt;br /&gt;
Joachim, tão novinho, ensina isso para gente. &lt;br /&gt;
Cyril Pedrosa, autor francês, desenhou para Disney e tem um talento incrível para contar e compor histórias. Com tradução de Carol Bensimon (Sinuca Embaixo D'Água), "Três Sombras" entra para a galeria, na minha opinião, dos grandes trabalhos em quadrinhos, que mexem com nosso corpo, alma e mente. E com as sombras que temos dentro de nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Três Sombras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Cyril Pedrosa&lt;br /&gt;
Tradução: Carol Bensimon&lt;br /&gt;
Editora: Quadrinhos na Cia.&lt;br /&gt;
Páginas: 272&lt;br /&gt;
Preço sugerido: R$ 39,50&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4105167312331544813?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4105167312331544813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4105167312331544813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4105167312331544813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4105167312331544813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/tres-sombras.html' title='Três Sombras'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CXL_xEupv0Y/Ti2_cW4NPrI/AAAAAAAAAvg/nskLFGLzIcY/s72-c/tres-sombras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5710137718256631461</id><published>2011-07-21T17:25:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T17:25:09.138-03:00</updated><title type='text'>whisky</title><content type='html'>Bebia um gole de whisky. Já não sabia mais se com ou sem gelo que gostava. Era apenas whisky em seu copo e um vazio em sua alma.&lt;br /&gt;
A cabeça a mil, o corpo dava voltas em voltas&amp;nbsp;de si mesmo sem sair do lugar. Na vitrola, um jazz riscado.&lt;br /&gt;
Acende um cigarro, desses cigarros&amp;nbsp;velhos de filtros.&lt;br /&gt;
- Não há solução - resmunga.&lt;br /&gt;
Leva o cigarro&amp;nbsp;à boca, dá uma&amp;nbsp;baforada, lentamente&amp;nbsp;coça os olhos com o polegar e o dedo anelar enquanto&amp;nbsp;segura o cigarro com o indicador e o dedo do meio.&amp;nbsp;Fecha os olhos.&lt;br /&gt;
Dá mais uma baforada no cigarro e perde de vista o desespero. Olha para o lado, para cima e para baixo. Faz não com a cabeça.&lt;br /&gt;
Pega o whisky com o polegar e o dedo anelar. Não tem mais dedo para segura o copo enquanto segura também o cigarro.&lt;br /&gt;
- O que você tem&amp;nbsp;para me dizer?&lt;br /&gt;
Silêncio.&lt;br /&gt;
- Nada? Nada mesmo?&lt;br /&gt;
Silêncio.&lt;br /&gt;
- Porra&amp;nbsp;Ana!&amp;nbsp;Eu te amei, caralho!&lt;br /&gt;
Joga o copo de&amp;nbsp;whisky já vazio no chão.&amp;nbsp;Dá mais uma&amp;nbsp;baforada no cigarro.&lt;br /&gt;
- Eu fiz tudo por você, Ana. Tudo. E&amp;nbsp;é&amp;nbsp;assim que você me agradece? Trepando com&amp;nbsp;o menino? Um menino, Ana. Porra! vai pra&amp;nbsp;puta que te&amp;nbsp;pariu! ele tinha só 15 anos, Ana!&lt;br /&gt;
Silêncio.&lt;br /&gt;
Dá mais uma baforada no cigarro. Joga a bituca no chão e pisa com o chinelo de dedo.&lt;br /&gt;
Ana levanta e lentamente vai para o quarto. Andando devagar, ainda com a cabeça erguida. No caminho, para perto de Pedro, acariciando seu peito pega um cigarro no bolso da camisa.&lt;br /&gt;
- Acende pra mim?&lt;br /&gt;
Dá uma&amp;nbsp;baforada, põe mais whiski no copo.&lt;br /&gt;
Pega lentamente. Suga o que sobrou do whiski com a lingua. Olha para o&amp;nbsp;Pedro e diz:&lt;br /&gt;
- Me come.&lt;br /&gt;
Treparam na sala. Em cima da bituca de cigarro, dos cacos de&amp;nbsp;vidro do copo de whisky que&amp;nbsp;Pedro jogou no chão. Em cima das roupas usadas por Ana pra trepar com o&amp;nbsp;molecote.&lt;br /&gt;
Em cima das lembranças&amp;nbsp;e das dores.&lt;br /&gt;
Se amaram loucamente.&lt;br /&gt;
Terminaram e Ana colocou a camisa do Pedro. Amassada de raiva e suor. Pedro vestiu-se e de cueca foi ao quarto. Voltou com uma nota de 100.&lt;br /&gt;
- Toma, pega essa porra por essa trepada de despedida.&lt;br /&gt;
- Pedro, o que é isso?&lt;br /&gt;
- Pega essa porra, Ana! Vamos! sai da minha casa.&lt;br /&gt;
Ana levantou-se, vestiu a calça, arrumou o cabelo com o cigarro pendurado no canto da boca.&lt;br /&gt;
- Você vai se arrepender, Pedro.&lt;br /&gt;
- Vai logo, porra!&amp;nbsp;Vai se fuder!&lt;br /&gt;
Ana deu mais uma&amp;nbsp;baforada e saiu. Bateu a porta, terminou de colocar o tênis no vão do prédio.&lt;br /&gt;
Desceu as escadas, os 9 andares.&lt;br /&gt;
Pedro ia se arrepender do que fez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5710137718256631461?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5710137718256631461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5710137718256631461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5710137718256631461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5710137718256631461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/whisky.html' title='whisky'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5041873831689664134</id><published>2011-07-19T15:48:00.000-03:00</published><updated>2011-07-19T15:48:16.919-03:00</updated><title type='text'>Dicionário</title><content type='html'>Um dia, quando eu tinha lá pelos menos 7, 8 anos de idade eu comecei a ver o que era o mundo. Quer dizer, não é o mundo em si, mas perceber que existia alguma coisa para além do que era a minha casa na esquina, a escola, as&amp;nbsp;brincadeiras, o lanches no recreio e&amp;nbsp;o Progama da Xuxa.&amp;nbsp;Na verdade, eu nem&amp;nbsp;assistia muito a Xuxa, gostava mesmo era de ver&amp;nbsp;Rá Tim&amp;nbsp;Bum, onde até hoje fico feliz de ouvir um "senta que lá vem a história".&lt;br /&gt;
Pois&amp;nbsp;bem, mas quando eu tinha essa idade mais ou menos eu já sabia ler. Achava realmente interessante a ideia de que uma palavra casada com outra, mais uma letra, mais outra formava uma frase. &lt;br /&gt;
Ainda que com uma certa dificuldade e um desconhecimento total do que eram determinadas palavras, eu lia algumas coisas. Coisas que algumas vezes não sabiam o que significava.&lt;br /&gt;
- Mãe, o que significa sexo?&lt;br /&gt;
- O que você está lendo, menina?&lt;br /&gt;
Era assim.&lt;br /&gt;
E então nessa época&amp;nbsp;pediram na escola um livro novo, um livro que não tinha figuras&amp;nbsp;e que tinha um monte de palavrinhas todas juntas no mesmo lugar: o dicionário.&lt;br /&gt;
Achei aquele livrinho, um Aurélio edição de 1987 (eu tinha meus sete anos aí) muito estranho, mas ao mesmo tempo muito bonitinho. Ele ficava em pé e tinha um cheiro de coisa nova muito legal. &lt;br /&gt;
Então eu ganhei um dicionário e pensei que agora sim, todas as minhas dúvidas estavam esclarecidas porque tinha ali todas as palavras do mundo.&lt;br /&gt;
Mas eu não sabia como usar aquele livro: viro de um lado, do outro? onde está palavra tal?&lt;br /&gt;
A professora, Tia Ana na época, explicou que as palavras seguiam uma ordem, que iam das letrinhas A a Z. A gente ia procurando aquela que a gente tinha dúvida do que era. O que a gente tinha que fazer era procurar no dicionário e ver como escrevia, o que significava e tals. &lt;br /&gt;
Aí&amp;nbsp;eu pensei: &lt;br /&gt;
- Será que tem todas as palavras mesmo nesse livro? eu duvido.&lt;br /&gt;
Procurei em primeira instância a palavra merda. Nossa! E tinha!&lt;br /&gt;
Li a palavra encabulada, como se tivesse fazendo algo muito errado. &lt;br /&gt;
"merda: fezes, escremento". &lt;br /&gt;
Puxa, as palavras tinham outras palavras que significavam elas agora.&lt;br /&gt;
Então, transgredi. &lt;br /&gt;
Sem medo, peguei meu dicionário e fui para o meu quarto, sentei na cama que tinha uma boneca e duas almofadas e procurei: cu.&lt;br /&gt;
"ver ânus. Bunda".&lt;br /&gt;
Ainda ruborizada, abri o dicionário em ânus e lia rindo o que&amp;nbsp;significava a palavra. Talvez com vergonha de mim, não sei. Como se alguém pudesse ver o que eu estava fazendo e pudesse dizer:&lt;br /&gt;
- Palavrão! você está lendo palavrão! Isso não pode!&lt;br /&gt;
Mas ninguém disse nada e eu continuei procurando todas as palavras do mundo, todas as palavras que eu tinha dúvida. &lt;br /&gt;
E eu achei o dicionário muito divertido. E comecei a procurar todas as palavras que pensava. E competia comigo mesma: &lt;br /&gt;
- Vou pensar uma palavra que nunca existiu, esse dicionário não vai ter.&lt;br /&gt;
Mas tinha!&lt;br /&gt;
Era algo mágico. &lt;br /&gt;
Foi então que com&amp;nbsp;7 anos procurei o significado da palavra morte. Meu tio tinha acabado de morrer e minha mãe tinha ficado muito triste. Muito mesmo. E eu também fiquei.&amp;nbsp;Então tive que procurar o siginificado da palavra depressão. &lt;br /&gt;
E o que eu encontrei foi um olhar do meu pai e da minha mãe. E das tias da escola. &lt;br /&gt;
E foi legal de ver que no dicionário depressão também pode significar um buraco profundo, da terra mesmo, &lt;br /&gt;
ou do nosso coração quando a gente vê alguém que a gente gosta muito ir embora. &lt;br /&gt;
E assim eu achei que todas as coisas no mundo, no meu mundo, podiam ser nomeadas, podiam ter nomes, como se eu pudesse ter o domínio dos meus sentimentos, ou, ousadamente, pudesse saber o que estou sentindo, tendo que dar a cada uma das minhas sensações um nome: medo, dor, agonia, alegria.&lt;br /&gt;
Hoje a palavra que tenho é saudade. &lt;br /&gt;
O dicionário está explicando o que é, mas não sei, ainda assim, tem alguns sentimentos misturados com a palavra saudade que ainda não têm nome...&lt;br /&gt;
E dos palavrões, achei que o dicionário pode dar para gente uma gama imensa de palavronas, palavras bonitas, palavras que geralmente estão em desuso no nosso dicionário visual.&lt;br /&gt;
Então, achei o significado da palavra amigo. Achei ao longo da minha vida o significado dessa palavra. Eu não procurei no dicionário, achei no olhar das pessoas. E nesse final de semana achei mais três pessoas que cabem perfeitamente nessa palavra. &lt;br /&gt;
e eu nem precisei abrir o dicionário. Mas ele está lá na estante. Em pé ainda, cheio de palavras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5041873831689664134?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5041873831689664134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5041873831689664134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5041873831689664134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5041873831689664134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/dicionario.html' title='Dicionário'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1516637164818766249</id><published>2011-07-15T16:08:00.000-03:00</published><updated>2011-07-15T16:08:54.911-03:00</updated><title type='text'>Café e cigarros num hotel barato</title><content type='html'>O tapete vermelho da entrada cheirava a mofo. A pouca luz denunciava que o pó sobre os móveis não tem sido tirado há algum tempo. Havia jornais da cidade da semana passada sobre a mesinha de centro, coberta com vidro trincado e cercada por três sofás de plástico verde. Pequenos sofás, encolhidos e miúdos. Pequenos como numa casinha de boneca.&lt;br /&gt;
- Está bom esse hotel para você?&lt;br /&gt;
Ela não respondeu. Continuou imóvel olhando o movimento fora do prédio iluminado com luz neon no letreiro. A letra H do Hotel estava falha e piscava como aquelas luzinhas de natal.&lt;br /&gt;
- Deve estar. Ela não falou nada. Veja dois quartos pra gente.&lt;br /&gt;
Entrou, sentiu-se cansada. &lt;br /&gt;
O banheiro no final do corredor era um convite para mijar em qualquer lugar do quarto que tinha apenas um vitral que entrava a luz de fora. Ar não entrava e o lugar cheirava a cigarro.&lt;br /&gt;
Deu vontade de fumar. Abriu um maço, pegou um, dois, três cigarros.&lt;br /&gt;
Bebeu o café barato e frio que estava à disposição no fim do corredor. Enquanto andava ia dando baforadas sensuais no cigarro pelo corredor, lembrando aos outros hóspedes que não era proibido fumar no local.&lt;br /&gt;
Voltou para o quarto, tirou os sapatos e pisou no chão sujo, no carpete que parecia ter areia. Esfregou os pés, fechou os olhos e sentiu prazer. Continuou a esfregar os pés no chão, na cama e nos lençóis que cheiravam a trepadas antigas.&lt;br /&gt;
Bateu na porta do quarto dele. Descabelada.&lt;br /&gt;
- Quer trepar?&lt;br /&gt;
Ele sorriu, botou a camisa branca e de cueca foi arrastando-a pelo corredor vermelho. Beijava-lhe a boca, o pescoço, mordia seus lábios tentando comê-la, sentir seu gosto. Apertou suas nádeas, seus seios e ela, num típico charme, o empurrava, tirava a boca de perto da sua enquanto desfilava sensualmente&amp;nbsp;ia pelo corredor longo. &lt;br /&gt;
Passaram pela pequena sala escura com sofás verdes. Juvenal, o porteiro daquela noite no hotel sem agá, olhou, observou as sinuosas curvas da mulher que tinha ali uma sensualidade sem limites. Ela andava tocando o&amp;nbsp;homem&amp;nbsp;em suas partes íntimas. Com olhar&amp;nbsp;febril a mulher ia andando para&amp;nbsp;o quarto segurando um cigarro aceso nas mãos e o gosto de café velho na boca. &lt;br /&gt;
O homem estava estático encostado na parede amarelada pelo tempo e suja de gordura. Ela ia descendo mordendo-lhe o&amp;nbsp;corpo todo, apertando&amp;nbsp;e comprimindo o peito, a nuca&amp;nbsp;do homem que gemia baixo.&lt;br /&gt;
Juvenal lambeu os beiços, tremeu e se masturbou olhando os minutos que cena durou. Depois, temente a Deus, se benzeu e voltou o olhar para a leitura do jornal da semana passada.&lt;br /&gt;
Enquanto isso, aquele homem e aquela mulher entraram no quarto e foderam a noite toda, o dia seguinte todo e a noite toda de novo. Entre cigarros e trepadas, ele sentiu que ainda a amava. Puxava-lhe os cabelos, rasgava-lhe a pouca roupa que tinha.&amp;nbsp;A calcinha barata de algodão da mulher perdeu-se entre as fronhas e os lençóis amassados de sexo.&lt;br /&gt;
Entre uma trepada e outra, ele&amp;nbsp;a matou sufocada numa tentativa de segurar o gozo. Apertou-lhe o pescoço. &lt;br /&gt;
Quando percebeu, bateu na mulher com força para que ela voltasse, mas ela não voltou. Então ele lambeu-lhe pela última vez, tocou os seios arredondados e firmes e fodeu com ela pela última vez. &lt;br /&gt;
Acendeu um cigarro e sentou na beirada da cama, esperando o que ia fazer. Pediu um café na portaria. Juvenal levou o café velho e frio e tentou olhar no quarto, mas só conseguiu ver os pés da mulher. Excitou-se.&lt;br /&gt;
Naquela noite, na&amp;nbsp;entrada no hotel sem agá em luzes neon, outro casal chegava. &lt;br /&gt;
Juvenal tomava o que restou do café velho e frio.&lt;br /&gt;
Enquanto a mulher sentava no pequeno sofá verde e lia os jornais antigos, o homem de chapéu preto perguntou:&lt;br /&gt;
- Tem quarto vago?&lt;br /&gt;
Ainda tinha pó na mesa da sala. Os jornais eram mais antigos ainda.&lt;br /&gt;
- Quantos quartos? - perguntou Juvenal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1516637164818766249?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1516637164818766249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1516637164818766249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1516637164818766249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1516637164818766249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/cafe-e-cigarros-num-hotel-barato.html' title='Café e cigarros num hotel barato'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2563503755153989625</id><published>2011-07-14T15:52:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T15:56:40.734-03:00</updated><title type='text'>Sobre as pessoas e as coisas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7xy9amZ0ju8/Th83rxVVT_I/AAAAAAAAAvc/XpVWN4ftllY/s1600/quenia-campo-refugiados-630_152431.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-7xy9amZ0ju8/Th83rxVVT_I/AAAAAAAAAvc/XpVWN4ftllY/s400/quenia-campo-refugiados-630_152431.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quero só dizer que quando eu penso em escrever algo, não é sem propósito. &lt;br /&gt;
Esse blog não tem a pretensão de ser algo além, de levantar bandeiras, nem de dizer o que é certo e o que é errado.&lt;br /&gt;
Contudo, a vida está aí na nossa frente, gritante e gigante. Muitas vezes morta, poucas vezes vivas.&lt;br /&gt;
E hoje, ao me deparar com essa foto de um menino de dois anos na Somália, parei de olhar para o meu umbigo por alguns minutos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;"Além de conflitos internos, a Somália e outros países da África Oriental, como Etiópia e o próprio Quênia, passam pela pior seca dos últimos 60 anos. Nesta terça-feira, a ONU chamou a atenção para a crise humanitária na região, onde a temporada sem chuvas atinge cerca de 11 milhões de pessoas, e fez um apelo a comunidade internacional.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;- O custo humano desta crise é catastrófico. Nós não podemos nos dar o luxo de esperar - disse o secretário-geral da ONU, Ban ki-moon - Nós admitimos que temos que fazer de tudo para evitar que essa crise se aprofunde.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Um relatório divulgado em maio deste ano pelo Médicos Sem Fronteiras mostra como a realidade dos campos de Dadaab - composto por três acampamentos Dagahaley, Hagadera e Ifo, onde 9% das crianças chegam desnutridas e 60% das famílias vem com pelo menos um familiar doente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Para receber a porção de comida - três quilos por quinzena, as famílias devem esperar, em média, 12 dias. Os utensílios de cozinhas e roupa de cama demoram mais de um mês. Durante este período, os recém-chegados precisam se virar em temperaturas médias de 50 graus, buscando alimentos no deserto e fugindo de animais selvagens, principalmente de ataques de hienas, frequentes na região".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será que ainda existe gente no mundo? &lt;br /&gt;
Eu estou me questionando aqui para onde vamos e como vamos. Não tenho a pretensão de salvar a ninguém, muito menos a mim mesma.&lt;br /&gt;
Ninguém salva ninguém.&lt;br /&gt;
Mas eu quero questionar algumas coisas, como por exemplo a construção de estádios para a copa do mundo, o gasto excessivo do mundo em competições pífias de ver que é quem tem a melhor bomba atômica e em discussões aclamadas e acaloradas sobre a necessidade de se gastar papel tornando determinados cidadãos, cidadãos honorários de cidadezinhas de merda que só pensam em burlar regras e roubar dinheiro público. &lt;br /&gt;
Só quero perguntar até quando crianças de dois anos como essa continuarão a ilustrar as páginas de jornais, as vias da estação da luz e a esquina da casa de qualquer um de nós. &lt;br /&gt;
No que vale realmente investir? &lt;br /&gt;
Ninguém aqui está jogando a questão de ser jesus cristo, de fazer milagres, mas sim de repensar esse mundo, de repensar em que realmente damos valor e o motivo desse valor. &lt;br /&gt;
Esse menino chama-se Aden Salaad e tem mais um monte igual a ele esperando que alguém olhe, que alguém faça algo melhor do que ficar coçando em frente a televisão e dando milhões em realitys shows.&lt;br /&gt;
Peço que, por favor, ninguém tenha respostas, mas sim mais perguntas.&lt;br /&gt;
Se a gente se questionar, é meio caminho andado pra salvar a vida de Aden e de tantos milhões&lt;br /&gt;
Sejamos mais humanos, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2563503755153989625?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2563503755153989625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2563503755153989625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2563503755153989625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2563503755153989625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/sobre-as-pessoas-e-as-coisas.html' title='Sobre as pessoas e as coisas'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7xy9amZ0ju8/Th83rxVVT_I/AAAAAAAAAvc/XpVWN4ftllY/s72-c/quenia-campo-refugiados-630_152431.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3306820470590085831</id><published>2011-07-04T17:38:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T17:38:34.635-03:00</updated><title type='text'>Sobre a 15 de Novembro</title><content type='html'>Na cidade que eu moro, Marília, tem algumas ruas com nomes de datas como por exemplo a 9 de julho, a 24 de dezembro e a 15 de novembro.&lt;br /&gt;
Ao longo dos anos me questionava porque algumas ruas tinham nomes de datas e não necessarimente de santos ou pessoas, tendo em vista que temos a Rua São Luís, a Rua Santo Antonio (onde tinha um sebo de livros que era minha diversão nas férias da infância), a Rua Pedro de Toledo e assim vai.&lt;br /&gt;
Pois bem que ficava me questionando isso e as ruas com datas são as mais antigas da cidade. Me lembro muito bem da 9 de julho com suas bancas de revistas abertas onde íamos quando a gente era criança com o meu pai. &lt;br /&gt;
Era interessante porque na época que eu era criança não tinha livrarias na cidade e nas sorveterias não existia o "self service". A gente chegava na banca que ficava na 9 de julho e comprava figurinhas, revistas de quadrinhos&amp;nbsp;e ia na sorveteria que ficava na 24 de dezembro e escolheia a bola de sorvete. Um sabor ou dois. Quando a gente podia escolher dois, entre cinco, como côco, chocolate, creme, morango e uva, era um luxo.&lt;br /&gt;
Pois bem que a rua 15 de novembro sempre me intrigou. Eu achava a rua mais antiga da cidade, apesar de não ser. Com casas antigas e altas e muros baixos. E algumas pequenas lojinhas de comércio. Uma loja de armarinho, uma sapataria.&lt;br /&gt;
Era lá que tinha o mercadão municipal, com aquários que eu achava o máximo e com um cheiro de flor que até hoje lembra minha infância. E o pastel do Hirata onde às vezes, para comemorar o fim do semestre nas escola, meu pai e minha mãe levavam a gente. Pastel com coca-cola. O dia estava ganho. &lt;br /&gt;
E a cidade foi crescendo e eu também e novos espaços foram se abrindo. &lt;br /&gt;
E hoje, na 15 de novembro, nas esquinas, ao invés de pequenas lojas fechadas ou casas antigas com luzes intimistas acesas à noite e o mercadão iluminado, o que mais podemos encontrar são mulheres de programa, vulgarmente conhecidas como prostitutas.&lt;br /&gt;
As pessoas passam de carro e buzinam, gritam nomes estranhos, falam besteiras. Como se fossem animais. Como se as mulheres na esquina fossem animais. Os donos dos carros, gritando e com cervejas nas mãos dirigindo carros, geralmente são animais disfarçados de gente. &lt;br /&gt;
Mas a questão é que essas pessoas ficam na esquina, com roupas curtas, algumas vezes sentadas, algumas vezes dançando, outras vezes atendendo o cliente no carro.&lt;br /&gt;
E eu pensei o que leva alguém a se prostituir, a usar como ferramenta seu próprio corpo. Faça chuva ou sol, lá estão todos, na esquina. Penteadas, bem arrumadas, maquiadas.&lt;br /&gt;
À espera de um carro, um programa e um dinheiro. Ou um milagre de encontrar um Edward a la Julia Roberts em "Uma linda Mulher".&lt;br /&gt;
E quando me dei conta que estava pensando isso, pensei o elas&amp;nbsp;podiam pensar das outras pessoas:&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;"o que leva alguém a estudar, fazer mestrado, acordar cedo todo dia e ir para o trabalho até as seis da tarde? o que leva alguém a prostituir seu cérebro?" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
E eu conheço um monte de gente que faz isso, que prostitui o cérebro e a própria vida.&lt;br /&gt;
e então fui embora, ouvindo gritos de motoristas com seus carros importados que passam por lá&amp;nbsp;sem ter o que&amp;nbsp;dar para essas mulheres além de um xingamento gratuito. &lt;br /&gt;
Muitas pessoas passam por lá e enxergam esquinas vazias de seres humanos. Eu vi uma esquina cheia de pessoas como eu e você que nasceu, cresceu e deve ter tido sonhos na vida, medo e mais uma porção de outras coisas. &lt;br /&gt;
E quando as pessoas passam e gritam e xingam é&amp;nbsp;como se a rua 15 de novembro perdesse seu nome à noite, perdesse sua identidade, numa leitura emprestada a novos prazeres, a novos nomes e datas das pessoas que ali estão. &lt;br /&gt;
E outra história, todos os dias começa ali a cada noite, a cada dia que não necessariamente o dia 15 de novembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3306820470590085831?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3306820470590085831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3306820470590085831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3306820470590085831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3306820470590085831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/07/sobre-15-de-novembro.html' title='Sobre a 15 de Novembro'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4830088065695296392</id><published>2011-06-30T21:30:00.000-03:00</published><updated>2011-06-30T21:30:20.030-03:00</updated><title type='text'>Pausa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QZW01qyHOO0/Tg0Ug32WqmI/AAAAAAAAAvY/Lr6CzXJJUOc/s1600/nota_musical.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-QZW01qyHOO0/Tg0Ug32WqmI/AAAAAAAAAvY/Lr6CzXJJUOc/s1600/nota_musical.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa noite sonhei em lá menor&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Era um sonho bonito, em preto e branco&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu estava sustenido e você, bemol&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Havia bichos, havia água&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Havia o Sol&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Quando eu sonho em lá menor&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu acordo com uma tristeza sem compasso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eu penso nos passos, na reza, no espaço que despreza&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E então que fico com Dó&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Dó de Si&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E procuro rápido uma pausa qualquer, um lá menor Maior&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E em adágio a gente corre pelo mundo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Alegre, ma no troppo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Tropeçando pelos copos dos bares, apertando cada colcheia em minuto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sem bichos, sem medos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sem desprezar qualquer segredo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Uma pausa mínima, breve&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Sossegue, oras!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;É agora, em Mi maior que podemos conversar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E eu posso dizer que...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Despertador. &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4830088065695296392?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4830088065695296392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4830088065695296392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4830088065695296392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4830088065695296392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/pausa.html' title='Pausa'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QZW01qyHOO0/Tg0Ug32WqmI/AAAAAAAAAvY/Lr6CzXJJUOc/s72-c/nota_musical.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-9141852566073194920</id><published>2011-06-29T11:50:00.001-03:00</published><updated>2011-06-29T12:04:32.071-03:00</updated><title type='text'>Carta a um grande canalha</title><content type='html'>Caro senhor canalha,&lt;br /&gt;
tudo bem? esperamos que sim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O senhor está sendo notificado através dessa carta porque realmente, pelo que consta aqui nos autos, o senhor foi um grande canalha, ou melhor, continua sendo.&lt;br /&gt;
Estamos lhe enviando essa carta para que o senhor saiba que usar as pessoas não é correto, para que o senhor tenha ciência de que mexer com o coração alheio e não cuidar desse coração é um declaração constante de que o senhor é um canalha, um sacana sem tamanho. &lt;br /&gt;
Percebemos aqui, nas considerações, que o senhor não levou isso em conta ao dizer certas palavras e ao tecer&amp;nbsp;certas ações para que determinada pessoa tivesse apreço pelo senhor e se referisse ao senhor como um possível pretendente para as amigas e para a família, chegando, veja bem, até mesmo a dizer para os pais que estava com alguém.&lt;br /&gt;
O fato, pelo que me consta, é que o senhor foi avisado previamente pela pessoa de que não deveria agir assim e percendo que a pessoa estava sendo sincera, o senhor se tornou um total idiota ao deixar a informação entrar por um ouvido e sair pelo outro, intuindo&amp;nbsp;que nada seria percebido por ela.&lt;br /&gt;
Tsc Tsc, senhor canalha.&amp;nbsp;As pessoas próximas e até a própria pessoa referida no caso percebeu que o senhor não passa de um paspalho, um tremendo pastelzão de queijo sabe? daqueles molengas que qdo esfria não serve pra nada. &lt;br /&gt;
O senhor é, deveras, um tremendo calhorda, um filho da puta.&lt;br /&gt;
Então, tomamos a liberdade de vir até aqui lhe avisar disso.&lt;br /&gt;
Que o senhor vá para o inferno e que passe a vida toda assim, do jeito que o senhor sempre foi, um cara sem culhões, sem honrar o que tem no meio das pernas.&lt;br /&gt;
Tendo em vista que a única coisa que queria era se aproveitar da referida pessoa, ou melhor dizendo, em termos claros, exibi-la como um troféu para seus amigos ou usá-la porque precisava de algum favor, vamos sacaneá-lo até o fim da vida e pedir sempre, aos deuses da revanche que o senhor se apaixone por uma mulher bela, maravilhosa e que esta use o senhor de todas as formas possíveis, sendo que a mesma, em pouco tempo, se tornará uma baranga e uma grosseira incrivelmente astuta, conduzindo o senhor às profundezas do arrependimento. O senhor será obrigado a ver vitrines de sapatos no shopping na hora do jogo de futebol do seu time preferido. E em silêncio, não terá como reclamar, dizendo, "sim amor, aqui está o cartão de crédito".&lt;br /&gt;
Dessa forma, o senhor já estará fortemente atrelado a vida dessa pessoa, não conseguindo sair por muitos motivos, mas o maior deles, será a mãe dessa mulher por quem o senhor irá se apaixonar que irá lhe atormentar mais do que tudo nessa vida. &lt;br /&gt;
Que a revanche venha em dobro se o senhor não encontrar essa bela mulher, porque se não for esta a fazer algo, a lhe fazer sofrer, o senhor vai levar uma invertida de outra&amp;nbsp;de quem tentará se aproximar&amp;nbsp;que fará com que suas bolas, que já eram pequenas, se tornem bolinhas de gude que irão fazer com que qualquer mulher que o veja nu, tenderá a franzir a testa com cara de nojo pensando: "nossa senhora, o que é isso?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo esta apenas uma notificação, o que está por vir, será pior ainda. &lt;br /&gt;
Sem mais para o momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ps: ah sim, íamos nos esquecendo, a referida pessoa pediu para dizer que o senhor é um covarde por não ter sido sincero com ela e ter apenas afastado ela de sua vida sem nem ao menos comunicá-la. Também pediu para que lhe disséssemos&amp;nbsp;que ela&amp;nbsp;já lhe esqueceu. Alíás, não lhe esqueceu não, ainda se lembra do senhor calmamente dizendo que gostava dela. Então, ela resolveu que quem ia gostar dela agora era ela mesma. E que o senhor vá pra puta que te pariu, bem pertinho da sua mãe que é de onde você nunca devia ter saído. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*ontem uma amiga me ligou, chorando e me contou algum dos absurdos que o dito cujo fez e falou para ela. olha, uma coisa é você não querer mais a pessoa, tudo bem, é um direito seu. Outra coisa é você trair essa pessoa, e não é a traição física, com outro ou outra, é a traição moral de não ser sincero, de ser covarde e não conseguir falar, agindo a vida toda como se culpa fosse do outro. Isso vale para homens e mulheres. Ser sincero, ter dignidade é mostrar, ainda, que você é um ser humano. Minha amiga sofreu, assim como eu, você e mais um monte de gente que já pode ter sentido isso na pele. As notificações de canalhas, homens e mulheres, serão sempre marcadas. Pode esperar. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-9141852566073194920?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/9141852566073194920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=9141852566073194920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9141852566073194920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9141852566073194920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/carta-um-grande-canalha.html' title='Carta a um grande canalha'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7516546178253049972</id><published>2011-06-28T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-06-28T16:18:14.738-03:00</updated><title type='text'>Domingos</title><content type='html'>O homem tinha nome de dia da semana. A mãe, muito crente, lhe deu esse nome por ter nascido mesmo em um domingo, como dizia a velha, "abençoado de Deus".&lt;br /&gt;
Domingos gostava de sair para ver as pessoas. Não fazia muito isso porque não tinha tempo. Entre cuidar dos avós e da mãe doente, tinha os afazeres de casa.&lt;br /&gt;
A época que mais gostava era o inverno, seguido nessa ordem pelo outono, pela primavera e pouco do verão.&lt;br /&gt;
- Chove muito e tem trovoadas, tenho medo - costumava dizer.&lt;br /&gt;
No inverno, Domingos gostava de se sentar ao sol e descascar uma tangerina. O cheiro da fruta ficava em suas mãos e mesmo que não comesse todos os gomos, ia até a cozinha, voltava para a cadeira da área e lá ficava descascando a tangerina. &lt;br /&gt;
- É a minha fruta preferida.&lt;br /&gt;
Domingos tinha uma paixão secreta, Irene, sua vizinha da frente. Moravam na mesma rua há alguns anos, desde que Domingos tinha 15 anos e Irene, 13.&lt;br /&gt;
Hoje, com quase 50 anos, Domingos achou que era hora de se declarar a Irene. Não que não tenha sentido vontade antes, mas nunca tivera coragem para tal ato. &lt;br /&gt;
Irene, por sua vez, mimava Domingos com bolos de cenoura e fubá, seus preferidos. E pegando tangerinas no sítio do tio Alencar para trazer para o amigo.&lt;br /&gt;
- Toma, trouxe para você - e saía com um sorriso tímido.&lt;br /&gt;
Irene também nunca se casou. Nunca quis.&lt;br /&gt;
- Isso não é para mim - dizia.&lt;br /&gt;
Então que Domigos colocou seu melhor terno, penteou o cabelo, passou um gel e com um vasinho de margaridas atravessou a rua.&lt;br /&gt;
- Boa noite, Irene.&lt;br /&gt;
- Boa noite, Domingos.&lt;br /&gt;
- Vim lhe trazer isso e....&lt;br /&gt;
- ....&lt;br /&gt;
- Bom, e não sei mais o que dizer. &lt;br /&gt;
Domingos suava frio, o cabelo milimetricamente penteado agora ficava colado no suor da testa que gota a gota fazia Domingos piscar, como se fosse um tique.&lt;br /&gt;
- Domingos, obrigada.&lt;br /&gt;
- Eu te amo, Irene, sempre te amei.&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
Ruborizada, Irene pediu que Domingos sentasse, lhe ofereceu uma água e lhe fez um agrado no ombro.&lt;br /&gt;
Domingos sorriu. &lt;br /&gt;
Mas sem que se desse conta, Marlenona, a amiga de Irene chegou.&lt;br /&gt;
- Olá Domingos. &lt;br /&gt;
- Oi Marlenona, vim aqui para....&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;E então viu que Marlenona abraçou suavemente a cintura de Irene. Eram um casal e Domingos não percebeu.&lt;br /&gt;
Pediu licença, desculpa, sorriu e atravessou a rua de volta para casa. Estatelou-se na cama com os olhos esbugalhados, olhando para o teto do quarto, querendo ver além.&lt;br /&gt;
- Como não percebi antes? - questionou-se.&lt;br /&gt;
Era domingo à noite e Domingos ligou a televisão.&lt;br /&gt;
Passava Fantástico e o com a voz de Cid Moreira um novo quadro "Mistérios da Vida".&lt;br /&gt;
Domingos sorriu. E chorou ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;
Seu coração estava dilacerado. &lt;br /&gt;
Pobre homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7516546178253049972?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7516546178253049972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7516546178253049972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7516546178253049972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7516546178253049972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/domingos.html' title='Domingos'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5056332725106609773</id><published>2011-06-26T14:02:00.000-03:00</published><updated>2011-06-26T14:02:49.561-03:00</updated><title type='text'>Carne Viva</title><content type='html'>Quatro décadas de casamento. Quarenta anos juntos. Intensamente juntos. Pelo menos da minha parte. No meu corpo o cheiro dele exalava, brotava pelos poros. Já não sabia mais qual parte de mim pertencia a mim e se era eu.&lt;br /&gt;
O amava com todas as minhas forças, com todas as minhas dores. Amava-o como era e lhe perdoava os defeitos sorrindo, sem qualquer rascunho de dor na alma. Os defeitos dele também eram meus defeitos. Eram meus e parte de mim.&lt;br /&gt;
Traiu-me inúmeras vezes, incontáveis vezes. Com mulheres mais novas,&amp;nbsp; com mulheres mais velhas. Com pensamentos e com olhares lascados e enviados a esmo por onde ele passava.&lt;br /&gt;
Teve um filho, sim, comigo também. Mas com outra. Fez a pobre moça abortar.Ela obedeceu. Não quis o filho. E tão logo também não quis a moça.&lt;br /&gt;
Voltou para mim como tinha que ser. E as minhas dores latentes, ainda abertas em feridas rasgadas, cicatrizaram-se como por milagre. Ele estava de volta a minha cama, aos meus braços, meu pelos e meus carinhos.&lt;br /&gt;
Mesmo derramando lágrimas de sangue, sorria. O abracei, o amei e o acariciei como se não tivesse saído de casa nem por um minuto.&lt;br /&gt;
E sem um acordo, sem uma questão de piedade, ele me pediu a separação em um dia desses qualquer. Um dia que para mim estava nublado, cinza de cigarros fumados ao desespero espalhadas pela casa, pelo tapete, pelo carpete, pela cama.&lt;br /&gt;
Eu não tinha força para levantar. Minha aliança, nossa na verdade, doída, enraizada no meu dedo como se já tivesse nascido ali. Marcava o Sol de quarenta anos juntos. Ela não saía do meu dedo, a dor não passava.&lt;br /&gt;
Minhas lágrimas pareciam que encharcavam não aquele travesseiro cheio dele, cheio de cheiro dele, mas pareciam que alagavam minha alma e manchavam cada pedacinho de pele.&lt;br /&gt;
Eu era a partir dali uma imagem amorfa, deslocada de sentido.&lt;br /&gt;
Estava em carne viva, espaçada em um momento que parecia ser um mosaico do que fui. Pedaços por todos os lados. Cacos de mim que jamais iam se colar novamente.&lt;br /&gt;
Arrastei-me pelos cantos da casa buscando-o. Esses cacos não se juntavam, e quando assim o faziam não era mais eu, mais a minha pessoa, mas um pedaço de mim.&lt;br /&gt;
Escorei-me na parede tentando enxergar uma parte do espelho. Sai em disparada e fui pela cidade como quem tem um caminho. Ardendo em fogo, em dor em sangue. &lt;br /&gt;
Parei e vi um espaço de tatuagem. Eu precisava de uma nova dor.&lt;br /&gt;
Tatuei meus filhos, tatuei frases, tatuei minha alma.&lt;br /&gt;
Qualquer dor que não fosse mais a dor que sentia por não tê-lo. &lt;br /&gt;
E ele voltou no inverno com um sorriso e dizendo que me amava. Enxugou minhas lágrimas e me promete em cartas e afetos que não irá se perdoar de me perder.&lt;br /&gt;
Eu é que já estava perdida. Mas o abracei, o amei.&lt;br /&gt;
O amaldiçoei a estar condenado a mim. Ao meu corpo. Às minhas dores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5056332725106609773?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5056332725106609773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5056332725106609773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5056332725106609773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5056332725106609773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/carne-viva.html' title='Carne Viva'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5722643387485840837</id><published>2011-06-25T12:40:00.002-03:00</published><updated>2011-06-25T12:54:35.413-03:00</updated><title type='text'>da infância</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MRcqGA5a_aI/TgYDqPfL8DI/AAAAAAAAAvE/bg0OMLjarEg/s1600/DSC01005.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-MRcqGA5a_aI/TgYDqPfL8DI/AAAAAAAAAvE/bg0OMLjarEg/s320/DSC01005.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;em cima do muro, com frio e com o ipê florido.&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--xbOdNt-NQQ/TgYDvRQKzuI/AAAAAAAAAvI/dRP1w8d4jA0/s1600/DSC01008.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/--xbOdNt-NQQ/TgYDvRQKzuI/AAAAAAAAAvI/dRP1w8d4jA0/s320/DSC01008.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;um presente!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-n75zLLOkhIk/TgYD0oahQuI/AAAAAAAAAvM/EMb6lGRH028/s1600/DSC01009.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-n75zLLOkhIk/TgYD0oahQuI/AAAAAAAAAvM/EMb6lGRH028/s320/DSC01009.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;que legal!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J724CthXxf0/TgYD57WYY5I/AAAAAAAAAvQ/eY4ILLvHTbk/s1600/DSC01006.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-J724CthXxf0/TgYD57WYY5I/AAAAAAAAAvQ/eY4ILLvHTbk/s320/DSC01006.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;curiosa brincando na cozinha! o fusquinha do meu pai atrás e a bola de futebol perto. rs&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-y8s9lU5EHrE/TgYD_tIGtHI/AAAAAAAAAvU/dHavh-4IV0k/s1600/DSC01007.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-y8s9lU5EHrE/TgYD_tIGtHI/AAAAAAAAAvU/dHavh-4IV0k/s320/DSC01007.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;um pouco de sono com a mamãe.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;e o título desse post, da infância, em letras minúsculas mesmo, porque a infância passa muito rápido. muito.&lt;br /&gt;
em frente de casa com o ipê florido. o ipê ainda existe a casa onde morei também. e eu brincava muito, de tudo e era tão legal.&lt;br /&gt;
o muro de casa era baixo, não tinha grades e nem cerca elétrica. eu não precisava ter medo, meu pai está abaixado atrás segurando meus pés para que não cair.&lt;br /&gt;
eu não tinha medo.&lt;br /&gt;
os medos que tenho hoje, depois que a gente toma consciência da vida, é que são difíceis.&lt;br /&gt;
era muito mais fácil antes. muito.&lt;br /&gt;
o ipê está florindo de novo. entre julho e agosto a rua fica cheia de ipês brancos. &lt;br /&gt;
e como a vida passa rápido. mas ainda bem que sempre tem a primavera. os ipês brancos e essas memórias que não cessam de dizer para mim quem eu sou e de onde vim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na segunda foto eu estou brincando com uma cozinha de metal que ganhei dos meus pais. foi um presente e tanto e foi mta surpresa. mesmo.&lt;br /&gt;
pode ver pela minha carinha de alegria descobrindo os brinquedos. &lt;br /&gt;
me lembro de ter brincado muito nessa cozinha. muito.&lt;br /&gt;
cozinha pra cá e pra lá.&lt;br /&gt;
mal eu ia imaginar que hoje só sei fazer miojo. rs&lt;br /&gt;
mas foi tão bom, e é bom ter essas imagens aqui.&lt;br /&gt;
e principalmente no meu coração.&lt;br /&gt;
vejo poucas meninas brincando de casinha hoje. estão mais preocupadas em colocar maquiagens e vestir saltos.&lt;br /&gt;
eu usava uma sandalinha qualquer. e me sujava de terra que era a comidinha.&lt;br /&gt;
o fusquinha do meu pai está com a porta aberta lá atrás. eu dormia ali também quando dava soninho. e tem uma bola por perto também. eu brincava muito de bola também com o meu pai.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
e depois tomava banho. e dormia no colo da minha mãe.&lt;br /&gt;
e era bom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
era bom ser criança nesse época aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5722643387485840837?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5722643387485840837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5722643387485840837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5722643387485840837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5722643387485840837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/da-infancia.html' title='da infância'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MRcqGA5a_aI/TgYDqPfL8DI/AAAAAAAAAvE/bg0OMLjarEg/s72-c/DSC01005.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8174935799927933280</id><published>2011-06-22T15:11:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T13:08:56.576-03:00</updated><title type='text'>Léo</title><content type='html'>Quando a gente era criança, bem criança mesmo, a gente tinha uns amigos que a gente considerava primos da gente. Eles eram filhos da sobrinha da minha avó, que não era minha avó de verdade, porque essa morreu, ela era casada com o meu avô. Mas era como se fosse minha avó. E esses amigos, até hoje, comos e fossem meus primos. &lt;br /&gt;
A gente sempre ia brincar na casa deles. Era da casa da Larissa e do Lincoln. E era muito legal. A gente estudava em colégios diferentes na cidade, mas a gente sempre ficava brincando junto tanto de boneca quanto de escolinha.&lt;br /&gt;
Um dia meu pai colocou eu, meu irmão e minha irmã no carro e disse que a gente ia na casa da Larissa buscar eles pra brincar em casa. Achei o máximo.&lt;br /&gt;
- Que bacana ter amigos aqui - pensei.&lt;br /&gt;
A mãe deles, a tia Neusa estava grávida do Léo e eu me lembro vagamente da barrigona dela. E nesse dia que a gente foi buscar eles era porque a Larissa e Lincoln iam ficar em casa porque a tia Neusa ia ter bebê. &lt;br /&gt;
Puxa, um bebê, que interessante.&lt;br /&gt;
Eu devia ter mais ou menos uns 8 anos e começava a sacar que os bebês na barriga das mães não eram engolidos por elas. rs. Eles chegavam ali de outro jeito. rs.&lt;br /&gt;
Enfim que o mais importante era ter os amigos em casa e brincar.&lt;br /&gt;
A Larissa e eu ficamos conversando pra saber quem ia segurar o bebê quando ele chegasse. E é claro, por ordem de hierarquia, ela por ser irmã dele tinha o direito garantido.&lt;br /&gt;
A tia Neusa chegou em casa com o bebê Léo e minha mãe disse:&lt;br /&gt;
- O pacotinho chegou!&lt;br /&gt;
E eu fiquei feliz de ver.&lt;br /&gt;
Era um menino lindo. &lt;br /&gt;
Aí a vida fez a gente crescer e se afastou um pouco. Fui fazer faculdade e comecei a fazer Direito, na mesma classe da Larissa e reencontrei o Léo.&lt;br /&gt;
Tomei um susto.&lt;br /&gt;
- Léo, que lindo! como você cresceu!&lt;br /&gt;
E a partir daí eu comecei a chamar ele de Léo Lindo toda vez que o via e pedia:&lt;br /&gt;
- Dá aqui um abraço na tia. &lt;br /&gt;
E ele sempre era fofo e doce e me abraçava.&lt;br /&gt;
- Oi Li.&lt;br /&gt;
Então o Léo cresceu mais ainda e resolveu ir morar na Europa. E eu fiquei super orgulhosa e feliz.&lt;br /&gt;
- Que bom!&lt;br /&gt;
E hoje eu saí do meu trabalho e estava indo em casa almoçar pensando no que eu ia fazer amanhã, que é feriado e tals.&lt;br /&gt;
- Lídia, o Léo faleceu.&lt;br /&gt;
Eu sentei, fiquei branca e tive que tomar água.&lt;br /&gt;
Porque eu me coloquei no lugar na Larissa, no lugar da mãe dele e no lugar da minha mãe.&lt;br /&gt;
Morreu voltando no trabalho na Europa. &lt;br /&gt;
E eu vi que o mundo é vasto e dolorido. E até agora está um pouco difícil de respirar. &lt;br /&gt;
E não consegui pensar em outra coisa senão na Larissa e naquele pacotinho que chegou aquele dia. &lt;br /&gt;
E no tanto que a vida passa rápido e nos meus medos que tomaram parte do meu corpo assim que sentei na mesa, um tanto pálida, um tanto triste.&lt;br /&gt;
Espero que o Léo esteja bem onde ele estiver.&lt;br /&gt;
E que continue sendo lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8174935799927933280?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8174935799927933280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8174935799927933280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8174935799927933280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8174935799927933280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/leo.html' title='Léo'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1493130150147189461</id><published>2011-06-15T17:42:00.000-03:00</published><updated>2011-06-15T17:42:38.567-03:00</updated><title type='text'>Pó de café</title><content type='html'>Acordou cedo, como habitual. Olhara o relógio e o objeto insistia em gritar anunciando que já era mais de seis da manhã. &lt;br /&gt;
Levantou, banhou-se e colocou uma roupa nova. Havia comprado há alguns dias aquele jeans e ainda não tinha tido a oportunidade de usar. Colocou, olhou no espelho e gostou do que viu.&lt;br /&gt;
A não ser pelo cabelo que ainda faltava pentear.&lt;br /&gt;
Desceu as escadas pé ante pé. Não queria fazer barulho naquela manhã ensolarada de primavera. Sempre gostou da primevera. A luz nessa época do ano fica mais forte e mais bonita e as árvores pareciam saudar as pessoas ao derrubarem, em cada um que passava, uma flor. &lt;br /&gt;
Olhou o relógio novamente e sentiu que estava atrasado. Entrou na cozinha, colocou a água pra ferver e passou margarina no pedaço de pão de havia sobrado. &lt;br /&gt;
Preparou tudo e montou para passar o café. &lt;br /&gt;
O cheiro da bebida ia exalando pela casa, subindo num charme quase que sensual as escadas, conquistando os narizes verticalizado nas camas e os olhos apertados de um sono profundo, sonhando com um cheiro que não podiam ver. E esses olhos, ah esses olhos, foram se abrindo.&lt;br /&gt;
Colocou o café na xícara e bebeu. Quente e forte. Com pouco açúcar.&lt;br /&gt;
Manoela desceu e o beijou.&lt;br /&gt;
- Bom dia.&lt;br /&gt;
- Bom dia.&lt;br /&gt;
- Está com gosto de café. De pó de café na boca.&lt;br /&gt;
- E você gosta?&lt;br /&gt;
- Como assim, se gosto? Claro que gosto de você.&lt;br /&gt;
- De mim não, do café, de sentir o gosto do pó.&lt;br /&gt;
- É diferente, mas eu gosto. &lt;br /&gt;
Então, ele a beijou com força, mordia-lhe a boca misturando o gosto do pó de café com o sabor da pasta de dente. Beijava-lhe a boca, o pescoço, as bochechas a testa. &lt;br /&gt;
Parou e olhou para ela. Fixamente. E então mordeu o pão e saiu para trabalhar. &lt;br /&gt;
Era um dia agitado que estava por começar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1493130150147189461?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1493130150147189461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1493130150147189461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1493130150147189461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1493130150147189461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/po-de-cafe.html' title='Pó de café'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2756657311913938229</id><published>2011-06-09T17:04:00.000-03:00</published><updated>2011-06-09T17:04:29.416-03:00</updated><title type='text'>O jacaré e a Baratinha</title><content type='html'>Era uma vez um lugar não muito distante daqui. Ali vivia Zé, o jacaré mais bonito de todo o pântano. Zé era um jacaré grande, bem grande com dentes enormes e um coração de ouro. Mas solitário. Muito solitário.&lt;br /&gt;
Zé nadava de um lado para o outro na lagoa procurando algas e pequenas comidas que pudessem alimentá-lo.&lt;br /&gt;
Ele não comia carne por convicção.&lt;br /&gt;
- Não é justo com os outro animais, eles também são meus amigos. &lt;br /&gt;
- Mas Zé, disse a gaivota Maricota, assim é a vida. Você precisa comer carne.&lt;br /&gt;
- Me recuso, Maricota. Isso não é para mim.&lt;br /&gt;
E então Zé saiu para passear. Foi tomar uma solzinho no barranco quando deu de cara com ela: Kiki, a baratinha mais fenomenal do pântano.&lt;br /&gt;
Zé já tinha ouvido falar dela por todos os cantos. Até os peixes comentavam:&lt;br /&gt;
- Minguado, você não acredita quem eu encontrei.&lt;br /&gt;
- Quem Peixoto? Kiki, a baratinha?&lt;br /&gt;
- Essa mesmo. Rapaz...&lt;br /&gt;
E se derretia em elogios. Zé ouvia tudo, mas nunca tinha visto Kiki de perto.&lt;br /&gt;
Quando se deu conta Kiki passava na frente dele, quase em câmera lenta, com aquelas antenas imensas que deixam o pobre Zé de boca aberta. &lt;br /&gt;
E a boca aberta de um jacaré é grande. Bem grande.&lt;br /&gt;
Kiki se assustou e ficou paralisada achando que Zé a fosse engolir.&lt;br /&gt;
- Por favor senhor, não me engula. Tenho muito o que viver ainda. &lt;br /&gt;
E Zé fechou a boca, sorriu lentamente e disse:&lt;br /&gt;
- Olá.&lt;br /&gt;
Kiki respondeu de volta, ainda trêmula:&lt;br /&gt;
- O o oooiii...&lt;br /&gt;
Então eles engataram um papo animado sobre o pântano, a vida e como se sentiam diferentes no mundo.&lt;br /&gt;
- Eu acho que sou muito grande e esquisitão. Imagine, eu não como carne, Kiki!&lt;br /&gt;
- Jura? É estranho isso mesmo. Mas por exemplo, eu tomo banho todos os dias, coisas que minhas colegas não fazem. E elas me acham bem estranha.&lt;br /&gt;
E foi um dia todo de conversa.&lt;br /&gt;
À noite saíram para jantar. &lt;br /&gt;
- Uma saladinha e um pouco de pele, por favor.&lt;br /&gt;
Jantaram, se divertiram e riram muito.&lt;br /&gt;
E de repente sentiram que estavam apaixonados um pelo outro. E foi bonito. &lt;br /&gt;
Zé passeia na lagoa com Kiki sobre sua cabeça. E Kiki sorridente diz: &lt;br /&gt;
- Que vento gostoso em minhas antenas!&lt;br /&gt;
É. O amor tem dessas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2756657311913938229?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2756657311913938229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2756657311913938229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2756657311913938229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2756657311913938229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/o-jacare-e-baratinha.html' title='O jacaré e a Baratinha'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5212597987711843515</id><published>2011-06-07T22:02:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T22:02:34.743-03:00</updated><title type='text'>os espaços decor</title><content type='html'>Tinha uma casa pequena, bem pequenininha, mas extremamente organizada. a começar pelo chão que estava sempre "tinindo" de limpeza. chão limpinho e cheiroso. cheirava a maçã verde. a moça gostava era da parte que vendia produtos que dão cheiro bom na casa. produtos de limpeza bons e em conta.&lt;br /&gt;
a casa estava sempre arrumada.&lt;br /&gt;
tinha tudo no lugar: os brincos separados por cor, as roupas idem. na gaveta de calcinha, ai se as meias ficassem bagunçadas e atrapalhassem o bom andamento da organização.&lt;br /&gt;
na cozinha tinha potes, daqueles potinhos de plástico sabe? pra tudo. um para os biscoitos doces, outro para os biscoitos salgados. os farelos, farinhas de aveia e derivados cada qual no seu lugar. canecas milimetricamente organizadas por ordem de tamanho.&lt;br /&gt;
na geladeira tudo em ordem. das frutas todas lavadas aos iorgurtes higienizados antes de guardar. os discos, cds e dvds então, nem precisamos comentar. guardados em saquinhos plásticos separadamente.&lt;br /&gt;
os livros numa estante própria:&lt;br /&gt;
- os de quadrinhos aqui, cinema ali, literatura lá...&lt;br /&gt;
e assim iam os dias. milimetricamente organizados.&lt;br /&gt;
só o coração da moça é que estava partido. em caquinhos. pedaços bem pequenos que ela mal podia ver onde foram parar.&lt;br /&gt;
ah o coração....&lt;br /&gt;
esse não tinha como estar organizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5212597987711843515?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5212597987711843515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5212597987711843515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5212597987711843515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5212597987711843515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/os-espacos-decor.html' title='os espaços decor'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4738161993166798012</id><published>2011-06-06T10:37:00.004-03:00</published><updated>2011-06-06T12:30:03.840-03:00</updated><title type='text'>A Família de Humanos ou Os homens da República das Bananas</title><content type='html'>Já era fim da tarde, uma tarde fria de inverno quando a símia Kiki, uma das macacas mais atuantes da comunidade, passava pela rua Dom King. Ela parou e observou que perto da ponte havia uma família de humanos. Um homem, uma mulher e três crianças. Como estavam cobertos de roupas não dava para identificar se as crianças eram meninos ou meninas.&lt;br /&gt;
Kiki, num gesto nobre típico dos símios ligou para a emergência no Corpo de Símios e logo Don Raul, um símio de 47 anos atendeu.&lt;br /&gt;
- Alô?&lt;br /&gt;
- Alô? Don Raul?&lt;br /&gt;
- Pois não.&lt;br /&gt;
- Aqui é Kiki. &lt;br /&gt;
- olá Dona Kiki, em que posso ajudá-la?&lt;br /&gt;
- aqui perto de casa tem alguns humanos. estou achando estranho isso pq a República das Bananas fica um pouco longe daqui...&lt;br /&gt;
- são quantos dona kiki?&lt;br /&gt;
- cinco.&lt;br /&gt;
- não se preocupe, eles estão tentando vir para cá, já que a República das Bananas está esculhambada. eles têm se reproduzido mesmo&amp;nbsp;porque pelos estudos, eles têm um projeto chamado &lt;u&gt;bolsa família&lt;/u&gt; que quanto mais gente tiver na família, mais eles ganham dinheiro. mas não se preocupe, são dóceis quando bem comprados. &lt;br /&gt;
- mas seu raul, eles podem transmitir doenças como egocentrismo, vandalismo e o principal, corrupção.&lt;br /&gt;
- sim, mas esses pelo que me parece, estão perto da ponte né?&lt;br /&gt;
- sim.&lt;br /&gt;
- então, esses não oferecem perigo. estão só procurando comida e lugar pra viver. já foram atingidos pela corrupção de outros. &lt;br /&gt;
- são tão bonitinhos, don raul.&lt;br /&gt;
- são mesmo dona kiki, mas cuidado, são humanos de qualquer forma.&lt;br /&gt;
foi então que dona kiki organizou no bairro um evento para arrecadar fundos e fazer uma casinha para aqueles humanos. todos os símios da comunidade se reuniram e levaram bananas e&amp;nbsp;água para aquelas cinco espécies que eles sentiam tão próxima.&lt;br /&gt;
construíram também uma casinha simples e lá os humanos ficaram por um tempo.&lt;br /&gt;
toda vez que os viam sainda casa para ir a alguma lugar, diziam:&lt;br /&gt;
- tão bonitinhos, tão fofos...olhe, eles andam em duas pata! que lindinho...&lt;br /&gt;
o corpo de símios, liderado por don raul, estava alerta apesar dos humanos não apresentarem perigo. &lt;br /&gt;
mas foram feitas fotos e tinha comida todo dia e eles se foram se reproduzindo aos&amp;nbsp;montes independente da qualidade de vida. &lt;br /&gt;
a humana chefe com cara de general&amp;nbsp;dizia que quanto mais filhos tivessem, melhor, mais bolsa família teriam. e os humanos seguima a risca o que&amp;nbsp;a líder do grupo falava. &lt;br /&gt;
até então que um dia dona kiki percebeu que aquela família de cinco pessoas tinha agora dez membros e se assustou. achou estranho aquilo, apesar do alerta de don raul. &lt;br /&gt;
ela então ligou novamente para o&amp;nbsp;corpo de símios de bombeiros e avisou don raul que&amp;nbsp;logo mais capturou aqueles humanos que viviam jogando lixo no chão, fazendo barulho e dançando um tipo de música que os símios dizem ser chamada &lt;u&gt;pagode, ou sertanejo universitário&lt;/u&gt;. no cativeiro continuaram a se reproduzir.&lt;br /&gt;
tentaram capturar a líder dos humanos, mas foi em vão. elas estava em uma viagem junto com o outro líder barbudo que os humanos tiveram. &lt;br /&gt;
passavam agora&amp;nbsp;pela europa onde tentavam esconder o problema de um humano sem escrúpulos que roubava merenda de uma creche.&lt;br /&gt;
dona kiki agora sentia receio de dar água e comida pra esses bichos.&lt;br /&gt;
- é, esses humanos são um problema mesmo - costumava dizer don raul.&lt;br /&gt;
então&amp;nbsp;exterminaram a espécie.&lt;br /&gt;
depois de alguns anos, dona kiki&amp;nbsp;levou&amp;nbsp;o netinho dela, o pequeno King pra ver os humanos empalhados no museu. o garoto tinha curiosiodade em saber quem eram os habitantes da República das Bananas. &lt;br /&gt;
- olha vovó, o que aquele humano está fazendo com esse dedo do meio levantado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*livremente adaptado de uma notícia de jornal que dizia em marília alguns humanos acharam saguizinhos em uma árvore no centro da cidade: "mas o bosque está tão longe.... como eles vieram parar aqui?"&amp;nbsp;as&amp;nbsp;pessoas&amp;nbsp;dão água para os bichinhos todos os dias. as crianças de rua que ficam naquela mesma rua pedindo esmola ou um pouco de atenção ganham, às vezes, um real. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4738161993166798012?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4738161993166798012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4738161993166798012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4738161993166798012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4738161993166798012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/familia-de-humanos.html' title='A Família de Humanos ou Os homens da República das Bananas'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5667068090593128235</id><published>2011-06-03T15:25:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T15:46:41.076-03:00</updated><title type='text'>Carta para minha avó</title><content type='html'>Marília, 3 de junho de 2011&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oi vó, tudo bem? como estão as coisas por aí?&lt;br /&gt;
escrevo pra vc porque já faz mais de um ano que não nos vemos. adorava ouvir você contar as histórias do sítio e de como um tanto de leite virava manteiga e de como era seu pai, sua mãe e a vida em um lugar onde os problemas pareciam ficar longe. não tinha muita coisa no sítio né vó? mas tinha comida e tinha leite e tinha todo mundo junto. &lt;br /&gt;
era engraçado, isso, vó, porque me lembro de ir na sua casa quando era criança e a gente ia viajando de carro e o meu pai, que é seu filho, ia me contando algumas histórias. e eu ficava super feliz de ir porque eu ia me divertir dançando em frente ao espelho imenso que tinha no seu quarto. e o quarto tinha só uma cama e um guarda-roupa e esse espelho. não era tão grande. mas para mim era e eu dançava e você dançava um pouco também. escondida, mas dançava. &lt;br /&gt;
e a gente chegava lá e não tinha televisão, não tinha muita coisa. mas tinha um quintal com horta, uma casa pequena e um cheiro de bolo de fubá que espalhava pela casa.&lt;br /&gt;
sempre tinha bolo de fubá e café. e macarrão e frango assado que a gente comprava no açougue do Kojó. daí a gente ia tomar sorvete e você sempre pegava um monte. igual a Laura faz. pega um monte de comida. rs mas o impressionante é que você comia tudo. a laura também come. é sua neta mesmo. &lt;br /&gt;
hoje eu me lembrei de você. a marilú fez frango assado e sei que você gosta. ela estava usando aquele lencinho de crochê que você usava. e eu lembrei de você mais ainda. &lt;br /&gt;
e lembrei que teve um dia que você foi esquecendo da vida. e foi esquecendo e esquecendo e seu cabelo foi ficando branquinho branquinho. feito nuvem.&lt;br /&gt;
e sua mão, que é igualzinha a mão do meu pai, foi ficando enrugada e fraquinha. e você era tão forte, puxa...&lt;br /&gt;
e então eu vi que seu olhar já não estava mais aqui na Terra. seu olhar foi ficando longe longe. e você começou a esquecer de comer, a esquecer de dormir.&lt;br /&gt;
e um dia eu me despedi de você, mas você não foi embora. &lt;br /&gt;
e eu fiquei feliz.&lt;br /&gt;
mas teve um dia que eu acordei cedo, bem cedo, cedinho mesmo e você estava no seu quarto deitada, em silêncio. bem quieta.&lt;br /&gt;
foi então que peguei na sua mão e falei para você ir em paz.&lt;br /&gt;
e você foi. você já tinha ido na verdade. só ficou mais um tempo por aqui porque sabia que pra gente ia ser difícil passar o Natal sem alguém pedindo mais um pedaço de pernil. &lt;br /&gt;
e hoje eu me lembrei de você e pensei onde será que você poderia estar....e me deu uma saudade.&lt;br /&gt;
quando der, vó, aparece tá?&lt;br /&gt;
meu pai anda triste. talvez se você conversar com ele, dá uma melhorada.&lt;br /&gt;
deve ser saudades de você...&lt;br /&gt;
um beijo, fica em paz&lt;br /&gt;
Lídia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5667068090593128235?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5667068090593128235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5667068090593128235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5667068090593128235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5667068090593128235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/06/carta-para-minha-avo.html' title='Carta para minha avó'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3523844911154292585</id><published>2011-05-31T12:41:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T12:41:50.025-03:00</updated><title type='text'>A passagem</title><content type='html'>Segurava de forma terna a mão da velha senhora. A pobre agonizava lentamente havia dias. Não comia e não falava. &lt;br /&gt;
Antes a robusta senhora tinha uma vida feliz, ou melhor dizendo, tinha uma vida. Andava de um lado para o outro e tinha uma especialidade: fazer bolos de fubá. Os preferidos.&lt;br /&gt;
Contava causos e histórias do tempo antigo, da carochinha, de quando era criança e o pai não queria que estudasse, das galinhas que tinha que matar para a janta e principalmente dos bailes em que ia fugida de casa, da fazenda em que morava. &lt;br /&gt;
- era apaixonada por um japonês - costumava dizer.&lt;br /&gt;
foi então que foi envelhecendo aos poucos. lentamente. o tempo foi lhe dando uma cara nova, com uma cor de cabelo que parecia as nuvens do céu e um olhar que se distanciava cada vez mais do que estava acontecendo na terra. &lt;br /&gt;
ia aos poucos embora. já não sabia mais onde estava e se estava em algum lugar.&lt;br /&gt;
foi então que o homem segurou sua mão no hospital. rezou junto a velha senhora e disse que ela podia ir. que fosse em paz.&lt;br /&gt;
a senhora então, num relance abriu os olhos e olhou fixamente para a porta. o homem ao seu lado se moveu e ela virou para ele e sorriu. não disse nada. apenas sorriu.&lt;br /&gt;
e foi embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3523844911154292585?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3523844911154292585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3523844911154292585' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3523844911154292585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3523844911154292585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/passagem.html' title='A passagem'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2591792615411667636</id><published>2011-05-30T12:37:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T12:37:30.704-03:00</updated><title type='text'>O peso de um piano</title><content type='html'>- Bom dia - murmurou ao entrar na cozinha. &lt;br /&gt;
Carregava uma sacola de roupas sujas e um olhar cansado.&amp;nbsp;Apesar do&amp;nbsp;dia frio, aquele casaco fino de lã parecia esquentar uma alma que estava desolada. &lt;br /&gt;
- Bom dia - a moça respondeu. e continuou tomando seu café.&lt;br /&gt;
O homem então parou na mesa e sem se sentar encheu uma xícara de café, daquelas xícaras pequenas que se usa quando se faz um café para a visita. Pegou a xícara pequena e tomou o remédio.&lt;br /&gt;
Tinha esse costume. Tomava remédios com café. Ninguém sabia ao certo o motivo. &lt;br /&gt;
Deixou a xícara sobre a mesa e saiu. Não disse mais nada.&lt;br /&gt;
Subiu as escadas cansado, como se não tivesse dormido a noite toda. Aliás, dizem que dormiu na sala, sentado na poltrona. Sem cobertor. E foi dormir lá pelas tantas.&lt;br /&gt;
Na noite anterior, a moça ainda ouvia sua voz murmurando algo na sala, como se estivesse bravo. Por isso que no café da manhã a moça não disse nada. Não abriu a boca para falar uma palavra.&lt;br /&gt;
As palavras soariam vazias naquela momento. E o velho homem parecia que estava vazio também no olhar.&lt;br /&gt;
Era um piano muito pesado que&amp;nbsp;levava nas costas. A vida lhe obrigou a ser assim.&lt;br /&gt;
tinha a testa franzida ao dizer&amp;nbsp;"bom dia".&lt;br /&gt;
Sempre franzida entre os olhos. E até o&amp;nbsp;Sol já tinha feito uma marca ali.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Mesmo sem franzir a testa, parecia franzida, o que dava ao homem o aspecto de alguém sempre bravo. &lt;br /&gt;
Talvez com a vida, talvez consigo mesmo.&lt;br /&gt;
Acendeu um cigarro e foi para o trabalho. Era mais um dia que começava. ou no caso do homem cansado, não terminava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2591792615411667636?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2591792615411667636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2591792615411667636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2591792615411667636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2591792615411667636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/o-peso-de-um-piano.html' title='O peso de um piano'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6368456588169392486</id><published>2011-05-20T10:03:00.002-03:00</published><updated>2011-05-20T11:26:13.156-03:00</updated><title type='text'>O sabor das palavras</title><content type='html'>Desde que era criança, que aprendi a ler e a escrever, eu gosto de pensar em palavras. Não as palavras no seu sentido exato, mas o sabor que cada palavra tem. Eu gostava de ler tudo que me caísse nas minhas&amp;nbsp;mãos. Desde bulas de remédios, até placas de homenagens a velhos conhecidos da cidade e placas de carros. As placas de carro eram algo curioso porque eu sempre fui péssima em matemática. Mas eu gostava de ver as três letrinhas e inventar uma frase com elas. Era legal, era interessante. &lt;br /&gt;
E eu gostava de dar nome para as coisas. Adorava inventar. Tudo tinha que ter um nome que eu achava legal, mas não necessariamente um nome de gente.&lt;br /&gt;
Gostava de inverter os nomes também pra ver como ficavam: chamava a cadeira de mesa, a mesa de armário e assim por diante. que cara tem a mesa? porque ela se chama mesa? se eu chamar ela de armário muda alguma coisa? quem inventou isso? e lá ficava eu horas pensando nisso. &lt;br /&gt;
e tinha (tenho) paixão pelos livros. &lt;br /&gt;
na minha infância a gente sempre teve muito livro em casa. quando eu me formei no pré e aprendi a ler, minha mãe me deu uma coleção inteira de livros e, assim como a caixa de gibis dos anos 1970 de meu pai, eram meus brinquedos preferidos.&lt;br /&gt;
gostava de ler e brincar com aquilo. de escolinha, do que fosse. &lt;br /&gt;
e os livros tinham nomes também. eram meus amigos.&lt;br /&gt;
mas quando eu digo que penso em palavras,&amp;nbsp;acho que elas têm sabor.&lt;br /&gt;
digo isso&amp;nbsp;porque sinto gosto quando falo algumas. por exemplo, acho que a palavra "marshmallow" tem gosto de nuvem. eu nunca comi uma nuvem, mas desde criança eu acho isso. e a palavra nuvem para mim tem gosto de algodão doce. e eu adoro repetir essa palavra: algodão doce. &lt;br /&gt;
talvez pela puxada do doce. ou pela doçura do algodão que a gente fala de boca cheia, com vontade mesmo. &lt;br /&gt;
e assim as palavras iam tendo gosto pouco a pouco. a palavra canela para mim nunca foi a canela do nosso corpo porque ela&amp;nbsp;tinha um sabor e um cheiro. e é legal&amp;nbsp;falar "canela". tem dois&amp;nbsp;"as" o que faz com que abramos a boca duas vezes e fica bonito. gosto das vogais. e o gosto da palavra canela não era de canela, mas de um lugar bem bonito. doce também.&lt;br /&gt;
eu prefiro as palavras doces. as mais doces possíveis. &lt;br /&gt;
beijo é uma palavra que me encanta. acho que ela tem um gosto imenso e a sonoridade dela me faz bem. preste atenção: beijo. &lt;br /&gt;
é uma delícia de dizer. &lt;br /&gt;
e isso se deve a nossa língua portuguesa. experimente dizer beijo em inglês: kiss. que sem graça. "kiss". não tem gosto de nada essa palavra.&lt;br /&gt;
mas beijo tem gosto, sim. &lt;br /&gt;
assim como a palavra amor. amor tem um gosto bom também, que lembra um doce sendo feito no tacho, sendo apurado, porque você fala "amor" e o som continua no ar, como o cheiro do doce. "amor". a língua enrola, e a palavra continua. &lt;br /&gt;
uva é outra palavra que gosto muito. a gente diz puxando para dentro a palavra, como se estivesse sugando de alguma forma a fruta também. e daí a palavra fica mais gostosa ainda. &lt;br /&gt;
eu sempre senti as palavras como algo muito próximo a mim. como coisas que eu comia. devorava. sons que me encantavam. eu gostava de ouvir as pessoas falando olhando para a boca delas. como a palavra saía de cada um. que entonação a pessoa dava e como&amp;nbsp;eu recebia. que som saía daquilo que eu dizia, que o outro dizia. &lt;br /&gt;
e ainda hoje sinto isso. determinadas palavras têm gosto. um gosto bom. &lt;br /&gt;
assim como a palavra saudade que tem um gosto de algo que ainda está dentro da gente. do nosso coração. um gosto doce. o mais doce possível. que constrasta com aquele amargo que fica no nosso peito quando lembramos de quem nos lembra essa palavra.&lt;br /&gt;
saudade é uma palavra bonita. tem gosto de abraço. de afago. de beijo. de marshmallow. de sorriso com olhos fechados e uma profunda puxada de ar, de fora para dentro. para completar aquilo que nos falta.&lt;br /&gt;
e assim, é doce. feito caramelo. feito aquela infância doce cheia de palavras comestíveis. gostosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6368456588169392486?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6368456588169392486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6368456588169392486' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6368456588169392486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6368456588169392486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/o-sabor-das-palavras.html' title='O sabor das palavras'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2668043644250153201</id><published>2011-05-13T17:45:00.002-03:00</published><updated>2011-05-13T17:45:58.645-03:00</updated><title type='text'>Conversa</title><content type='html'>, era isso que eu queria dizer.&lt;br /&gt;
- só isso? mais nada.&lt;br /&gt;
- nada.&lt;br /&gt;
- mas eu tenho uma coisa para te dizer:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2668043644250153201?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2668043644250153201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2668043644250153201' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2668043644250153201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2668043644250153201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/conversa.html' title='Conversa'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-9055979943512227643</id><published>2011-05-08T12:40:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T12:40:21.960-03:00</updated><title type='text'>dia das mães</title><content type='html'>Saulo tinha um blog. Se dizia escritor, um grande pensador. "ainda vou publicar um livro", costumávamos ouvir. Morava sozinho desde os 17 anos. Sozinho mesmo. De tudo. Disse que não conseguia se adaptar as pessoas. "gente me cansa muito", e abria o notebook.&lt;br /&gt;
Saulo não tinha mãe. Por isso, em todos os dias das mães presenteava as mães de suas amigas com uma flor. "é simples, mas é de coração". Não conheceu a mãe, foi criado com a tia que morreu há pouco tempo de um avc. Presenteava todas as mães de amigas e dona Cleonice também, a vizinha da frente, que como ele, vivia sozinha. Apesar de não ter filhos, Saulo lhe presenteava e dizia que por ser mulher, era uma mãe em potencial.&lt;br /&gt;
Dona Cleonice sorria com seus dois únicos dentes e agradecia, mas na verdade ela nunca quis ser mãe mesmo. No fundo do seu coração, ela sempre quis ficar sozinha.&lt;br /&gt;
Saulo era muito apegado aos seus escritos. Escrevia dia e noite, dia e noite. Foi quando um dia um rapaz, Hugo, lhe escreveu no blog dizendo que havia gostado de seus textos. Saulo sentiu um frio na espinha, arrepiou-se todo e pensou: "será?"&lt;br /&gt;
Respondeu para Hugo e a partir daí iniciaram uma série de troca de emails diariamente. Mais de 10 emails por dia. E assim foram ao longo de um mês quando resolveram se conhecer. "já está na hora né?" dizia Saulo para as amigas.&lt;br /&gt;
Saulo morava numa cidade do interior de Minas. Uma cidade pequena, bem pequena, bem pequenininha. Daquelas que quando a gente passa a gente pensa: "Jesus, que cidade pequena!".&lt;br /&gt;
Hugo morava em Salvador.Cidade grande, descolada. Era músico e já tinha vivido boa parte da vida em várias cidades pelo mundo. Tinha muito a apresentar para o Saulo.&lt;br /&gt;
Se conheceram. Marcaram de se encontrar em bêagá. Jantaram, conversaram e se encantaram. Tiveram um relacionamento por anos. Saulo um dia resolveu publicar os textos de seu blog em um apanhado para virar livro. Tentou em três editoras e fora recusado. Hugo tentou ajudar e entrou em contato com uma editora de Salvador (sim, Hugo mudou-se para a pequena cidade de Saulo).&lt;br /&gt;
Conseguiram. Finalmente, o livro de Saulo seria publicado. A noite de autógrafos foi um sucesso. Então que um dia, Saulo saiu de casa e disse: "publiquei um livro, devo agora plantar uma árvore".&lt;br /&gt;
E foi. Plantou um pé de acerola na praça perto de casa. E todos os dias Hugo ia até lá regar. Foi então que Saulo foi sentindo vontade de ser mãe. Mãe mesmo, daquelas mãezonas, igual sua tia que morrera foi para ele.&lt;br /&gt;
Dona Cleonice acompanhava tudo do novo casal. E não gostava muito. "é estranho. dois homens juntos! onde já se viu?"&lt;br /&gt;
Saulo disse a Hugo que queria ser mãe. Adotaram uma barriga de aluguel e pronto. Fizeram um filho.&amp;nbsp; Só dona Cleonice que não gostava. "Imagine, ter um filho! dois homens! onde já se viu?"&lt;br /&gt;
No dia das mães, a criança nasceu. Saudável, robusto. Um meninão. Se chamaria Orlando, em homenagem ao avô de Hugo.&lt;br /&gt;
Foi então que quando chegaram em casa, na mesma casinha que morava perto dona Cleonice, Hugo e Saulo, com Orlandinho no colo, levaram flores para Dona Cleonice com um cartão: "parabéns vovó, afinal, vó é mãe duas vezes".&lt;br /&gt;
Dona Cleonice chorou ao segurar Orlandinho, que sem querer tinha o mesmo nome do grande amor de sua vida. Hoje dona Cleonice leva Orlandinho para lá e para cá. Mostra para todo mundo e diz: "você já viu menino mais bonito? onde já viu um garoto tão bonito assim?"&lt;br /&gt;
E encheu os olhos de água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-9055979943512227643?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/9055979943512227643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=9055979943512227643' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9055979943512227643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9055979943512227643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/dia-das-maes.html' title='dia das mães'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6931706749992863881</id><published>2011-05-07T10:20:00.000-03:00</published><updated>2011-05-07T10:20:06.601-03:00</updated><title type='text'>Justificativa ou como entender que seu celular está com problema</title><content type='html'>Não vou falar em nome de todos, homens e mulheres. Os gêneros, como bem sabemos, são diferentes e suas percepções da vida e sobre a vida também. Dessa forma, creio que poderia falar melhor do gênero feminino, por ser uma delas. Ou por perceber como a minha espécie, o meu gênero se comporta diante de algumas situações.&lt;br /&gt;
E não sejamos feministas, efusivas, cheias de detalhes (o que somos, é bem verdade), mas olhemos para um lado nosso, o mais passional e interior que podemos ver, o lado " mulher busca um macho&amp;nbsp;e faz qualquer coisa para justificar isso e ter um macho ao seu lado".&lt;br /&gt;
Pois então. Tenho observado algumas ações: a mulherada tá que tá, pegando fogo, querendo dar para Deus e o mundo, se é que Deus poderia vir a comer alguém. Se mandou o anjo Gabriel (é esse o nome?) para trazer o Espírito Santo e engravidar Maria que ficou virgem para o resto da vida, acredito que nessa área não podemos contar&amp;nbsp;muito com ele.&lt;br /&gt;
Mas pois bem, a mulherada não tá se aguentando e percebo que muitas vezes vão com tudo para cima dos homens, sem dó mesmo, do tipo "chega junto".&amp;nbsp;E ai do cara que se ele não quiser. ai ai ai.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
- eu me basto. tenho meu carro, meu trabalho, minha vida. não preciso de homem nenhum. &lt;br /&gt;
tsc tsc. essa mulherada dá trabalho mesmo.&lt;br /&gt;
Porque se bastar mesmo, mesmo, mesmo, mesmo é&amp;nbsp;um tanto difícil numa sociedade (falemos de&amp;nbsp;Brasil apenas) em as moçoilas tem&amp;nbsp;um belo sonho: casar. E de branco. E fazer festão. Tipo as atrizes de novela. Tipo a Kate, a princesa. &lt;br /&gt;
Mas&amp;nbsp;olhemos de outra forma também: apesar da mulherada estar caindo de pau em cima dos nossos opostos, parece que nascemos sobre&amp;nbsp;o ar, a justificativa de que precisamos justificar tudo o&amp;nbsp;tempo todo toda hora para todos, mas principalmente para nós mesmas. &lt;br /&gt;
Mas tem muita mulher, muita mesmo, que se aprofunda numa justificativa de tentar entender o homem, ou entender o porquê de tal ação, de ter te comido e nunca mais ter te ligado, ou de não falar mais com você naquela festa depois de ter te beijado, ou ter pedido seu tel e não ter ligado. Enfim, mil coisas que nós, mulheres que somos, como seres neuróticos por natureza pensamos:&lt;br /&gt;
- nossa, não transo bem, não beijo bem, sou feia, sou chata, sou isso, sou aquilo... - nós e as nossas neuras.&lt;br /&gt;
Falo isso porque tem mulher sem vergonha, claro, como tem homem sem vergonha também, mas digo no sentido de que muitas mulheres, não apenas as que querem casar, ter alguém para viver ao seu lado a vida toda e tals, mas muitas mulheres tentam justificar o outro, a ação do outro&amp;nbsp;ao invés de entender o que está realmente acontecendo em sua vida. &lt;br /&gt;
- ele te ligou ontem? &lt;br /&gt;
- não. mas sabe, meu celular está com problemas.&lt;br /&gt;
- ah é?&lt;br /&gt;
- é, talvez que ele tenha ligado, mas você sabe, né? a tim, nossa, é um horror...&lt;br /&gt;
- mas você não acha que ele pode não ter ligado?&lt;br /&gt;
- não sei, não sei. mas meu celular está com problemas mesmo. ontem mesmo, um amigo tentou mandar uma mensagem e não chegou.&lt;br /&gt;
- não chegou?&lt;br /&gt;
- não. acho que o marivaldo (nome fictício) tentou me ligar. mas você sabe né? a tim.&lt;br /&gt;
- e o que vocês tiveram?&lt;br /&gt;
- a gente ficou junto sabe? ele dizia que gostava de mim. era real. muito real. ficamos juntos um tempão. 3 meses. &lt;br /&gt;
- ó, 3 meses. e hoje ele não te ligou?&lt;br /&gt;
- não. mas vou esperar, deve ser problema no celular mesmo.&lt;br /&gt;
- você mandou uma mensagem para ele perguntando porque ele não te ligou?&lt;br /&gt;
- mandei. mas sabe, pode ser que ele não tenha recebido. o celular dele é tim também. e você sabe né? a tim está um horror..&lt;br /&gt;
que saudade que me deu dos velhos tempos de dignidade em que as pessoas se respeitavam, umas as outras, mas muito a si mesmas também.&lt;br /&gt;
o medo de ficar sozinho cria umas expectativas absurdas e faz com que nasçam esses tipos de seres; os justificadores:&lt;br /&gt;
- eu não estou sozinha. não. é que ele não conseguiu falar comigo. só isso. deve ter marcado o número errado, não sei. ou deu problema no celular. você sabe né? esses celulares. Mas eu não estou sozinha não. Ele só ainda não conseguiu me ligar, não deu tempo. Ele trabalha muito. E os celulares, nossa, está um horror né? muito ruim. muito. &lt;br /&gt;
É. Muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6931706749992863881?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6931706749992863881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6931706749992863881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6931706749992863881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6931706749992863881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/justificativa-ou-como-entender-que-seu.html' title='Justificativa ou como entender que seu celular está com problema'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2437721242895673114</id><published>2011-05-05T10:29:00.001-03:00</published><updated>2011-05-05T10:34:55.153-03:00</updated><title type='text'>Osama de Neve</title><content type='html'>dizem por aí que Osama Bin Laden está morto. Sei. Mas ninguém quer provar isso. Sei. &lt;br /&gt;
Desde que o mundo é mundo as pessoas têm interesse em ver a morte e a desgraça alheia. Pensem se matassem Tiradentes, o vilão, e não exibissem seu corpo por aí. O que seria da vida? &lt;br /&gt;
E o Sadan? Hã? Se não mostrassem o velhinho sendo enforcado, até hoje acreditariam que ele estava por aí, fazendo agora parte de algum programa humorístico como o Zorra Total ou substituindo o Sargento Pincel nos Trapalhões. O caso também que ele poderia ser o Sr. Wilson de Dênis, o pimentinha. &lt;br /&gt;
Mas se não mostrassem o malvadão sendo enforcado, ninguém acreditaria. &lt;br /&gt;
Se o assassino de John Lennon não o matasse na frente de uma multidão, provavelmente John seria visto em algum evento hippie por aí. Ou vendendo tempurá em feiras japonesas. &lt;br /&gt;
é uma coisa, mas é verdade. as pessoas querem ver mesmo, tipo São Tomé. Alguém aí acha que o Elvis está morto? Claro que não. Claro que não. Elvis hoje vive de covers de si mesmo e vendo churros em uma praça do Alabama. &lt;br /&gt;
- Os de doce de leite são meus preferidos, costuma dizer. &lt;br /&gt;
Entendo.&lt;br /&gt;
Mas a verdade sobre a morte de Osama é que Obama, o Barack chamou um soldado, o mais mais mais mau de todos e disse:&lt;br /&gt;
- Traga-me o coração dele.&lt;br /&gt;
Mas o que Obama, o Barack não contava é que o soldado tinha ascendentes no Paquistão. Devido a imigração, o soldado tinha um pézinho fincado lá.&lt;br /&gt;
Quando o herói encontrou o bandido e o bandido por piedade pedia: não me mate, não me mate, eu só quis dizer, o herói soldado ficou com pena e lembrou de seu bisavô.&lt;br /&gt;
- ele tinha uma barba assim- pensou com ele.&lt;br /&gt;
foi então que decidiu pegar o coração de um camelo, pq lá não havia alces, e levar para Obama, o Barack. e levou também o turbante que Osama&amp;nbsp;usava e estava assinado pelo ronaldinho. &lt;br /&gt;
Obama, o Barack ainda pediu;&lt;br /&gt;
- Quero ver o corpo.&lt;br /&gt;
E o soldado herói que era mau mau mau disse:&lt;br /&gt;
- sinto muito chefe, mandamos o corpo para o mar. &lt;br /&gt;
- droga - resmungou obama, o barack - agora terei que dizer que devem confiar em mim. eu queria era ver o meninão despedaçado. você jura que o matou? jura? &lt;br /&gt;
- sim, senhor, senhor! - disse o soldado mau mau mau com os dedinhos cruzados. &lt;br /&gt;
- não tem uma fotinha? uma mísera fotinha? nada? &lt;br /&gt;
- tenho essa calça larga senhor, que Osama usava quando o matei. pode ver que está mijada.&lt;br /&gt;
- é isso, é isso.&lt;br /&gt;
e Obama, o Barack ficou feliz e acreditou no soldado mau mau mau. e contou sua história para o mundo.&lt;br /&gt;
Mas a verdade é que Osama parece tirou a barba e o turbante. raspou o cabelo e hoje vende souvenirs, desse copinhos sabe? lembrancinhas, ímas em Nova York. Mora lá com sete pessoas obesas que gostam de comer sucrilhos e bacon pela manhã. Osama ainda não se acostumou com a alimentação americana, mas vive bem com eles. &lt;br /&gt;
Osama espera agora a força e o beijo de alguma presendente da América do Sul para voltar a ser o velho e o bom Osama de sempre. &lt;br /&gt;
Com certeza alguém comentará que o viu vagando pelo Central Park. Mas ninguém vai acreditar. ninguém.&lt;br /&gt;
Nem Obama, o Barack.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2437721242895673114?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2437721242895673114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2437721242895673114' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2437721242895673114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2437721242895673114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/osama-de-neve.html' title='Osama de Neve'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3771264901978649499</id><published>2011-05-03T15:00:00.001-03:00</published><updated>2011-05-08T11:52:28.706-03:00</updated><title type='text'>Espetáculo</title><content type='html'>clap clap clap.&lt;br /&gt;
Bem que poderíamos começar assim ao falar do que e como os meios de comunicação vêm atuando ao longo de sua existência.&lt;br /&gt;
não vou me estender, não há necessidade. Mas ao falarmos por exemplo dos últimos acontecimentos, do que aconteceram entre os meses de abril de maio, já teremos um bom exemplo de como encarar as verdade dos fatos, bem como entender o motivo dos meios de comunicação parecerem tão arcaicos ao mesmo tempo que se mostram tão modernos.&lt;br /&gt;
Pois bem, quando aconteceu o massacre de Realengo, o que os meios de comunicação fizeram foi um tremendo de um espetáculo e uma falta de consideração imensa às famílias e principalmente às crianças envolvidas.&lt;br /&gt;
Em meio ao caos, o que os jornalistas mais queriam saber é como essas crianças se sentiram no momento que o assassino entrou na sala. &lt;br /&gt;
porra! como assim como se sentiram? &lt;br /&gt;
exploraram ao máximo a tragédia, as mães, os sobreviventes, o enterro. tudo que podia ser explorado em termos de imagem foi. quase que chegaram a mostrar a sala onde aconteceu a tragédia. ou mostraram e eu não vi?&lt;br /&gt;
enfim.&lt;br /&gt;
para mim isso tem um nome: sensacionalismo e desrespeito. &lt;br /&gt;
Um pouco depois disso, bem pouquinho depois, foi a vez de mergulharmos a fundo no Casamento Real. Mas que maravilha, um pouco de alívio para um jornalismo tão centrado na desgraça. Mas o casamento real, se é que podemos chamar assim, foi um dos fatos mais importantes da história do mundo. certo? certo, não discordo. Mas acompanhar, discutir o vestido, reprisar exaustivamente o primeiro beijo depois de casados, perder matérias e matérias discutindo o bolo que a noiva escolheu e explorar o que aconteceu anteriormente a sogra falecida de Kate é pedir para morrer. &lt;br /&gt;
O circo estava armado no próprio palácio, com uma multidão extasiada em comemorar o casamento de Willian. E o que isso poderia alterar na vida daquelas pessoas que tiveram um feriado, uma euforia e que agora devem estar no banco pagando suas contas e pensando o quanto que gastaram para ver uma celebração cristã, católica e arcaica.&lt;br /&gt;
e agora nossos olhos se movem em busca da foto de Bin Laden. O assassinato do "maior" terrorista do mundo. Sério? Sério mesmo? porque olha, para mim terrorista é aquele filho da puta que rouba merenda da escola infantil. terrorista é quem assina um salário de mais de 20 mil para não fazer nada num país onde a maioria ganha um salário minínimo. terrorista são os caras que mataram e torturam na ditadura da américa latina não sei quantos milhões de pessoas. terrorista é o cara que destrói uma família ao mandar o filho para a guerra lutar pelo "ideal".&lt;br /&gt;
terrorismo para mim é pensar que o tempo todo estamos destinados a viver com medo de outros homens. Tudo bem que Bin Laden fez o que fez. Entendo a dor e a revolta, mas nós como brasileiros assistirmos ao notíciário que brinda a cada dia uma nova baba aos EUA é nos humilharmos sem precedentes, é saber que não somos nem seremos ninguém numa terra em que estudar é quase um crime, onde investir em educação é raro e onde a cultura, de verdade, é aquela pão e circo de uma porra de uma Virada Cultural de merda. &lt;br /&gt;
olhe para a sua cidade e veja o que está acontecendo. veja o seu bairro e leio o jornal local. Não para se informar, mas para rir do que acontece em um jornalismo padrão de falta de ação. onde o jornalista não sai mais da redação para ver o que acontece. onde o prefeito destrói a história da cidade sem dó e onde ninguém faz nada. e nem pode. &lt;br /&gt;
e ao ver tudo isso me lembro de alguns textos e livros como "sociedade do espetáculo" que é onde vivemos, ou "shownarlismo" do arbex, um mariliense que graças a deus saiu daqui pq essa cidade não chega a lugar nenhum ou mesmo a falta de crítica social. o cala boca interno que temos vivido. &lt;br /&gt;
assistam um filme chamado "a montanha dos sete abutres" (1951) de Billy Wilder. o jornalismo de espetáculo está numa sociedade de espetáculo. onde o palhaço mesmo é a gente que engole tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3771264901978649499?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3771264901978649499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3771264901978649499' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3771264901978649499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3771264901978649499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/espetaculo.html' title='Espetáculo'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-665172405657269025</id><published>2011-05-03T10:51:00.001-03:00</published><updated>2011-05-03T10:52:22.231-03:00</updated><title type='text'>Sal</title><content type='html'>- acho que está bom, está pronto.&lt;br /&gt;
- deixa eu experimentar.&lt;br /&gt;
- agora? você vai experimentar agora? tá. mas está quente. assopre. veja se está faltando algo.&lt;br /&gt;
- hum...&lt;br /&gt;
- hum o quê? está bom?&lt;br /&gt;
- não sei, está faltando algo.&lt;br /&gt;
- e o que é?&lt;br /&gt;
- não sei. ainda não sei.&lt;br /&gt;
- mas eu coloquei tanta coisa, está tão cheirosa, tão apetitosa.&lt;br /&gt;
- pois é, pois é. eu sei, eu vi que colocou os temperos todos e picou os legumes e fez com carinho. mas não sei, está faltando algo. &lt;br /&gt;
- mas eu me concentrei na receita, li passo a passo. onde foi que eu errei?&lt;br /&gt;
- calma, você não errou. apenas se concentrou demais na receita e esqueceu de seguir sua intuição. a gente tem que ficar livre ao preparar um alimento. livre sabe? entender as combinações, saber o que pode ir para ficar melhor, essas coisas.&lt;br /&gt;
- entendi.&lt;br /&gt;
- é como a vida. tem que estar livre. nem que for no próprio pensamento. mas livre. &lt;br /&gt;
- sei...mas e daí? o que faltou?&lt;br /&gt;
- acho que já sei o que faltou: sal.&lt;br /&gt;
- sal?&lt;br /&gt;
- sim, o tempero principal dessa vida. sal. você tem sonhos, ana?&lt;br /&gt;
- alguns. não muitos.&lt;br /&gt;
- pois coloque sal.&lt;br /&gt;
- na sopa? &lt;br /&gt;
- também. mas nos sonhos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e saiu. colocou um vinil. abriu um vinho. &lt;br /&gt;
a sopa estava na mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-665172405657269025?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/665172405657269025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=665172405657269025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/665172405657269025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/665172405657269025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/05/sal.html' title='Sal'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5292735320553556331</id><published>2011-04-29T12:14:00.000-03:00</published><updated>2011-04-29T12:14:31.856-03:00</updated><title type='text'>Pé de pitanga</title><content type='html'>Não foi de repente não. Claro que não. Mas aos poucos foi sentindo um desejo inteiro, daqueles desejos que a gente tem que faz a gente fechar os olhos e pensar: &lt;em&gt;imagina?&lt;/em&gt; Foi um desejo inteiro, que juntou o corpo e a alma de sair para ver o que acontecia no mundo. &lt;br /&gt;
Olhava no espelho e via algumas passagens, algumas rugas, uns fios brancos e um olhar voltado para outro espaço, para dentro. Tudo estava ordenamente fora do lugar. Ordenamente. Como se a ordem de estar fora do lugar é que realmente valesse. E isso a consolava e lhe mostrava que no meio do caos, daquele caos todo que foi aquela noite, que foi aquele dia, ela se vira próxima ao que pensava ser de si mesma. &lt;br /&gt;
Começou a buscar as raízes, daquelas raízes feito raízes de árvore fortes, tipo de um pé de jaca, fincada, para saber de onde veio. E invariavelmente, saber para onde iria.&lt;br /&gt;
Aquelas raízes lhe permitiam fincar o pé na terra ao mesmo tempo que deixava suas folhas ao sol, ao vento, a luz e a escuridão. E como era escuro. E podia estar Sol que muitas vezes era escuro. &lt;br /&gt;
Pediu um café. Sentou calmamente. Pegou aquele livro velho, com cheiro de livro velho e abriu. Na primeira página, uma dedicatória: &lt;em&gt;para a minha mocinha. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
E as mocinhas envelhecem. Cheirou o livro como se quisesse comer de novo a própria infância. Como se quisesse ir no quintal e ver as crianças jogando bola perto do balanço feito de cadeira de área. E o balanço balançava alto. Bem alto. E sentia o vento no rosto perto do pé de pitanga.&lt;br /&gt;
E viu que tinha que abrir os olhos. E viu que tinha que sair e ver o mundo. O outro mundo. Não aquele que já estava dentro dela. &lt;br /&gt;
'um mundo todo, todinho inteiro'. &lt;br /&gt;
E o vento estava no rosto novamente. E fazia frio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5292735320553556331?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5292735320553556331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5292735320553556331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5292735320553556331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5292735320553556331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/04/pe-de-pitanga.html' title='Pé de pitanga'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1655217139898805797</id><published>2011-04-18T22:29:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T11:58:30.522-03:00</updated><title type='text'>Ah, Buenos Aires</title><content type='html'>Ao entrar de férias pensei em ir para um lugar que não conhecia, diferente. E eis que surge a ideia de conhecer a capital portenha e suas belezas.&lt;br /&gt;
Malas prontas, fomos para lá e ficamos zanzando pela cidade uns três dias.&lt;br /&gt;
Uma coisa já posso dizer; quer dizer, uma não, duas: a primeira é que Buenos Aires é uma cidade para ser conhecida à pé. Tudo é muito fácil de ir e vir. Tudo. E a segunda é que tenho que voltar para lá o mais rápido possível.&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GRIIS4GyjM0/TazIYoCiqgI/AAAAAAAAAr4/TbP9VkmaKGc/s1600/DSC00437.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-GRIIS4GyjM0/TazIYoCiqgI/AAAAAAAAAr4/TbP9VkmaKGc/s320/DSC00437.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Chegando a Buenos Aires &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Além de ser uma cidade extremamente agradável (para quem é turista, esse é o conceito que temos), tem um clima bem particular (em abril a luz do sol fica linda e não é nem muito frio e nem muito calor). É uma cidade para se gastar o tênis. E dinheiro também.&lt;br /&gt;
Mesmo levando em consideração que nuestros hermanos estão em uma crise econômica, (um peso é mais ou menos cinquenta centavos de real), as coisitas lá são um pouquinho caras. Como a água, que é $8 o que vale a mais ou menos R$ 4.&lt;br /&gt;
além do preço ser salgado, a água também é. Tem um gosto diferente do que estamos acostumados. Tanto a água quanto o suco. Os mais comuns são de laranja e maçã. e tem outro que experimentei, pomello, que é gostoso, mas bem diferente do que estamos acostumados.&lt;br /&gt;
Outra coisa é a comida: eles não comem tanto arroz com feijão quanto a gente, tem muita carne e batata e o pão não é nosso tradicional pãozinho francês. Eles comem muito croissant e um tipo de pão de mil folhas que eles chamam de "media luna" porque tem o formato mesmo de meia lua. &lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CF06LvwqYZ4/TazJzX3-EmI/AAAAAAAAAr8/-Lq38QYFzE8/s1600/DSC00461.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-CF06LvwqYZ4/TazJzX3-EmI/AAAAAAAAAr8/-Lq38QYFzE8/s320/DSC00461.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;No banco da praça&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Pois bem, fomos como turistas, é claro. Mas o meu olhar ficava buscando coisas e lugares diferentes. Chegamos a fazer o citi tour, mas esse negócio de máquina fotográfica para lá e para cá nessas situações confesso que não é o meu forte.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
eu até tirei as fotos clássicas e tals, no Camiñito, mas não é meu forte ficar procurando isso. Queria ver outras coisas, encontrar novas pessoas e fatos.&lt;br /&gt;
Fiquei um tempo em frente da Casa Rosada e fiz essa foto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mmMfqrTJ0sQ/TazKZh2vv5I/AAAAAAAAAsA/50PPEyEWTvI/s1600/DSC00464.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-mmMfqrTJ0sQ/TazKZh2vv5I/AAAAAAAAAsA/50PPEyEWTvI/s320/DSC00464.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;um hermanito.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;Era um cara qualquer sentado lendo o jornal.&amp;nbsp; ele estava bem distraído e me parecia tranquilo. Coisa rara de se ver hoje em dia. E parei para pensar na questão das vivências diferentes entre os países. quase não vejo pessoas sentadas em bancos de praças lendo. ou apenas sentadas mesmo. &lt;br /&gt;
durante o citi tour fomos tendo um pouquinho de história, o que para quem é turista é muito bom. O tango por exemplo, era dançado no começo por dois homens. coisa que eu não sabia. e outra; Buenos Aires ao longo dos tempo se esmerou em ser a capital européia nas américas. E um tanto conseguiu. Artisticamente falando, encontramos um museu em cada esquina. Mas copiou da europa também em um tanto o preconceito: não vemos negros nas ruas. Há poucos, alguns no bairro de La Boca. E a explicação vem de que durante a guerra os negro foram usados como armas na linha de frente. a proposta portenha era eliminar a raça.&lt;br /&gt;
assim como os índios. assim como aconteceu em quase toda a américa latina. isso um tanto me tocou, porque à noite, como uma boa turista fui conhecer um show de tango. e no show os espanhóis derrotam os índios. e eles morrem. e as pessoas aplaudem. eu queria sair de lá correndo.&lt;br /&gt;
apesar do show ser lindo, com um tango sensualíssimo, eu me senti mal. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
enfim que continuei minha peregrinação. queria conhecer um cinema de rua. se ainda havia algum em buenos aires.&lt;br /&gt;
encontrei o cine monumental. um cinema que existe desde 1931.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HaAfsAKP0HQ/TazMT-7tlTI/AAAAAAAAAsE/etuPvy9OxOU/s1600/DSC00559.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-HaAfsAKP0HQ/TazMT-7tlTI/AAAAAAAAAsE/etuPvy9OxOU/s320/DSC00559.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sF9q9lfslvU/TazMbgYc9KI/AAAAAAAAAsI/Z2gUbicOpZ8/s1600/DSC00542.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-sF9q9lfslvU/TazMbgYc9KI/AAAAAAAAAsI/Z2gUbicOpZ8/s320/DSC00542.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cine Monumental na Calle Lavalle&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HUzBGLctg1M/TazMmnI5cNI/AAAAAAAAAsM/wlqLq2gdSt4/s1600/DSC00549.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-HUzBGLctg1M/TazMmnI5cNI/AAAAAAAAAsM/wlqLq2gdSt4/s320/DSC00549.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Letreiro antigo anunciando os filmes&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-su1IBBcHpgw/TazNQRNzYyI/AAAAAAAAAsQ/YNJ1XDcVDSY/s1600/DSC00585.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-su1IBBcHpgw/TazNQRNzYyI/AAAAAAAAAsQ/YNJ1XDcVDSY/s320/DSC00585.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cine Arizona de 1944. O registro apenas no chão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PJYQ6gRh4AM/TazNX2FzzCI/AAAAAAAAAsU/yj9Cj9d3TTc/s1600/DSC00586.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-PJYQ6gRh4AM/TazNX2FzzCI/AAAAAAAAAsU/yj9Cj9d3TTc/s320/DSC00586.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cine Arizona, Burger King. Yeah.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Fiquei um tempo conversando lá, para saber se existiam outros. O atendente, cujo o qual eu conversei num portunhol ferrado, me disse que sim, que ali na Calle Lavalle existiam outros, mas que foram destruídos para virar lojas, como Burger King e lojas de calçados.&lt;br /&gt;
Enfim, c'est la vie.&lt;br /&gt;
é claro que eu me lamentei. me pareceu que o progresso teria que passar por cima dos interesses principais e históricos. Apesar de ser uma cidade extremamente bem conservada, com prédios antigos e tudo mais, alguns fatos das história foram se perdendo. O que não deixa de ser natural. Ou melhor, social. E que eu também não deixo de me lamentar.&lt;br /&gt;
E então fomos à Calle Florida. A mais famosa da cidade. Estou dizendo, passeio de turista total. Andamos e andamos. E só o que vi foi lojas e mais lojas. Flores mesmo, poucas. algumas, só que mal regadas como essas:&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YTAIz9_W9jg/TazOXJHpyuI/AAAAAAAAAsY/bO0dGp0sWFs/s1600/DSC00519.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-YTAIz9_W9jg/TazOXJHpyuI/AAAAAAAAAsY/bO0dGp0sWFs/s320/DSC00519.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cena da Florida&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sOMNmXHcweA/TazOfoKJTEI/AAAAAAAAAsc/rMUnqmdvJ74/s1600/DSC00531.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-sOMNmXHcweA/TazOfoKJTEI/AAAAAAAAAsc/rMUnqmdvJ74/s320/DSC00531.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Liquidação de dignidade também&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Era muito comum encontrar pessoas pedindo esmola na Calle Florida, o lugar onde mais se tem turista. Não vou dizer que é tipo uma 25 de março porque eu não sei se é. Nunca fui na 25 de março em são paulo. mas acredito que em Sampa é bem mais lotado. Mas nessa rua a gente ouve todas as línguas, tem todos os tipos de pessoas e das mais diferentes classe sociais.&lt;br /&gt;
Gente vendendo, comprando, com muito dinheiro e com pouco.&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IjnVnuLZBG0/TazPTlZxbJI/AAAAAAAAAsg/SgI1RvdHY9c/s1600/DSC00523.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-IjnVnuLZBG0/TazPTlZxbJI/AAAAAAAAAsg/SgI1RvdHY9c/s320/DSC00523.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Sem cabeça na Florida&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tyc4-g0f_hU/TazPj4TC04I/AAAAAAAAAsk/j1zeSGTv7AQ/s1600/DSC00539.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-tyc4-g0f_hU/TazPj4TC04I/AAAAAAAAAsk/j1zeSGTv7AQ/s320/DSC00539.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Sentado no lixo. No outro dia, passei por essa rua e ele estava lá de novo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Uma outra coisa que percebi e que não pude tirar fotos, infelizmente, foi o jeito "cool" das argentinas. A maioria delas faz o estilo &lt;i&gt;"nãoestounemaípramearrumarmasestounamoda"&lt;/i&gt; com cabelos depojados de quem acabou de fazer faxina, preso com uma presilha e uma roupa bem larga. e é claro, maquiagem. rs. Achei interessante de observar isso. Mas não tenho fotos.&lt;br /&gt;
Fomos também ao bairro de La Boca, onde tem o famoso "Camiñito". O Boca Juniors está em todos os lugares também, com até um mini museu em homenagem. é o bairro mais antigo de Buenos Aires onde tinha muito imigrante, o que resultou uma mistura de cultura muito interessante.&lt;br /&gt;
Quintera Martin é um dos grandes nomes do local, que buscou através de sua arte (era pintor) melhorar a vida das pessoas que moravam nesse bairro, que dava de frente para o antigo porto e era muito caótico.&lt;br /&gt;
Lá ele construiu escolas, museus e um hospital infantil. e reformou onde entrava os trens que conhecemos hoje como "Camiñito".&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6GnGz5DeJeA/TazQ64rj7mI/AAAAAAAAAso/tllMKYzylfA/s1600/DSC00485.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-6GnGz5DeJeA/TazQ64rj7mI/AAAAAAAAAso/tllMKYzylfA/s320/DSC00485.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;La Boca&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yVUWnLm8GiI/TazRIuNWrGI/AAAAAAAAAss/vQV-kbFe_HU/s1600/DSC00492.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-yVUWnLm8GiI/TazRIuNWrGI/AAAAAAAAAss/vQV-kbFe_HU/s320/DSC00492.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Camiñito&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9tfXz5hmyus/TazRQmEGarI/AAAAAAAAAsw/rpkVZel9twk/s1600/DSC00504.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-9tfXz5hmyus/TazRQmEGarI/AAAAAAAAAsw/rpkVZel9twk/s320/DSC00504.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;No estádio do Boca&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mas não se engane ao chegar ao Camiñito. é tudo muito bonito, muito colorido e tem muita gente na rua vestido de dançarinos de tango e falando "una foto, una foto" e um cara que é a cara do maradona. rs. e a gente como turista cai nessa. Depois de tirar as fotos eles cobram uns $25 o que equivale a uns doze reais. Não que fosse um problema, claro. Mas é interessante porque eles vivem disso.&lt;br /&gt;
Outra coisa é perceber o bairro como um lugar pulsante. cheio de crianças (a maioria descendente de índios) e também de hospitalidade e humanidade também.&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i729vGiWHeY/TazSCx6FdzI/AAAAAAAAAs0/bBBJMkKmhBE/s1600/DSC00511.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-i729vGiWHeY/TazSCx6FdzI/AAAAAAAAAs0/bBBJMkKmhBE/s320/DSC00511.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Restaurante popular. "Barrigas cheias, coração contente"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rZ91ydtACho/TazSONJtlzI/AAAAAAAAAs4/UDBza6Zi2VU/s1600/DSC00509.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-rZ91ydtACho/TazSONJtlzI/AAAAAAAAAs4/UDBza6Zi2VU/s320/DSC00509.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Crianças numa rua qualquer no La Boca&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zp_q0VGQK20/TazSXpaCdxI/AAAAAAAAAs8/9JWBpiRF1kE/s1600/DSC00513.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-zp_q0VGQK20/TazSXpaCdxI/AAAAAAAAAs8/9JWBpiRF1kE/s320/DSC00513.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um museu do futebol, onde ficava tocando hinos da torcida&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Outras características da cidade são os museus do bairro da Ricoleta, um dos mais nobres de Buenos Aires. Como eu disse, dá para fazer todo o passeio à pé, mas você tem que escolher para onde quer ir porque tem museu de tudo quanto é coisa lá. Até num museu de um barco da marinha fomos.&lt;br /&gt;
Pois bem no bairro da Ricoleta tem um Centro Cultural também que no dia que fui estava tendo uma exposição de fotografia. Bem pertinho tem o Buenos Aires Design, é tipo um shopping mesmo, para quem tem grana cheio de coisas interessantes. &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CTmED1WL3p4/TazTeqGL1DI/AAAAAAAAAtA/euQ_d_DAAo8/s1600/DSC00597.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-CTmED1WL3p4/TazTeqGL1DI/AAAAAAAAAtA/euQ_d_DAAo8/s320/DSC00597.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aE3XdkhTfVo/TazTscjctxI/AAAAAAAAAtE/8k79wXIBQpA/s1600/DSC00599.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-aE3XdkhTfVo/TazTscjctxI/AAAAAAAAAtE/8k79wXIBQpA/s320/DSC00599.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;No banheiro, camisinha e modess. Progresso.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Um pouquinho mais para frente temos o Cemitério da Recoleta, onde está enterrada Evita Perón. Confesso que cemitério não é meu forte também. Não é o lugar onde mais queria ir não, mas foi interessante de observar porque os caras usam de tudo para atrair turista. quando fomos tinha um grupo imenso de chineses visitando o cemitério e alemães também.&lt;br /&gt;
é diferente porque os túmulos são bem cuidados, mas os caixões ficam para cima da terra, não ficam enterrados, então quando passamos sempre nos deparamos com um. não tirei fotos. por medo. rs. vai saber né? rs&lt;br /&gt;
mas tirei fotos do túmulo da evita que tinha recados, preces e até uma fitinha de nosso senhor do bonfim. e também de um senhor que estava lá sentado o tempo todos que ficamos por lá. até agora não sei se ele era real ou não. fica a dúvida. rs.&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N7ExuFZT5dQ/TazUyC3iJGI/AAAAAAAAAtI/bc1HPNwJ7z0/s1600/DSC00605.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-N7ExuFZT5dQ/TazUyC3iJGI/AAAAAAAAAtI/bc1HPNwJ7z0/s320/DSC00605.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Esperando algo?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GXV07mI5jUk/TazU6l9D1OI/AAAAAAAAAtM/RKByFr6-Xyg/s1600/DSC00608.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-GXV07mI5jUk/TazU6l9D1OI/AAAAAAAAAtM/RKByFr6-Xyg/s320/DSC00608.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Túmulo da Evita Perón, um dos mais procurados e visitados&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_xKrCnkgC34/TazU_1bRX3I/AAAAAAAAAtQ/dIDMi1DdsWo/s1600/DSC00609.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-_xKrCnkgC34/TazU_1bRX3I/AAAAAAAAAtQ/dIDMi1DdsWo/s320/DSC00609.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Recadinho pra Evita&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X9RYe2Qc3pg/TazVHXt0tnI/AAAAAAAAAtU/SGpi73MFMtU/s1600/DSC00610.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-X9RYe2Qc3pg/TazVHXt0tnI/AAAAAAAAAtU/SGpi73MFMtU/s320/DSC00610.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;fitinha de nosso senhor do bonfim pra Evita. globalização das crenças&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KbEqbxlPhS8/TazVSS3zGmI/AAAAAAAAAtY/f860Pxfghf0/s1600/DSC00604.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-KbEqbxlPhS8/TazVSS3zGmI/AAAAAAAAAtY/f860Pxfghf0/s320/DSC00604.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Guardião das almas. ui.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Depois do cemitério, fomos para os museus do bairro, tem vários, de todos os tipos, mas o mais próximo era o Museu de Bellas Artes. Gratuito. lindo. e cheio de coisas diferentes, novos tipos de Design. Não é sem propósito que Buenos Aires é considerada a Capital do Design. o museu é lindo e estava lotado. De turistas e de portenhos. Passavam comentando os quadros e conversando. Tinha escultura, pintura, instalação, de tudo um pouco.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-L9bhg3oIyE4/TazWAH3sdiI/AAAAAAAAAtc/loaYgmwaHBM/s1600/DSC00617.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-L9bhg3oIyE4/TazWAH3sdiI/AAAAAAAAAtc/loaYgmwaHBM/s320/DSC00617.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Depois fomos ao Malba, Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires. Aqui compensa conversarmos um pouco. Foi muito interessante, porque o museu é muito moderno, lindo, cheio de pinturas num acervo itinerante e permanente. Quando eu fui estava tendo uma exposição dos originais do Picasso. e tinha crianças de uma determinada escola conhecendo o lugar também, fazendo pintura. No acervo permanente tinha obras de muitos artistas latinos, entre ele, nós os brasileiros.&lt;br /&gt;
eu sabia que o Abapuru da Tarsila do Amaral estava emprestado no Brasil, mas mesmo assim fui perguntar para o guia do museu. num portunhol arrastado, ele percebeu que eu era brasileira e disse que tinha do Di Cavalcanti e do Portinari.&lt;br /&gt;
Achei ótimo, mas falei que queria ver o Abapuru. Ele me disse:&lt;br /&gt;
- é nosso. o abapuru é nosso.&lt;br /&gt;
hahahahhahahaha. saí rindo. o argentino pagou uma em cima de mim. rs.&lt;br /&gt;
e na hora de comprar a figura do abapuru (sim, eles vendem por $12, o que dá uns seis reais) fiquei conversando com a moça do caixa. ela não percebeu que eu era brasileira. me arrastei no portunhol e ela me disse: (numa tradução da herbert richards)&lt;br /&gt;
- o abapuru está no brasil. só espero que eles nos devolvam, pq o brasil, vc já viu né?&lt;br /&gt;
hahahhahahahahaha. saí rindo de novo. olha só que faminha a nossa. rs&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-v2g7LGDdsBM/TazXrIixGcI/AAAAAAAAAtg/DWiGLtfiSHs/s1600/DSC00621.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-v2g7LGDdsBM/TazXrIixGcI/AAAAAAAAAtg/DWiGLtfiSHs/s320/DSC00621.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fKQMFPjw3xI/TazX7c-zd_I/AAAAAAAAAto/zAiGyJIv2Os/s1600/DSC00619.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-fKQMFPjw3xI/TazX7c-zd_I/AAAAAAAAAto/zAiGyJIv2Os/s320/DSC00619.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ciclovia em toda a avenida&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Zd73hsYSG1w/TazYEckrxdI/AAAAAAAAAts/QvAlME2U8Uk/s1600/DSC00620.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Zd73hsYSG1w/TazYEckrxdI/AAAAAAAAAts/QvAlME2U8Uk/s320/DSC00620.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Predinho na Avenida Del Libertador&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tI9hShVyJL4/TazYPpZVCvI/AAAAAAAAAtw/RGGi2Qcra_k/s1600/DSC00623.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-tI9hShVyJL4/TazYPpZVCvI/AAAAAAAAAtw/RGGi2Qcra_k/s320/DSC00623.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um homem e sua leitura&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Nas redondezas do Malba tinha muitas praças onde as pessoas ficam lendo, uma ciclovia e vários predinhos antigos e bem conservados. Um lugar bem charmoso que me lembrou um pouco (beeem pouco) os Jardins em São Paulo.&lt;br /&gt;
No outro dia fomos visitar a livraria El Ateneu na Calle Santa Fé. Uma livraria que fica em um teatro antigo, um cine teatro. Atração turística, cultural e que vale a pena ir. É tipo a livraria Cultura na Paulista. Mas com um ar mais retrô. e cheio de charme também.&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rz2XcpS_tk0/TazZbvqUruI/AAAAAAAAAt0/AxYn3XQi8MY/s1600/DSC00662.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-rz2XcpS_tk0/TazZbvqUruI/AAAAAAAAAt0/AxYn3XQi8MY/s320/DSC00662.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;El Ateneu. Grandioso.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tgioNIkj8mc/TazZiP9EEsI/AAAAAAAAAt4/uQyVYloDmVM/s1600/DSC00648.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-tgioNIkj8mc/TazZiP9EEsI/AAAAAAAAAt4/uQyVYloDmVM/s320/DSC00648.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;El Ateneu visto do Café que fica no palco da livraria&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;E então que tchanãnãnã: atração total de turista nerd como eu: visitar a escultura da Mafalda, na esquina das Calle Chile com Defensa.&lt;br /&gt;
fomos indo seguindo o mapa, quase nos perdemos. paramos numa esquina para ver uma lojinha super charmosa e quando olho para o lado, lá estava ela, sentadinha. Uma fofa. A Argentina é muito além da Mafalda, claro. mas não dá para não ressaltar a importância dessa personagem para história do país. E para quem é fã também.&lt;br /&gt;
Ficamos um tempinho conversando e ela me pediu para ler a Café Espacial. A Mafalda gosta de coisas boas.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-T0DXoaTAfFQ/TazakB-B8eI/AAAAAAAAAuA/CO9cshagAz0/s1600/DSC00673.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-T0DXoaTAfFQ/TazakB-B8eI/AAAAAAAAAuA/CO9cshagAz0/s320/DSC00673.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ah, você quer ler a Café Espacial? Claro, Mafaldinha. Claro.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-op0bWJ5KTL0/TazbDII24_I/AAAAAAAAAuI/L0gQHaj6N5I/s1600/DSC00667.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-op0bWJ5KTL0/TazbDII24_I/AAAAAAAAAuI/L0gQHaj6N5I/s320/DSC00667.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A mi me gustó mutcho! - ela me disse&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;&gt;&amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;/&gt;&lt;/&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GXAAYleXyPk/Tazi30UCwTI/AAAAAAAAAuM/1vIfAkTpwiE/s1600/DSC00693.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-GXAAYleXyPk/Tazi30UCwTI/AAAAAAAAAuM/1vIfAkTpwiE/s320/DSC00693.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vista do Puerto Madera no último dia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;&gt;&amp;lt;&amp;gt;Eu gostei muito de conhecer Buenos Aires, tem muita coisa interessante para se ver. e foi tudo muito rápido mesmo. eu gosto de viajar e ter tempo de ver, sentir as coisas, mas não tive isso dessa vez, por isso que pretendo voltar. Ainda quero ir no Café Tortoni, ficar sentada na esquina onde tem o café da mafalda, ter tempo de ler livros nas praças das Del Libertador e quem sabe fazer um curso, algo assim. Buenos Aires vai bem além da Evita, bem além. Tem história em muitos lugares e bons ares. As ruas estreitas do centro, o olhar das pessoas enfim, tudo é um convite para voltar. Vamos? &lt;/&gt;&lt;/&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1655217139898805797?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1655217139898805797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1655217139898805797' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1655217139898805797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1655217139898805797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/04/ah-buenos-aires.html' title='Ah, Buenos Aires'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GRIIS4GyjM0/TazIYoCiqgI/AAAAAAAAAr4/TbP9VkmaKGc/s72-c/DSC00437.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1597443228896234935</id><published>2011-04-05T15:01:00.016-03:00</published><updated>2011-05-10T15:13:42.366-03:00</updated><title type='text'>O que fez a gente ser o que é</title><content type='html'>﻿﻿ &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;﻿﻿﻿ &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;
﻿﻿﻿ &lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NXLDO3Xtda0/TZtQsErYdQI/AAAAAAAAAq0/2Lu6WklXuHM/s1600/DSC00181.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-NXLDO3Xtda0/TZtQsErYdQI/AAAAAAAAAq0/2Lu6WklXuHM/s320/DSC00181.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Referências da minha adolescência&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿﻿﻿ &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;
Entre um momento e outro nessa pausa, busquei algumas coisas guardadas nos espaços do tempo e da memória.&lt;br /&gt;
Na hora do almoço estava passando um série que venho acompanhando quando dá tempo: "Um Menino Muito Maluquinho" da TVE que teve sua estréia em 2006. Pois bem, nessa época eu estava fazendo especialização e conhecendo um pouco mais de quadrinhos e afins.&lt;br /&gt;
Eu não acompanhava a série, mas esses dias ela tem sido reprisada e toda a vez ela me chama a atenção. Hoje assisti com m pouco mais de calma e entendi porque a série estava se tornando tão importante para mim: o roteiro é de ninguém mais ninguém menos do que Anna Muylaert (roteirista de "O Mundo da Lua, 1991, e diretora de "Durval Discos", 2002) e a música é de Antonio Pinto (Nina, 2004), filho do Ziraldo.&lt;br /&gt;
Não era sem propósito que eu estava gostando de assistir. Sou fã dos dois. &lt;br /&gt;
Fora que o livro "Menino Maluquinho" eu li na terceira série, fizemos teatrinho e tudo mais (pena que não tenho fotos para postar), mas sempre foi um livro que gostei. O menino maluquinho, como na história da série de hoje, é realmente, apaixonante. &lt;br /&gt;
no episódio de hoje ele e as meninas das escola tem, bem, um algo a mais! rs. e foi muito gracioso de ver porque me lembrei também da terceira série, do garoto que eu gostava, (e que todas as demais da sala gostavam também e que, pra variar, não dava a mínima pra mim...rs) e dos desejos e sonhos de uma menina de 9, 10 anos.&lt;br /&gt;
Nessa idade eu ganhei da minha mãe um livro muito bacana que guardo com um carinho imenso até hoje: Rita Está Crescendo.&lt;br /&gt;
Escrito por Telma Guimarães Castro Andrade, o livro me permitiu viver um monte de coisas legais, não me sentir tão fora de órbita assim, viver as emoções da Rita com o primeiro namorado dela, as decepcções, as escolhas da faculdade. E assim foi com Rita Você é um Doce, O Caderno de Perguntas de Rebeca (irmã da Rita), que nasceu quando a Rita estava crescendo. (A irmã dela nasceu na mesma época que meu irmão. E isso para mim foi mágico também.)&lt;br /&gt;
A Telma esteve em Marília quando eu tinha uns 11, 12 anos. E eu já era fã dela porque a Rita é uma personagem que está no meu coração. Eu escrevi uma cartinha para ela (vê se pode) dizendo de tudo, de quem é a Rita e do que ela representou e representa para mim.&lt;br /&gt;
A Telma carinhosamente me respondeu com um presente, um livro! e uma carta dizendo que gostou muito da minha carta. Foi a primeira vez que me senti importante, grande mesmo. Puxa, eu estava conversando com uma escritora, algo que sempre quis ser também.&lt;br /&gt;
E a Telma continua produzindo e fazendo um monte de coisas legais. E impressionantemente, eu continuo fã dela e da Rita. Igualzinho quando eu era criança.&lt;br /&gt;
Mesmo com 30 anos acho que tem coisas que não mudam e tenho certeza que se eu encontrar a Telma de novo, vou sentir a mesma emoção e vou pedir para ela autografar o meu livro de novo.&lt;br /&gt;
E se ela puder, tirar uma foto. &lt;br /&gt;
nossos ídolos ainda são os mesmos. Que bom.&lt;br /&gt;
Assim eu me sinto eu ainda. Na minha essência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1597443228896234935?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1597443228896234935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1597443228896234935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1597443228896234935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1597443228896234935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/04/entre-os-espacos.html' title='O que fez a gente ser o que é'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NXLDO3Xtda0/TZtQsErYdQI/AAAAAAAAAq0/2Lu6WklXuHM/s72-c/DSC00181.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4067233232733850828</id><published>2011-03-31T17:37:00.001-03:00</published><updated>2011-03-31T17:40:49.553-03:00</updated><title type='text'>Le Flâneur</title><content type='html'>﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WgscZjr3-A8/TZThw04_beI/AAAAAAAAAqk/LBJSRAPqInQ/s1600/pernas+para+o+ar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-WgscZjr3-A8/TZThw04_beI/AAAAAAAAAqk/LBJSRAPqInQ/s1600/pernas+para+o+ar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;vamos tirar do mundo da imagem e tornar real &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Bom, parece mentira. Mas não é. &lt;br /&gt;
Hoje, quase 17h20 da tarde estou aqui escrevendo esse post. Talvez para dividir algumas coisas, talvez para contar outras.&amp;nbsp; Mas como eu disse, parece mentira.&lt;br /&gt;
Amanhã, dia primeiro de abril, dia da mentira, eu entro de férias. rá! alguém acredita? nem eu. &lt;br /&gt;
Pois é, mas é verdade. &lt;br /&gt;
Muitos planos estão aí tanto na cabeça quanto nas mãos. Passagens compradas para dois lugares especiais com pessoas especiais. &lt;br /&gt;
Duas semanas de folga e de novos olhares. &lt;br /&gt;
E aí que eu me pergunto: já viram a tirinha do calvin quando é sábado?&lt;br /&gt;
Pois é, não consegui achar ela agora, mas conta basicamente que todos os dias que ele tem que levantar para ir a escola são um sacrifícilo, porque ele quer ficar dormindo. E de sábado, quando ele pode ficar dormindo, ele quer ficar acordado para aproveitar o dia todo e acorda bem cedo. &lt;br /&gt;
Não é assim que eu me sinto, mas é mais ou menos assim.&lt;br /&gt;
A liberdade é algo um tanto complicado numa sociedade como a nossa, que faz de nós, seres humanos, escravizados do trabalho, workaholics compulsivos.&lt;br /&gt;
Essa sou eu. &lt;br /&gt;
E o pior é que gosto do que faço. Bastante. &lt;br /&gt;
Mas tem vezes que temos que parar e buscar novas cores, novos olhares para o mundo que criamos para nós. E amanhã já estou programando acordar depois do almoço (porque hoje tem debate do filme Nina, no qual sou convidada e um showzinho bacana de jazz pra fechar a noite) e ficar vendo tv, lendo livros e vendo filmes. Até doer as minhas costas e eu não sentir mais as minhas pernas. rs&lt;br /&gt;
E o pior é pensar que "como assim gastarei minhas férias sem fazer nada?"&lt;br /&gt;
e daí a gente vai se agitando, se agitando e não aproveita quase nada do que está por vir. Nem de ficar de pernas pro ar, na nossa imaginação apenas. &lt;br /&gt;
Por isso a necessidade de aprender a viver o agora, o momento de agora. Sem altos planos. &lt;br /&gt;
Planinhos é claro.&lt;br /&gt;
Pequenos planos dentro do grande plano que é o contexto de descansar. De viver a vida.&lt;br /&gt;
De olhar de baixo para cima com um olhar menos cansado, menos viciado.&lt;br /&gt;
de ficar parado. sem fazer nada.﻿﻿&lt;br /&gt;
"flanando" apenas,&amp;nbsp;olhando a vida, observando as pessoas, os fatos. &lt;br /&gt;
quem sabe não é daí que surgem as boas ideias não é mesmo? &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tczZ7tTQnow/TZTlw1VhOeI/AAAAAAAAAqo/5Be_PqbYGEM/s1600/calvin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-tczZ7tTQnow/TZTlw1VhOeI/AAAAAAAAAqo/5Be_PqbYGEM/s1600/calvin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4067233232733850828?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4067233232733850828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4067233232733850828' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4067233232733850828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4067233232733850828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/03/le-flaneur.html' title='Le Flâneur'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WgscZjr3-A8/TZThw04_beI/AAAAAAAAAqk/LBJSRAPqInQ/s72-c/pernas+para+o+ar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-936787623595882722</id><published>2011-03-27T13:13:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T13:13:00.270-03:00</updated><title type='text'>sr. oswaldo</title><content type='html'>Quando a gente é criança, tem algumas pessoas que nos marcam fortemente. O sr. oswaldo é um deles. Aqui em casa os meus pais chamam ele de Vado. E ele gosta.&lt;br /&gt;
Pois bem, eu era criança e ele ia em casa toda semana num opala preto, carregado de biscoito. Era uma maravilha. Biscoitos feitos em casa. Quem fazia era a D. Antônia, esposa dele.&lt;br /&gt;
e eu tinha um pouco de medo dele pq ele brincava com a gente, dizia que ia vir um monstro e ia assustando a gente...rs.&lt;br /&gt;
só que o mais legal era que mesmo eu sabendo que ia ficar assustada, eu gostava qdo eles iam lá. d. antônia era um amor. doce, de olhos claros e cabelos louros. então para mim era uma contradição. claro que preferia a dona antônia, aquela coisa mais vó. mas eu me divertia horrores com o seu oswaldo tb. com os medos. eu começava a achar engraçado. rs.&lt;br /&gt;
foi então que a gente foi crescendo. e crescendo. e seu oswaldo continuava indo em casa. toda semana. e meus pais compravam os biscoitinhos maravihosos sempre. toda uma vida.&lt;br /&gt;
mas um dia a dona antônia não foi mais. e nem o opala preto. e ele nunca mais assustou a gente.&lt;br /&gt;
dona antônia faleceu. me lembro de ver seu oswaldo no velório. ele mal conseguia levantar os olhos. e de repente aquele cara que contava histórias de monstros parecia uma criança que tinha visto um monte de monstro na frente dele.&lt;br /&gt;
a solidão, o medo e tudo mais.&lt;br /&gt;
ontem ele ligou pendindo para o meu pai buscá-lo para ele passar o dia aqui. veio almoçar em casa. continua abatido, com os olhos tristes, mas já sorri bastante. não conta mais histórias de monstro. nem vem de opala.&lt;br /&gt;
e diz que a gente é como se fosse neto dele.&lt;br /&gt;
acho isso triste. e bonito ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;
os monstros agora, na minha cabeça e na dele, são outros.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-936787623595882722?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/936787623595882722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=936787623595882722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/936787623595882722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/936787623595882722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/03/sr-oswaldo.html' title='sr. oswaldo'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4094119536545219651</id><published>2011-03-24T09:45:00.001-03:00</published><updated>2011-03-24T09:46:46.656-03:00</updated><title type='text'>O Morro</title><content type='html'>Acordou naquele dia azul como quem não queria levantar. Demorou, demorou e demorou na cama, virando de um lado para o outro, de um lado para o outro. O quarto escuro ainda parecia lhe dizer que era madrugada.&lt;br /&gt;
Enfim que abriu os olhos. Lentamente, mas abriu. Já era hora de levantar. Esticou os braços e pensou: só mais cinco minutinhos.&lt;br /&gt;
Os cinco minutinhos sagrados de qualquer ser humano. Quando abriu os olhos de novo, viu que estava atrasado. Ou não. Levantou, foi ao banheiro e ficou um bom tempo sentado na privada. Meio que dormindo, meio que acordado. &lt;br /&gt;
Levantou, lavou as mãos, o rosto e escovou os dentes. A toalha de rosto estava meio úmida, coisa que o deixava bem irritado. Mas naquele dia, estranhamente, não ficou nervoso. Não.&lt;br /&gt;
Tudo estava indo muito devagar para ele. Trocou de roupa, tomou café. Apenas um pão com manteiga. E colocou-se a caminho do trabalho. &lt;br /&gt;
O céu estava azul, azul. Daqueles azuis fortes e que lembravam a cor dos olhos da mãe dele.&lt;br /&gt;
- Minha mãezinha - pensou.&lt;br /&gt;
Mas o trânsito estava lento. Por demais lento.&amp;nbsp;E ele não conseguia entender a lentidão de uma rua sem carro. Acreditava que a lento estava mesmo era dentro dele.&amp;nbsp;As cores do outono lhe chamavam a atenção e o vento que batia naquela manhã parecia confortar-lhe a alma.&lt;br /&gt;
Andou mais um pouco, estacionou o carro e desceu do veículo. Foi até o trabalho como quem estava de muletas. Dessas muletas de quem quebrou o pé, ou um troço qualquer na alma e precisa de apoio pra continuar andando e seguindo em frente.&lt;br /&gt;
Olhou longe, bem longe perto do morro onde o vento fazia um grande barulho. Olhou, olhou para ver se a encontrava. E lá estava ela. Bem pequenininha, mas estava. &lt;br /&gt;
Aquela pontinha de esperança despontava no horizonte. Fechou o olhos e respirou fundo.&lt;br /&gt;
Já&amp;nbsp;era hora de bater o cartão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4094119536545219651?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4094119536545219651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4094119536545219651' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4094119536545219651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4094119536545219651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/03/o-morro.html' title='O Morro'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-549401050257344065</id><published>2011-03-18T14:58:00.000-03:00</published><updated>2011-03-18T14:58:35.118-03:00</updated><title type='text'>a santinha</title><content type='html'>tinha saído há pouco do armazém. carregava uma sacola plástica com dois pães em um saquinho de papel, um (litro de) leite de saquinho e um saquinho de jujubas. &lt;br /&gt;
- é que me lembra a infância - costumava dizer.&lt;br /&gt;
tinha lá seus 25, 30 anos no máximo. mas aparentava bem menos. morava sozinha em um bairro distante do centro. tinha que pegar dois ônibus para chegar ao trabalho. &lt;br /&gt;
todo dia, pontualmente, às oito da manhã, abria o estabelecimento de venda de calçados e sempre tratava os clientes com um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;
- assim eles sempre voltam para comprar comigo e minha comissão fica mais alta.&lt;br /&gt;
mas não gostava do ar condicionado ligado o dia todo na loja. aquilo acabava com a saúde de sua garganta e seus&amp;nbsp;olhos ficavam secos. Costumava usar lentes porque os óculos, dizia, 'nunca me deixam bonita". &lt;br /&gt;
e então, um dia, noêmia teve um sonho que parecia mais do que real.&lt;br /&gt;
- eu namorava o mocinho da novela. pode? - e suspirava contando para as amigas.&lt;br /&gt;
foi então que noêmia começou a enlouquecer. via o mocinho da novela em todos os lugares o tempo todo. chegou até a dizer para as funcionárias da loja:&lt;br /&gt;
- meninas, amanhã vocês abrem o estabelecimento. o mocinho da novela me convidou para sair.&lt;br /&gt;
as pessoas começaram a ficar assustadas, mas noêmia não deu a mínima atenção.&lt;br /&gt;
- é inveja de mim - costumava dizer.&lt;br /&gt;
então um dia, voltando da padaria com os dois pães, o saquinho de leite e as jujubas, noêmia se deu conta do absurdo que estava vivendo.&lt;br /&gt;
- como assim? eu moro aqui e o mocinho da novela lá em outra cidade, longe daqui. que absurdo.&lt;br /&gt;
e quando todos pensaram que ela estava finalmente recuperando o bom senso ela diz:&lt;br /&gt;
- tenho que me mudar para lá.&lt;br /&gt;
e então que foi embora. pegou o primeiro ônibus e partiu.&lt;br /&gt;
deixou a casa toda apagada. só tinha uma luz, uma luzinha só acesa.&lt;br /&gt;
azul. intimista. daquelas luzinhas que dá vontade de ficar perto pra ficar quentinho. e a luzinha iluminava a santinha que noêmia tinha em casa. &lt;br /&gt;
uma luzinha fraca, mas ainda assim intensa. &lt;br /&gt;
e do lado da santinha um pacotinho de jujubas com os dizeres:&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;"se eu me casar com o mocinho da novela, nunca mais como jujubas".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
e a santa sorriu. lentamente, mas sorriu.&lt;br /&gt;
eu juro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-549401050257344065?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/549401050257344065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=549401050257344065' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/549401050257344065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/549401050257344065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/03/santinha.html' title='a santinha'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-666007000727504837</id><published>2011-02-12T16:40:00.000-02:00</published><updated>2011-02-12T16:40:56.657-02:00</updated><title type='text'>Doce na panela</title><content type='html'>Uma das coisas que acho mais legal é quando o nosso olhar se distância daquele lugar em que crescemos, nascemos. Isso demonstra crescimento, ou amadurecimento, não sei. Ou talvez não demonstre nada, apenas que a gente cresceu de baixo para cima. Que está mais alto do que era quanto tinha sete anos de idade. Enfim.&lt;br /&gt;
Mas a questão para mim, vai um pouco além. Veja bem, nasci e cresci na mesma esquina. Morávamos em uma pequena casinha, daquelas simples mesmo de dois quartos e um banheiro. Uma pequena cozinha e uma salinha. Era bem pequeno mesmo. Mas para mim, naquela época era grande, muito grande. o quarto do meu pai era grande, a cama dele e da minha mãe também. Tenho a impressão de que vivi num meio quase que comunista. rs. digo isso pq tudo era muito dividido. do guarda roupa ao armário do banheiro. do chiclete ao sorvete.também, somos em quatro irmãos. o comunismo era frequente em casa. e mesmo assim era bom. eu era criança e minhas preocupações eram outras. como por exemplo, pular de cima do muro baixo, fingir que duas cadeiras enfileiradas se tornavam um trenzinho e que as mesmas abaixadas com um lençol em cima era quase que um palacete. onde eu morava com as bonecas e os meus irmãos mais novos.&lt;br /&gt;
pois bem. a rua onde a gente mora sempre deve ser vista com nostalgia. certo? talvez que sim.&lt;br /&gt;
onde eu nasci eu ainda encontro o cheiro do quintal do vizinho. a casa onde morava as amigas que minha mãe rezava o terço toda terça-feira ainda estão de pé. e elas, velhinhas agora, com netos, ainda estão lá também. as que não estão em encontro sempre. umas ao vivo que ainda me chamam de "Lidinha". outras nas minhas memórias. a casa da esquina onde morava um tio ainda está lá. mas agora tem uma horta. a casa grande onde eu passei em frente hoje ainda parece grande, mas está menor.&lt;br /&gt;
hoje eu fiz esse caminho à pé. coisa rara num mundo pós-moderno, onde nós temos que ser tão pós-modernos também que esquecemos que moderno, moderno mesmo é saber viver, olhar em volta e ter tempo. tempo de viver. de olhar seu passado. isso é modernidade.&lt;br /&gt;
algumas casas da rua foram destruídas e deram lugar a outras. outras, estão do mesmo jeitinho. com o mesmo cheiro. mas pintaram a grade, pq afinal, já se foram 30 anos, não é mesmo?&lt;br /&gt;
tinha um senhor, o mané, que era o guarda. ele assoviada durante a noite. era o guarda da rua. muitas vezes eu só conseguia dormir porque ouvia o mané assoviando ou com um apito, altas horas da madrugada. o que para uma criança devia ser entre 10 e 11 da noite. o mané ainda existe. e ainda olha a rua de casa. e ainda me fala oi toda vez que passo. e ainda assovia. e quando ele apita ou assovia, eu consigo dormir mais tranquila. talvez aquele tanto ainda de infância que está viva dentro de mim. &lt;br /&gt;
as sensações ainda parecem ser a mesmas na minha rua. os cheiros, os gostos, a lembrança da infância brincando na rua, andando de bicicleta. minha mãe grávida sentada no jardim da casa onde cresci, que ainda existe!&lt;br /&gt;
interessante observar que o tempo tem dimensões diferentes. faz parte de olhares diferentes sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;
a casinha onde nasci e cresci ainda existe. aquela casinha de taco, forro e banheiro com azulejo branco. tá lá. de pé. junto com as minhas memórias que ainda existem. e é como se fosse um vício esse negócio de lembrar da infãncia. a gente fica viciado naquilo tudo que consegue tirar nossos pés do chão. que nos faz fechar os olhos e lembrar do sorriso dos amigos que estão em algum lugar por aí, na bola rolando no chão. nas crianças de bicicleta.&lt;br /&gt;
no grito de:&lt;i&gt; maãaããe, paaaaai, cadê minha boneca?&lt;/i&gt; nos gibis espalhados no chão.&lt;br /&gt;
de tudo aquilo que vicia mesmo. igual comer doce na panela. igual achar que a gente seria eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-666007000727504837?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/666007000727504837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=666007000727504837' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/666007000727504837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/666007000727504837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/02/doce-na-panela.html' title='Doce na panela'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7977581422432861953</id><published>2011-01-25T11:13:00.000-02:00</published><updated>2011-01-25T11:13:50.683-02:00</updated><title type='text'>Brejo da Luz</title><content type='html'>Esses dias estive em São Paulo, a cidade mais agitada do Brasil. &lt;br /&gt;
O pior é que eu gosto desse agito todo. Gosto das luzes que a cidade apresenta, desse movimento sem fim de ir e vir e das possibilidades mil que as várias cidades dentro de São Paulo oferecem.&lt;br /&gt;
Certo. Quanto a isso, nada mais natural gostar de algum lugar que te fascina, te apresenta algo novo.&lt;br /&gt;
Dessa vez fui a lugares que não conhecia. Talvez dentro de mim mesma.&lt;br /&gt;
Resolvemos no sábado que iríamos visitar o Memorial da Resistência, na Estação Pinacoteca. Engraçado perceber como determinados espaços da cidade te lembram outros, tão bonitos e tristes quanto.&lt;br /&gt;
Fomos uma vez na Estação há algum tempo atrás, mas estava lotado e não conseguimos entrar. voltamos por um outro caminho e fomos aos poucos tropeçando nas pessoas, nas crianças.&amp;nbsp;Esparramadas no chão. Caídas. Perdidas. Confesso que aquilo me assustou, não apenas no sentido do medo, mas na realidade tão nua, tão crua tão comum quanto troperçamos no cocô dos cachorros. Crianças, seres humanos tal qual os cocôs dos cachorros. &lt;br /&gt;
A&amp;nbsp;Estação da Luz para mim tem um nome muito peculiar. Luz, iluminação é o que menos vi ali tanto da outra vez quanto dessa.&lt;br /&gt;
Para mim, o que&amp;nbsp;havia ali eram sombras. Sombras de pessoas, de&amp;nbsp;dignidades, de crianças. Um lugar lindo, histórico perdido num&amp;nbsp;meio fio, num tempo em que&amp;nbsp;o respeito ao ser humano, à própria vida não existe mais. Em meio a história, a história de tanta gente se perde. Se perde a história e os sonhos mais puros de cada um.&lt;br /&gt;
Saímos em uma saída do metrô que não conhecia. Não sabia como chegar&amp;nbsp;à Estação. E aquelas pessoas, aquelas crianças, todas&amp;nbsp;elas ali. Paradas, perdidas em craque, em cola em medo e desespero. Era como se tivéssemos mergulhado num túnel. Zumbis. Eram zumbis de&amp;nbsp;si mesmos.&lt;br /&gt;
Me deparei com duas crianças procurando comida no lixo.&amp;nbsp;O mais velho tenho pra mim que tinha no máximo seis anos. O outro não tinha mais do que&amp;nbsp;três.&amp;nbsp;Já sabe andar? então se vira.&lt;br /&gt;
e os olhos se fecham. Não há o que fazer. Por Deus, não há o que fazer. como assim?&lt;br /&gt;
Uma menina pedia para um homem, implorando quase, que lhe pagasse, seus olhos tristes e a boca entreaberta mostravam uma pessoa desfigurada, perdida numa inocência tardia, que teimava em insistir. Mas que já não havia mais. Bares, bebidas e sujeira. &lt;br /&gt;
Sobre o Museu da resistência eu falo um pouco depois, em outro post que quero muito discutir. Mas para mim, os passos apressados para chegar, os conselhos do guarda ao sair "cuidado meninas, aqui é perigoso", só demonstram que a tortura agora passou para um âmbito pessoal: para os nossos olhos.&lt;br /&gt;
Luzes e sombras num mesmo lugar. Pessoas apagadas com aquela luz em excesso e se arrastando pelas sombras. &lt;br /&gt;
E São Paulo fazendo quatrocentos e poucos anos hoje. &lt;br /&gt;
Fiquei de verdade pensando nisso. Porque saí da Estação da Luz no escuro. Com medo e pensando: o que se há de fazer? Como pensar isso num país que está montando a sua Copa do Mundo, Olímpiadas e nem ao menos se importa com sua sociedade? As pessoas estão morrendo. E não é lentamente. Estão num brejo. &lt;br /&gt;
e como diz o Chico Buarque, o Brejo da Cruz. Nem a Cruz salva mais.&lt;br /&gt;
Para mim é o Brejo da Luz. Porque essas crianças, essas pessoas estão lá, na história da cidade, numa das partes mais histórias de São Paulo e vão continuar sim, fazendo parte dessa história. Apontando para uma história que nunca&amp;nbsp;sairá das sombras.&lt;br /&gt;
O brejo da luz. Da Estação da Luz. &lt;br /&gt;
E a novidade? Isso não é tão novo assim...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;A novidade&lt;br /&gt;
Que tem no Brejo da Cruz&lt;br /&gt;
É a criançada&lt;br /&gt;
Se alimentar de luz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alucinados&lt;br /&gt;
Meninos ficando azuis&lt;br /&gt;
E desencarnando&lt;br /&gt;
Lá no Brejo da Cruz&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Parabéns São Paulo, Parabéns Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7977581422432861953?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7977581422432861953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7977581422432861953' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7977581422432861953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7977581422432861953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/brejo-da-luz.html' title='Brejo da Luz'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1859402407413612556</id><published>2011-01-24T15:17:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T15:17:06.173-02:00</updated><title type='text'>Odontologia</title><content type='html'>Floriano tinha 66 anos. 30 destes eram dedicados à odontologia.&lt;br /&gt;
- Porque uma boca saudável é tudo - costumava dizer seu Flor.&lt;br /&gt;
um dia um neto lhe pediu que comprasse uma bala.&lt;br /&gt;
- compra vô?&lt;br /&gt;
- balas fazem mal para os dentes, coma esta maçã que é melhor.&lt;br /&gt;
O neto olhou com desdém a fruta e disse:&lt;br /&gt;
- vô, o senhor não é feliz né? - e chupou a bala com gosto. &lt;br /&gt;
Seu Flor sentiu o sabor da infância naquele momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1859402407413612556?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1859402407413612556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1859402407413612556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1859402407413612556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1859402407413612556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/odontologia.html' title='Odontologia'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3178238489478949889</id><published>2011-01-24T15:14:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T15:14:41.456-02:00</updated><title type='text'>Mauro</title><content type='html'>Sr. Mauro, ou Maurinho como era conhecido em casa era um homem simples. Bom sujeito, trabalhador. Quando se aposentou do funcionalismo público resolveu viajar.&lt;br /&gt;
- Vamos, bem? - e chamou a esposa.&lt;br /&gt;
Esta era casada com ele há mais de 40 anos e friamente respondeu:&lt;br /&gt;
- Agora? Na semana que tem o capítulo final da novela? não dá.&lt;br /&gt;
E então Maurinho ficou triste. Nem os netos o animava mais.&lt;br /&gt;
- Deus, me mate - pedia todas as vezes. Mas nada acontecia.&lt;br /&gt;
Foi quando Maurinho resolveu ir conhecer o carnaval da Bahia. E lá conheceu uma preta folgosa, se apaixonou e nunca mais voltou.&lt;br /&gt;
A preta também via novela. Mas ele gostava dela mesmo assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3178238489478949889?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3178238489478949889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3178238489478949889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3178238489478949889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3178238489478949889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/mauro.html' title='Mauro'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1138554620077918932</id><published>2011-01-24T15:10:00.002-02:00</published><updated>2011-01-24T15:10:55.835-02:00</updated><title type='text'>A vida</title><content type='html'>um dia passei a questionar a minha vida.&lt;br /&gt;
Quem sou eu, de onde vim, para onde vou.&lt;br /&gt;
e então eu cansei e saí para jogar bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1138554620077918932?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1138554620077918932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1138554620077918932' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1138554620077918932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1138554620077918932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/vida.html' title='A vida'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8962715231772393929</id><published>2011-01-24T15:09:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T15:09:44.671-02:00</updated><title type='text'>o joelho</title><content type='html'>uma noite, Paulo abriu os olhos e viu que o teto estava diferente. não reconhecia o lugar onde estava. &lt;br /&gt;
Olhou para o lado e uma mulher estonteantemente bela, nua, alisava carinhosamente seus pés.&lt;br /&gt;
- Amor? - disse ela sorrindo.&lt;br /&gt;
Paulo não tinha como acreditar naquilo. Quanto mais olhava para a bela mulher, mais pensava que era mentira.&lt;br /&gt;
- Seria um sonho? - pensou ele.&lt;br /&gt;
Tentou se beliscar. em vão. A única sensação que tinha era de uma ardência na perna esquerda. Não entendia bem porque, mas seu joelho pinicava.&lt;br /&gt;
- Onde dói, amor? - questionou a bela mulher que&amp;nbsp; Paulo não sequer sabia quem era. &lt;br /&gt;
- Aqui - mostrou o rapaz apontando o dedo esquerdo no joelho esquerdo, e fechando os olhos com a cabeça para trás, como se estivesse com uma grande dor.&lt;br /&gt;
Depois disso, morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8962715231772393929?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8962715231772393929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8962715231772393929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8962715231772393929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8962715231772393929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/o-joelho.html' title='o joelho'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6818629459686937299</id><published>2011-01-17T15:42:00.002-02:00</published><updated>2011-01-17T15:52:22.348-02:00</updated><title type='text'>Garrafas ao mar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TTR7m4cHV9I/AAAAAAAAApo/0Icu_mL8i0M/s1600/message-in-a-bottle-found-10-mar-05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TTR7m4cHV9I/AAAAAAAAApo/0Icu_mL8i0M/s320/message-in-a-bottle-found-10-mar-05.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando éramos crianças, a família costumava viajar para a praia. E era sempre uma emoção porque, além da oportunidade de ficar todo mundo junto, tinha refrigerante de latinha (algo muito estrondoso pro nosso bolso) além de sorvete à vontade.&lt;br /&gt;
E era sempre bom. E a gente sempre ia com aquela expectativa de criança, de brincar na praia, de fazer castelinho, de pegar onda. E tinha milho verde e tinha sorrisos e tinha a gente dormindo junto depois da pizza. &lt;br /&gt;
Me lembro que meu pai quando via que estávamos chegando perto do mar dizia:&lt;br /&gt;
- Quem ver o mar primeiro, dá um grito!&lt;br /&gt;
e era uma festa de criança no carro e a gente se divertia e ria. E era bom.&lt;br /&gt;
E era só o que a gente como criança precisava. Quando a gente é criança a gente não tem muitas necessidades. E as que temos é facilmente supridas pelos nossos pais, pela comida ou por um pouco de atenção.&lt;br /&gt;
E a imaginação fazia o resto.&lt;br /&gt;
Mas parei para pensar esses dias quais são as nossas buscas, aquelas mais profundas e verdadeiras do nosso ser, sabe? Aquelas que quando a gente olha no espelho e está com 30 anos a gente pergunta:&lt;br /&gt;
- Onde foi que eu errei?&lt;br /&gt;
ou se olha e pergunta de novo:&lt;br /&gt;
- Onde foi que ficaram meus sonhos?&lt;br /&gt;
Pois é, e muitas vezes esses sonhos não são apenas nossos, do nosso desejo, mas um tanto quanto daquilo que buscamos no outro e não dentro de nós mesmo. e daí que é o problema.&lt;br /&gt;
a gente fica meio sem ação quando o outro não corresponde ao que queremos, ou ao que pensamos, porque o depósito de sonho tem que ser nosso e tem que vir de dentro de nós lutar por isso.&lt;br /&gt;
e então que bate uma tristeza e aquela lembrança bonita de se pensar:&lt;br /&gt;
- eu era feliz e não sabia.&lt;br /&gt;
oras, é lógico que você sabia, é só o tempo que escorreu tão rápido por suas mãos que não fomos capazes de anotar as diversas referências que fizeram da gente o que a gente é hoje.&lt;br /&gt;
e isso causa um estranhamento e uma dor muito forte porque é como se alguém tivesse nos atropelado no meio do caminho, antes da gente chegar onde a gente queria chegar e daí você tem que se contentar em ser o que é e ponto.&lt;br /&gt;
e o mais difícil é o passar das horas, é saber ouvir&amp;nbsp;e compreender as diversas limitações que possuímos. E então escolher.&lt;br /&gt;
A escolha é muito difícil, muito mesmo. &lt;br /&gt;
Porque veja bem, quando a gente é criança e vai para a praia com os nossos pais, a gente não escolhe muito o caminho a seguir, é aquilo e pronto. Mas quando a gente cresce e tem que escolher entre amar e ser amada, entre ir e ficar e entre ser o que se é e o que outro gostaria que fôssemos é que dói.&lt;br /&gt;
e me lembro de uma vez na praia meu pai contar algumas histórias sobre a forma de se comunicar com as garrafas ao mar, escrevendo no papel alguns segredos, pedidos de socorro, enfim.&lt;br /&gt;
e então que a gente pensou nisso, de escrever alguma coisa em um papel, colocar numa garrafa e jogar ao mar. eu não me lembro bem o que escrevi, mas foi divertido de fazer.&lt;br /&gt;
jogamos a garrafa no mar e perguntei ao meu pai:&lt;br /&gt;
- será que alguém vai achar o que escrevi, pai?&lt;br /&gt;
e ele me disse que o mais importante era tentar.&lt;br /&gt;
e o sol se pôs várias vezes depois dessa conversa. e os anos passaram e a gente não vai mais para a praia. e nem grita quando vê o mar. &lt;br /&gt;
mas isso tudo são escolhas. bem como quando escolhemos o que escreveremos nas marcas da nossa pele e na nossa história de vida. &lt;br /&gt;
e quando olhamos a direção do mar para onde iremos mandar a nossa garrafa cheia de histórias, estamos fazendo uma escolha. &lt;br /&gt;
e isso é o mais bonito: saber escolher o caminho para onde vai jogar seus sonhos e ter a esperança de que quem possa vir a achá-lo seja você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6818629459686937299?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6818629459686937299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6818629459686937299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6818629459686937299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6818629459686937299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/garrafas-ao-mar.html' title='Garrafas ao mar'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TTR7m4cHV9I/AAAAAAAAApo/0Icu_mL8i0M/s72-c/message-in-a-bottle-found-10-mar-05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3645893973822965330</id><published>2011-01-11T15:36:00.001-02:00</published><updated>2011-01-11T15:37:18.179-02:00</updated><title type='text'>Genésio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyQ5Y6g0uI/AAAAAAAAApA/IpA_jbLvH-M/s1600/i.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyQ5Y6g0uI/AAAAAAAAApA/IpA_jbLvH-M/s320/i.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRCNgBpyI/AAAAAAAAApE/dMjeuAqQRyc/s1600/h.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="293" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRCNgBpyI/AAAAAAAAApE/dMjeuAqQRyc/s320/h.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRFJ_KWHI/AAAAAAAAApI/ym0H2VZ9nx8/s1600/g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRFJ_KWHI/AAAAAAAAApI/ym0H2VZ9nx8/s320/g.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRIT-LOEI/AAAAAAAAApM/mkDKYTbJl_E/s1600/f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRIT-LOEI/AAAAAAAAApM/mkDKYTbJl_E/s320/f.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRKYeOynI/AAAAAAAAApQ/VLVVcW5Z0lo/s1600/e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRKYeOynI/AAAAAAAAApQ/VLVVcW5Z0lo/s320/e.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyROHYBR2I/AAAAAAAAApU/whvavRWOCjY/s1600/d.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyROHYBR2I/AAAAAAAAApU/whvavRWOCjY/s320/d.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRRP2mO9I/AAAAAAAAApY/PqXgT3sezS0/s1600/c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRRP2mO9I/AAAAAAAAApY/PqXgT3sezS0/s320/c.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRUv-I0sI/AAAAAAAAApc/47L9QYaP1IQ/s1600/b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRUv-I0sI/AAAAAAAAApc/47L9QYaP1IQ/s320/b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRXcwTzWI/AAAAAAAAApg/CkaEaEd5lMU/s1600/a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyRXcwTzWI/AAAAAAAAApg/CkaEaEd5lMU/s320/a.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há tempos que eu estava devendo um post bacana, desses que a gente pode dar risada, pensar e inventar. Bem, aqui está ele. Os desenhos do Genésio foram feitos pelo meu amigo passarito Thiago, que trabalhava comigo no Jornaleco de La Matina, nos idos de 2009-2010.&lt;br /&gt;
O Thithi e eu de cara meio que viramos irmãozinhos. Dividíamos a sala do jornaleco nos corredos insalubres por onde o ar não entrava, mas a chuva sim. rs.&lt;br /&gt;
Íamos direto almoçar no "tio da refeiça", ou um botequinho de comida caseira em frente ao jornal onde tínhamos severas crises de riso e onde inventamos mil personagens e ideias. &lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Era sempre muito bom estar com ele porque eu me divertia muito. A nossa sala no jornal era a mais diferente, tinha sempre recadinhos, desenhos e bilhetes pela sala toda. rs.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;enfim. &lt;/div&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;
﻿ &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyTEswvUTI/AAAAAAAAApk/zRPg9DpzUxs/s1600/DSC_1100_1195x800.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyTEswvUTI/AAAAAAAAApk/zRPg9DpzUxs/s200/DSC_1100_1195x800.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Thiago e eu no lançamento da Café Espacial #8 em Marília&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Eu saí do jornal mas o Thithi, meu amigo passarito continua lá e por ser amigo da minha irmã também estamos sempre que podemos juntos dando risada de alguma coisa.&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Foi então que ele me chegou com esse personagem de cupido, e eu de cara disse: meu, tem que ser genésio o nome dele. &lt;/div&gt;Nem sei porque falei isso, mas achei que combinava demais com essa cara irônica e mal humorada de um cupido meio esquisito....&lt;br /&gt;
Quando eu entrei no jornal a minha ideia era fazer do Caderno de Cultura, ou Caderno 2 como é chamado, um caderno diferente, cheio de informações novas, com muitas coisas ricas culturalmente falando. A minha primeira ideia era colocar quadrinhos, pessoas de Marília que fizessem quadrinhos e o Thiago era um deles que estava pensando. Bem como um projeto diferente, onde ao invés de foto eu pudesse usar ilustrações e desenhos numa leitura mais clara e limpa dos fatos culturais da cidade e dos artistas locais. &lt;br /&gt;
Claro que foi um sonho, imagina. Uma cidade de interior, com uma mentalidade mais interiorana ainda trazer alguma dessas referências para o jornal. Levei muitas na cabeça, é claro. Mas nunca deixei de pensar o tanto que seria legal.&lt;br /&gt;
E então no ano novo o Thithi foi em casa e me levou os desenhos. Passamos uma tarde imaginando a personalidade do genésio, quem ele seria e como seria. E foi então que acabou saindo algumas ideias e alguns desenhos que você pode ver aqui.&lt;br /&gt;
A maioria é claro, são ideias do Thithi, porque quem é talentoso é e pronto. Mas eu adorei ter participado disso e ter feito parte de pensar o Genésio.&lt;br /&gt;
O contexto lúdico, a forma de brincar e a liberdade dos traços, das falas marcam para mim que devemos ousar algumas vezes, brincar com o que não conhecemos.&lt;br /&gt;
Espero que vocês gostem e deem nem que seja uma risadinha. Afinal, o Genésio é um puta dum sacana e pra ele fazer você se apaixonar feio, ou por alguém muito feio, o que é mais a cara do Genésio, é uma flecha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3645893973822965330?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3645893973822965330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3645893973822965330' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3645893973822965330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3645893973822965330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/genesio.html' title='Genésio'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TSyQ5Y6g0uI/AAAAAAAAApA/IpA_jbLvH-M/s72-c/i.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-443640585718915312</id><published>2011-01-02T01:29:00.000-02:00</published><updated>2011-01-02T01:29:47.905-02:00</updated><title type='text'>a carta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;*extraído de "cartas a ninguém". de Ana Lemos.&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Precisamos conversar, quer dizer, melhor, talvez eu que precise falar. ou ouvir. não sei. não vou te cobrar. não vou. mas eu preciso ouvir de você o que foi que aconteceu com a gente. preciso ouvir, tá entendendo? eu preciso ouvir de você que a culpa não foi minha. se é que existe culpa numa situação como essa, numa situação em que mais latente do que isso, seria o sentimento que tenho por você.&lt;br /&gt;
escuta, o que foi que te disse quando te beijei pela primeira vez? ou você por acaso já esqueceu que me beijou algum dia? eu te disse claramente: eu não consigo confiar nas pessoas. eu não consigo. mas quero confiar em você. eu gosto de você.&lt;br /&gt;
e te beijei. te abracei. e dormi com você. dias e noites. e você me viu inteira, examente como eu sou, com os meus medos, meus desejos e minhas vontades. eu estava lá, à vontade, inteira pra você. e o sentido aqui não é apenas carnal. é de vontade de estar junto. de querer bem. de estar bem.&lt;br /&gt;
eu me sentia bem com você, eu me divertia. eu ria. eu ficava leve.&lt;br /&gt;
me diga, pra que isso? pq vc me afastou assim?&lt;br /&gt;
eu vi no último telefonema que te dei. frio, distante quase um conhecido. mas não era mais você. o cara por quem eu me apaixonei, veja bem, me apaixonei, não está aqui na minha frente agora. é outra pessoa.&lt;br /&gt;
sim, é bom que as pessoas mudem, mas quem foi que eu conheci? eu te projetei, é isso? é ficção? tá, te inventei agora. foi isso.&lt;br /&gt;
entendi.&lt;br /&gt;
por favor, me diga o que eu fiz. foi culpa minha? existe culpa? de quem foi?&lt;br /&gt;
que porra é essa de amor que me faz doer? que me faz sentir sua falta?&lt;br /&gt;
e eu fico horas vendo o email, lendo e relendo, atualizando pra ver se chega uma mensagem sua. uma carta. um sinal de vida.&lt;br /&gt;
seu covarde.&lt;br /&gt;
isso que você é. um covarde.&lt;br /&gt;
daqueles grandes.&lt;br /&gt;
eu te disse que ia me apaixonar. eu te disse. e você insistiu e pronto. ponto final. me esqueceu. como aqueles brinquedinhos que a gente cansa quando é criança e procura outro.&lt;br /&gt;
escuta aqui, seu merda. eu não sou um brinquedo. eu naõ te inventei e eu não criei vc sozinha. eu te vi do meu lado. eu te beijei.&lt;br /&gt;
e eu pedi pra vc não me machucar, eu pedi.&lt;br /&gt;
mas sabe o que é? o pior não é vc ser esse covarde, esse grande filho da puta que vc foi. o pior é que eu não posso ficar aqui me lamentando, pedindo esmola, me alimentando dessas migalhas que vc está me dando. não.&lt;br /&gt;
a errada aqui sou. e eu te digo mais, vc não vai me quebrar. cada palavra que eu escrever é uma forma de tirar vc de mim e da minha cabeça. e cada vez que eu pensar eu vc, cada vez que eu lembrar de vc, os meus melhores pensamentos voltarão para mim.&lt;br /&gt;
eu não vou deixar você invadir meus pensamentos assim. não vou.sabe pq? pq eu não mereço isso. não mereço.&lt;br /&gt;
não mereço saber que vc está com outra e vc beijá-la na minha frente. não mereço um homem como vc, sem culhões que naõ soube ao menos o que é respeitar o sentimento de uma mulher.&lt;br /&gt;
não não. não me venha com a desculpa de que o problema é vc e não eu. isso naõ cola.&lt;br /&gt;
aliás, cola sim. vc é um problema. pra vc mesmo.&lt;br /&gt;
todos aqueles dias que tivemos, todos os carinhos, tudo. eu vou jogar num saco. ou melhor, vou escrever. e vou queimar.&lt;br /&gt;
você é um covarde de fazer isso. um covarde.&lt;br /&gt;
às vezes a gente convive anos com uma pessoa e não a conhece de vdd.&lt;br /&gt;
eu vou buscar conhecer a mim mesma. e vc, o que vc vai fazer com td isso é problema seu.&lt;br /&gt;
só quero que vc saiba que aqui dentro você não entra mais. de maneira alguma. os meus pensamentos estão fechados e ao colocar vc no papel e queimar, vou queimar vc também.&lt;br /&gt;
não me venha com essa ideia de que está confuso. enfie a confusão no seu rabo. e nem de que gosta e quer ficar sozinho. vai se danar.&lt;br /&gt;
a vida é muito maior que isso e dessa marca que vc deixou em mim eu vou fazer uma história. das mais belas. e vou estagnar esse sangue que jorra daqui de dentro. deixe estar. isso um dia há de parar de doer.&lt;br /&gt;
e daí meu querido, quando isso acontecer, já viu. eu vou sorrir. e lentamente vou ser feliz. ou triste. mas vou ser eu de novo. e não o que você esperava que eu fosse.&lt;br /&gt;
e não vou lembrar dessa dor. pq as dores passam. a gente lembra que sentiu, mas não sabe mais como eram. elas se fecham. elas param de fazer com que nossos olhos fiquem marejados.&lt;br /&gt;
eu não tenho mais medo, tá? não tenho.&lt;br /&gt;
eu me humilhei quantas vezes pra vc me explicar algo e vc se calou. fechou os olhos, abaixou a cabeça e se calou.&lt;br /&gt;
e eu quero duas coisas de vc. apenas duas.&lt;br /&gt;
uma é a sua distância.&lt;br /&gt;
e outra: me  devolve o que eu tinha de melhor que era a capacidade de confiar em  alguém. em achar que o amor realmente valeria a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-443640585718915312?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/443640585718915312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=443640585718915312' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/443640585718915312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/443640585718915312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/carta.html' title='a carta'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-284039992692190405</id><published>2011-01-01T23:34:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T00:00:39.900-02:00</updated><title type='text'>o dentista</title><content type='html'>ele entrou e com um sorriso disse: - oi. eu não respondi, apenas sorri lentamente e abaixei a cabeça. era a primeira vez que o via no meio daquela multidão toda que é um consultório de dentista. sentou perto, pegou um livro que tinha na bolsa e começou a ler. raramente olhava para o lado, de tão concentrado que estava na leitura. eu fingia que lia uma revista. folheava as páginas olhando de rabo de olho para a poltrona a minha esquerda.  ele sentou perto do bebedor e o máximo que dizia era: - desculpa.  dizia porque sentado perto, todas as pessoas que tinham que beber água tinham que pedir licença para passar.  moreno e com um sorriso lindo. tinhas os cabelos meio assim sabe? jogados e bagunçados. havia mais umas 4 pessoas na sala, naquele dia a consulta atrasou. o ar condicionado quebrado denunciava um certo calor na sala, o que me conduzia a tentar dizer pelo menos uma frase: - tá calor né?  mas não disse. senti vontade de dizer, mas não disse. ele continuava a ler o livro e eu a folhear a revista. de um lado para o outro. abaixei a cabeça e comecei a ler a reportagem que falava sobre a dieta saudável. isso está bem na moda.  - você tem horas? levei um susto. - hã? - horas? você tem? ele estava me perguntando as horas. não sei ao certo quantos segundos eu demorei pra responder. ou pra ver que o relógio estava no meu pulso esquerdo. - ah sim, três e quinze. - obrigado. tá calor aqui né? - hã? não sei se deveria estar no dentista aquele dia porque ele deve ter pensado que eu deveria estar no otorrino. garota meio surda. - ah sim. isso lá está. calor. - prazer. carlos. - lia. - rotina lia? ou usa aparelho? - rotina. mas já usei muitos aparelhos. nossa. - (risos). eu vou fazer o teste hoje pra usar um também. - legal.  Legal? como assim legal, porra? quem em sã consciência fala isso para alguém? silêncio. ele voltou para o livro e eu para a revista. mas os olhares começaram a se cruzar lentamente. entre um olhar e outro, ele abaixava os olhos e eu os meus. os olhares não se encontravam. só as vontades e pequenos espamos de sorriso. - lia. entrei e sorri para ele.  na hora de sair ele estava ainda sentado lendo o livro. e eu passei rapidamente por ele pra pegar água. - desculpa, lia. ele disse. e eu: - não foi nada.  e num lapso, falei: - quer sair pra um café? - fiquei vermelha. como eu tive coragem, meu deus? ele sorriu, agradeceu e disse: - você me espera depois da consulta? - sim.  - carlos - a atendente o chamou. deixou o livro no sofá, sorriu e entrou. eu fui ao banheiro, arrumei os cabelos, a blusa e o sorriso. o banheiro era daqueles antigos, de azulejo rosa e pia grande. saí, peguei o livro na mão e deixei-o de volta no sofá. fui embora.  não vi mais o carlos. e o pior: esqueci de ler o título do livro. no caminho de casa, meu celular toca. - lia, é do consultório. você deixou o livro aqui. e alguém pega o telefone: - é lia. você deixou o livro. e um café. vamos? sorri. dei meia volta e nos encontramos no café mais antigo da cidade.  ele já estava de aparelho e eu com as mãos frias e um sorriso sem graça. - desculpe convidá-lo assim. sorri. ele sorriu de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-284039992692190405?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/284039992692190405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=284039992692190405' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/284039992692190405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/284039992692190405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/o-dentista.html' title='o dentista'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5661327007831803463</id><published>2011-01-01T16:57:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T17:21:29.388-02:00</updated><title type='text'>nina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TR96KmxzF6I/AAAAAAAAAo4/aSjBQ6DfzFI/s1600/Golden_Labrador_by_shiningstar25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 365px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TR96KmxzF6I/AAAAAAAAAo4/aSjBQ6DfzFI/s400/Golden_Labrador_by_shiningstar25.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557294787825178530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e eu que nunca gostei de cachorro me aparece essa no primeiro dia do ano.
Nina. foi o nome que eu dei pra labradora que apareceu em frente de casa depois da meia noite.
fui lá fora bater a toalha de mesa (coisas de quem mora em casa no interior, um costume. "é pros passarinhos comerem o que sobre, filha", diz a tia velha. rs. meus amigos de apartamento batem a toalha no tanque de lavar roupas. enfim).
fui lá fora bater a toalha de mesa depois da ceia e quem está sentada no portão? ela. uma cachorra muito parecida com essa da foto.
- vc está perdida, mocinha? - questionei.
ela não respondeu, ainda bem. rs. porque senão eu ia achar muito estranho.
mas olhou pra mim com olhos perdidos.
o lú meu amigo e a laura minha irmã foram lá fora ver. demos água e ficamos tentando acalmá-la porque os barulhos de bomba estavam terríveis e ela estava muito agitada.
minha mãe chegou.
- coloquem ela na área.
a nina entrou.
tinha marcas de coleira e nas patas.  bobona que só. vinha perto de mim e do meu pai qdo a bomba estourava. e queria pq queria entrar dentro de casa. uma fofa.
meus amigos chegaram.
a rê, o bruno, a ana e a gisa. a rê é veterinária, entendia mais e disse que deveria ser da região e bem velhinha pq os dentes estavam gastas e o pelo muito bem cuidado.
ficamos conversando até às cinco e a nina junto. ela dormiu e os meninos foram embora.
a hora que saí da área e fechei a porta a nina começou a chorar. e mais uma bomba estourou.
e ela foi desesperada no portão tentando sair.
como tinha saído antes, abri pra ela dar uma volta e voltar. ela não voltou.
acho que foi pra casa dela. eu acho.
mas me deu uma saudade da bichinha imensa! nossa! como se ela já fosse minha há muito tempo.
e foi quando eu me dei conta da importância do olhar. a nina não fala, é  claro. mas me contou um monte de coisas lindas. dócil, meiga.
e não tem espaço em casa pra um cão assim. uma pena.
eu ia amar ter uma nina pra mim.
eu sempre gostei de labradores. nunca fui fã de cachorro, mas acho labradores lindos.
e me apaixonei pela nina nas poucas horas que ela ficou comigo.
que dor não vê-la ali.
mas ela vai estar aqui dentro. pra sempre.
e se o ano começou com uma surpresa tão boa assim, só coisas boas podem vir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5661327007831803463?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5661327007831803463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5661327007831803463' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5661327007831803463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5661327007831803463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/nina.html' title='nina'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TR96KmxzF6I/AAAAAAAAAo4/aSjBQ6DfzFI/s72-c/Golden_Labrador_by_shiningstar25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-117683703976136107</id><published>2011-01-01T05:06:00.002-02:00</published><updated>2011-01-01T05:16:02.357-02:00</updated><title type='text'>roseira</title><content type='html'>"quando eu cheguei aqui, em 1973 era primeiro de janeiro. eu não sabia para onde ir, onde dormir e nem o que fazer. uma mão na frente e outra atrás. eu fui atrás de pensão, de algum lugar para ficar, mas o centro da cidade estava vazio. eram quase três da tarde e não havia uma alma naquela rua. a fome apertava, o dinheiro não dava e o medo era grande. dos três, entre a fome, o dinheiro e o medo, o medo vencia de longe. era o que mais me doía. é o medo de enfrentar o que é novo, o que está diferente e o por vir. pois então que resolvi entrar em um bar, desses de boteco, desses qualquer. sentei e pedi um copo de água. da torneira. talvez que o dono do bar tenha visto meus olhos de fome. na minha frente um japonês lanchava um lanche gostoso. ou melhor, não sabia se era bom ou não, só sabia que ele comia algo e isso para mim já era muito. nos olhamos e então ele me perguntou:
- o que está fazendo nessa cidade?
- vim estudar.
- sei. já tem onde ficar?
foi aí que conheci o meu primeiro colega de república.
e entendi que na nossa vida as pessoas não aparecem por acaso ou do nada. e esse medo que eu tive, esse medo grande tinha que ser vencido porque não dava pra voltar pra casa. não tinha mais casa e eu nos meus idos dos 19 anos. estudei e ralei. feito um louco. dia após dia. e hoje, em 2011 eu olho para trás e vejo o que consegui: quatro filhos lindos, uma esposa maravilhosa, bom amigos e um monte de coisa boa. passar o dia com vocês na cozinha foi emocionante. foi o meu presente de natal atrasado, foi o meu olhar para fazer o melhor peixe, a melhor abobrinha. não me importa se é chique, se não é. tem. e tem de sobra. e tem vocês todos.
Feliz 2011. com todas as forças, trabalhos, diferenças e dificuldades que ele pode trazer. tudo na vida anda conforme tem que andar. não tenham tanto medo, tenham sabedoria e particularmente, tenham fé. é isso que nos move.
um beijo.
pai".


um ano cheio de chuva quando estiver bem calor, cheio de sol quando estiver bem frio, cheio de abraço quando estiver triste. e quando estiver feliz também. cheio de pequenas grandes coisas porque é disso que é feito o caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-117683703976136107?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/117683703976136107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=117683703976136107' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/117683703976136107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/117683703976136107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2011/01/roseira.html' title='roseira'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2724979161700272087</id><published>2010-12-26T13:22:00.002-02:00</published><updated>2010-12-26T13:39:08.704-02:00</updated><title type='text'>As formigas</title><content type='html'>enquanto estava eu lá, sentada falando e falando e falando, tentei dar conta de algumas coisas que ainda estariam latentes e outras tão afundadas, cobertas com uma camada grossa de poeira, de sujeira que muitas vezes fui eu mesma quem sujou.
nisso, nesse meio tempo foi chegando o natal e natal para mim sempre é uma época um tanto quanto difícil internamente.
o natal chega e com ele chegam todas aquelas pessoas que de longe, de muito longe você não via mais. e chega junto um monte de comida, de fala e de caprichos sem limite que me deixam no meu limite de tolerância.
amor, paz, e etc. porra papai noel!
e então chegou a chuva, o vento e a neblina. e todas as histórias do mundo.

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu trabalhava em um cinema quando era criança. era legal porque era a única maneira que eu tinha de assistir filmes. dinheiro não havia. nada. nem um pouquinho. mas qdo chegava em casa tinha sopa de pé de frango. e já era muito. mas o cinema me deixava feliz. e eu ia de um cinema para o outro com um rolo de filmes 16mm porque senão não dava tempo das pessoas assistirem o outro filme. e eu ia. com meus 8 anos e uma curiosidade incrível. e era legal porque eu sentia que estava fazendo algo muito interessante para um garoto de 8 anos muito pobre. e eu ao voltar para casa passava em frente à venda. meu pai tinha uma venda. uma vendinha. mas não era lá que tinha os doces mais gostosos da vila. eu gostava do doce de suspiro rosa. hummm. me dá até água na boca. mas não tinha dinheiro pra comprar. e então eu voltava pra casa tomava a sopa e ia dormir. com fome. mas ia. e quando chovia, sabe? igual chove nessa época de natal o meu barato era ficar olhando embaixo da cama e vendo a água passar pelo chão de terra. aquele chão de terra batido, bem batido. e era um barato porque eu não sabia ao certo o que estava acontecendo. mas era bom"&lt;/span&gt;.

e então eu vi que a mesa estava farta, cheia de comida. sempre sobra.
e eu olhei para o lado e vi que estava falando, falando sem parar e as formigas passavam apenas, de um lado para o outro como quem não quer nada.
resolvi ficar em silêncio e me concentrar nelas. elas apenas viviam. apenas isso. não tinha um sufoco de pensar algo além. estavam elas vivendo.
e eu vi que estava ouvindo a história com quem está guardando aquele grande pedaço de migalha de pão no formigueiro. que vai me alimentar por anos a fio.
eu não sabia ao certo o que estava sentindo naquela noite. mas era bom.
obrigada, pai.
feliz natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2724979161700272087?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2724979161700272087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2724979161700272087' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2724979161700272087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2724979161700272087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/12/as-formigas.html' title='As formigas'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-377600198997878398</id><published>2010-12-22T12:20:00.003-02:00</published><updated>2010-12-22T12:31:10.048-02:00</updated><title type='text'>sussurro</title><content type='html'>&lt;em&gt;vai passar, isso vai passar....&lt;/em&gt;

quando eu era criança, só de ouvir a voz da minha mãe, qualquer dor que eu tinha, fosse emocional ou de criança levada, passava. era como se fosse um remédio. daqueles que curam até a alma.
minha mãe gostava de fazer bolo, de brincar de esconder, de cantar e de dar risada. era sempre bom. mas tinha uma coisa que ela gostava sempre, que era de enfeitar a gente. e ela enfeitava, enfeitava e deixava todos os filhos assim, bem bonitos.
mas teve um dia, que não me lembro bem, quer dizer, me lembro de pouca coisa, que vi minha mãe deitada.
ela estava deitada na sala. bonita, arrumada. dormia um sono tranquilo. tinha levantado mais cedo para fazer um bolo e depois só a vi deitada na sala.
minha avó e meu pai também estavam na sala e choravam porque ela estava deitada.
mas para mim ela estava dormindo. e eu a achava bonita com aqueles cabelos pretos e aquela pele branca deitada, leve.
e eu não entendi muito bem até hoje, mas acho que ela ainda está dormindo.
porque nunca mais ela me enfeitou e nunca mais teve bolo.
ainda hoje eu tento me enfeitar. mas enfeitar a alma dói, sabe? dói muito.
eu não a vi mais. mas toda vez que me enfeito, toda vez que eu sorrio e toda vez que eu canto eu lembro dela. e isso me faz ficar melhor.
e eu falo sempre baixinho para mim mesma até o dia que eu vir minha mãe acordada de novo.: &lt;em&gt;"vai passar, isso vai passar..."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-377600198997878398?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/377600198997878398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=377600198997878398' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/377600198997878398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/377600198997878398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/12/vai-passar.html' title='sussurro'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-917048690464428163</id><published>2010-12-14T17:36:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T17:42:10.029-02:00</updated><title type='text'>A vida segundo C. L.</title><content type='html'>“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim.”

E como ser diferente? mergulhar em si mesmo talvez seja o mais profundo e absissal sofrimento. E também o mais divino perdão. Perdoar não no sentido cristão, mas no sentido de sentir a si mesmo como um ser humano, alguém capaz de erros tão incomuns quanto uma chuva de sapos.
Ao não exigir muito da vida não deixamos de nos levar a sério. Não. Apenas nos deixamos sentir o que a vida nos apresenta. E isso é raro. É o mais raro.
A paixão é uma dor tão forte, mas tão forte que parece que vai nos sufocar na falta do outro. E o outro muitas vezes somos nós mesmo. 
Entender não é o mais importante. E aprender isso com 30 anos é o maior presente que se pode ter. 
Superexigir-se menos. Da vida, do outro, de si.
C.L.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-917048690464428163?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/917048690464428163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=917048690464428163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/917048690464428163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/917048690464428163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/12/vida-segundo-c-l.html' title='A vida segundo C. L.'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7565320379194364828</id><published>2010-11-30T22:08:00.006-02:00</published><updated>2011-06-14T10:25:58.388-03:00</updated><title type='text'>lendo e (re) lendo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWVt9UB8I/AAAAAAAAAoU/rGQDBllzZB4/s1600/1378445-9360-it2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545503816034813890" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWVt9UB8I/AAAAAAAAAoU/rGQDBllzZB4/s400/1378445-9360-it2.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 286px;" /&gt;&lt;/a&gt; comprei Có em sampa há mais ou menos um ano atrás. estranho pq eu já tinha lido o livro e etc, mas agora algumas coisas vem me fazendo sentido. o gustavo duarte que faz o livro é um cara que eu gostaria de conhecer. com quadrinhos vivos e um traço singular, o gustavo traz pra gente uma narrativa linda, tocante e surreal. própria dos quadrinhos mais ousados. não é sem propósito que ele anda com o bá e o moon. enfim. lançou agora "taxi" uma obra que ainda não tenho e estou com mta vontade de ler. "Có" é um livro que ensina por imagens a ler as ideias, o olhar. e se o quadrinho assim não for cinema, não falo mais nada. rs. Leiam. Có é uma leitura de minutos, mas que fica pra sempre. &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWVc3ZM_I/AAAAAAAAAoM/-fz0TolCKDQ/s1600/CiaLetras_NadaMeFaltara.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545503811446584306" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWVc3ZM_I/AAAAAAAAAoM/-fz0TolCKDQ/s400/CiaLetras_NadaMeFaltara.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 260px;" /&gt;&lt;/a&gt; ah Mutarelli seu maluco. confesso a vocês que conheço pouco da obra do mutarelli. a não ser o que tenho visto, lido e assistido, o mutarelli pra mim é um senhorzinho que passaria muito bem se fosse médico de ouvido. rs. sabe? daqueles bem bonzinhos. mas de bonzinho o mutarelli não tem nada. é um tremendo de um artista. bom, explicando: meu primeiro contato com ele foi, obviamente como para muitos, o filme "o cheiro do ralo". não li o livro. só vi o filme. depois, fiz questão de ver a peça "música para ninar dinossauros" na mostra do cemitério de automóveis nos "porões" do centro cultural vergueiro em sampa. rapaz. que coisa que foi aquilo. mesmo. estava sozinha e já tinha visto o mutarelli algumas vezes na HQmix na Roosevelt. mas sabe que o teatro me tirou do ar. o cara é foda. junto com o bortolotto pra mim é o teatro marginal no sentido da criatividade que mais gostei de ver. consegui conversar com ele dois minutos entregando umas "cafés", mas eu estava tão nervosa de estar perto dele que só consegui dar um beijo, um oi, entregar as revsitas e falar tchau. rs. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e então que serginho me aparece com esse livro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- leia. vc vai gostar. mas eu preferi "jesus kid".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a narrativa do mutarelli nos transporta para o que há de novo dentro da literatura. por ser um cara que gosta também de quadrinhos e que possui uma ousadia só dele, ele me fez um livro inteiro em diálogos. inteiro. e porra, deu super certo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;paulo está desmemoriado. e em diálogos curtos e um final sem fim ele me supreende. "cadê o fim dessa merda?" rs.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o livro me lembrou o filme que amo "durval discos" que também não me apresentou o final.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- porra, como fazer isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fazendo e ousando. nesse livro do mutarelli percebemos que não importa o final e sim a caminhada. como diria guimarães. é na caminhada que vamos descobrindo as histórias. vale a pena ler e reler. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWU80JJ6I/AAAAAAAAAoE/EybzkzQhOEk/s1600/cover_mesmo_delivery_english.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545503802843015074" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWU80JJ6I/AAAAAAAAAoE/EybzkzQhOEk/s400/cover_mesmo_delivery_english.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 261px;" /&gt;&lt;/a&gt;eu já tinha visto o grampá na Hqmix também, mas nunca conversei com ele. já tinha pego esse livro na mão, mas não tive tempo de ler. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;enfim que isso não é desculpa. é um livro de menos de meia hora que transforma nosso olhar sobre os "cenários" e as "cenas".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com um prefácio do mutarelli (tinha que ser), grampá detona nos desenhos, no roteiro e nos apresenta um faroeste (não é bem essa palavra), nos apresenta uma sangrenta e sanguinária história marcada por um desfecho genial e ousado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o traço do garoto leva a gente a entrar no livro. e de novo, os poucos diálogos nos enchem pelas imagens espetaculares e uma narrativa diferenciada. é cinema. sem dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mesmo Delivery" é para aquelas pessoas que gostam de Tarantino, dos irmãos Cohen e principalmente de qualidade e profissionalismo na arte sequencial. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7565320379194364828?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7565320379194364828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7565320379194364828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7565320379194364828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7565320379194364828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/lendo-e-re-lendo.html' title='lendo e (re) lendo'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TPWWVt9UB8I/AAAAAAAAAoU/rGQDBllzZB4/s72-c/1378445-9360-it2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8097501076876126421</id><published>2010-11-30T16:39:00.001-02:00</published><updated>2010-11-30T16:46:46.343-02:00</updated><title type='text'>o cinema</title><content type='html'>Desde criança eu amo cinema. Foi uma das minhas primeiras paixões. E para mim a sétima arte pode ser considerada a minha preferida, junto com os quadrinhos.
Quando eu era crianças, o cinema tinha uma aura mágica. Sim, porque nos anos 1980 as pessoas não tinham acesso tão fácil aos filmes e às películas e era necessário ir ao cinema, sair de casa e se dispor a ver um filme.
O que se tornava para mim mais do que um passeio. Era uma forma que eu tinha de entrar em contato com uma nova realidade, mais mágica, mais segura. E me lembro do chão do Cine Peduti em Marília, do barulho do cinema quando andávamos no chão de madeira, das poltronas de madeiras, do silêncio e do riso em conjunto. E do barulhinho que fazia a cada mudança de de cena no projetor e pensava:
- Nossa, isso é mágico...
E sempre foi e sempre tive um respeito incrível por essa sensação de pertencimento a um local. O Cine Peduti não era só um cinema, mas também um teatro. Então a tela era grande e ficava mais funda quando os atores surgiam para divulgar seus filmes.
Próximo àquela cena de “Cantando na Chuva” quando Don Lock e Lina Lamort aparecem no cinema. Mágico, muito mágico.
Então me lembro do primeiro filme francês que vi, aos 18 anos no cinema. Digo isso porque antes eu não tinha muito acesso e muito menos conhecimento para tal ação. Não foi no Cine Peduti que vi “A Noite Americana” (França, 1973) de Truffaut, mas em um lugar ainda mais mágico: O Clube de Cinema de Marília, fundado em 1951.
Nos idos dos anos 1990, assistir a esse filme me fez abrir os olhos e entender o que é cinema de verdade.

&lt;em&gt;“Um dos filmes que melhor representa as loucuras que se passam em um set de filmagem. Um ator que fica deprimido porque sua noiva sai com um dublê, uma atriz que se entregou às bebidas e não consegue lembrar de suas falas e muitas outras confusões, que o diretor deve fazer de tudo para contornar, até gravarem uma das cenas mais importantes do filme: a que o dia deve ser transformado em noite artificialmente”.&lt;/em&gt;

E foi realmente mágico esse momento porque foi a primeira vez que vi o que era cinema de verdade, e o que o cinema poderia fazer com a minha concepção de mundo. O meu respeito por essa arte só aumentou e depois disso, a tela grande tornou-se para mim uma referência artística.
Depois disso veio todas as referências do cinema europeu: Godard, Fellini, Antonionni e tantos outros.
Entender o que é Cinema não é tarefa fácil. Muito menos farei isso agora. Mas posso dizer com prazer que é inevitável não se apaixonar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8097501076876126421?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8097501076876126421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8097501076876126421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8097501076876126421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8097501076876126421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/o-cinema.html' title='o cinema'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-841851008728700561</id><published>2010-11-28T22:28:00.006-02:00</published><updated>2010-11-28T22:51:44.891-02:00</updated><title type='text'>final de semana</title><content type='html'>talvez que o propósito desse post não seja falar necessariamente tudo o que fiz no final de semana, mas sim, tudo o que o final de semana me levou a pensar. Ou a lembrar.
lembrei de quando eu era criança. Levei a Mariana, minha prima de 3 anos para assistir o espetáculo "Saltimbancos" na Elam. (Escola Livre de Artes de Marília).
A Mariana, diga-se de passagem, é uma excelente companhia e tem me ensinado muito coisa. Uma delas foi no espetáculo. Quando o cachorro e a gata brigam, ela virou para mim e disse:
- é de mentira, tia, eu não estou com medo.
antes de entrar na peça, combinamos que se ela tivesse medo era só me avisar.
chegou pertinho de mim, segurou no meu vestido e disse que não estava com medo. mas era bom que eu estivesse por ali.
depois, dançou, cantou e bateu palma durante toda a apresentação.
e o que é o medo, não é? a gente, que se diz adulto, tem tanto medo. e ela tão pequena me disse que não tinha medo. mas um pouquinho de medo, ela tinha.
- é só uma pessoa vestida de cachorro e de gato, tia. não estou com medo.
certo, mariana. certo.
e a gente sem fantasia tem medo do outro. e das nossas próprias fantasias também. do que parece ser tão real e está apenas ali, encenado pra gente. não é de verdade. é só a vida.
a Mariana enfrentou o medo dela. olhou para mim com uma carinha de assustada. e quando eu olhei para ela de volta e disse:
- estou aqui, mari. a tia está aqui.
ela pegou na minha mão e disse que não tinha mais medo.
e que bom que é ter alguém pra gente pegar na mão, não é mesmo? para estar perto, para não sentir solidão. (sim, a solidão também causa medo. em mim causa bastante.)
e que bom que é isso. olhar no outro e senti-lo por perto, para não sentir medo.
eu ainda tenho muitos medos. muitos. e o bom é que estou conseguindo enfrentá-los. aos poucos, mas estou.
o espetáculo para mim foi um presente.
o jumento, a gatinha, a galinha cega e o cachorro animaram deveras a minha noite de sábado. brilhantemente feito pelos meus amigos da Elam.
e no domingo o que ficou foi a peça "reticências" no sesi. um apresentação que falava também dos nossos medos e do que a gente sente falta.
"da grama molhada, do cheiro de caramelo".
eu sinto falta de por o pé no chão. de sentir a terra. a grama. do cheiro da chuva. e o abraço apertado que não existe mais. eu sinto falta do parquinho que eu brincava. de quando eu achava que com um pano eu cobria a rodinha de brinquedo que ficava no quintal de casa e fazia uma casinha. e andava de bicicleta com o vento no rosto.
eu sinto saudade de ver meus irmãos dormindo no mesmo quarto que eu.
eu tenho saudade daqueles meu sonhos mais íntimos, daqueles meu projetos mais internos que se transformaram na vida que levo hoje.
mas não está me faltando nada. aliás, está. está faltando ainda um tantinho de mim.
mas isso ainda vai chegar. tenho certeza.
e eu vou encontrando um pouquinho de mim em mim mesma e em cada um. encontrei um pouco na Mariana. E como foi bom. E como é bom tê-la por perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-841851008728700561?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/841851008728700561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=841851008728700561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/841851008728700561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/841851008728700561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/final-de-semana.html' title='final de semana'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6116956127509047688</id><published>2010-11-23T23:25:00.002-02:00</published><updated>2010-11-23T23:53:39.031-02:00</updated><title type='text'>A tal da sacolinha</title><content type='html'>- Quer sacolinha?
Bom, quando estamos em alguma loja e ouvimos isso, já é um grande passo. Porque na maioria das vezes, as pessoas não perguntam.
Você vai a uma loja e compra uma lixa de unha, uma pinça que seja e a pessoa pega num pacote que parece um malote de banco, uma sacolinha de plástico para colocar uma mísera comprinha sua.
E você, como ser educado que é, chega em casa (quando joga em casa, senão é na rua mesmo) e joga a sacolinha no lixo. Geralmene, no mesmo lixo que você joga material orgânico.
Pois bem, pessoal, chegou a hora de abrirmos nossos olhos e principalmente nossa mente para algo maior nessa vida. E digo isso em nome do Planeta Terra, do mundo em que vivemos, do Brasil, do estado de São Paulo, de Marília, do meu bairro e da minha casa.
Claro, esse texto aqui não é uma pregação, nem uma regra a ser seguida, é apenas uma reflexão que proponho: sejamos um pouco mais conscientes.
Na farmácia e na padaria que costumo ir eles já sabem:
- Sacola de plástico não, né lídia?
Não. Sempre não.
Experimente ir a uma loja de R$ 1,99? Além de ficar tocando um sertanejo insuportável o dia todo (deviam pagar insalubridade por isso, e olha, nada contra os cantores sertanejos, nada. São dignos e estão fazendo seu trabalho. o que eu tenho contra é o excesso desse tipo de som).
Pois bem, além de sertanejo, os caras nem perguntam se você quer sacolinha e já enfiam lá dentro aquele "bibelô" de 2 centímetros ou o pacote de biscoito de chocolate.

&lt;em&gt;"Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa.
Em meio século, passaram de símbolo da modernidade a vilãs do meio ambiente. O motivo: o plástico polui - e muito. As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo. Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las.&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês".&lt;/em&gt;

Quem usa 66 sacolas por mês?
Esses dias no trabalho, tive uma cena interessante de ser vista. Durante uma tarde muita ventania, o céu ficou cinza e as árvores mexiam muito lá fora. Fui até a janela e fiquei observando. De repente um saco plástico passou na minha frente. Uma sacolinha plásticas, dessas simples. Passou voando e continuou ali por um tempo. Depois foi mais para frente. Subiu, desceu e foi em direção ao outro lado da rua. Trabalho no segundo andar.
Foi lindo. Lindo.
Se não fosse tão real e tão triste.
Eu me senti no filme da Estamira. Aquela tempestade toda, aqueles papéis e aquelas sacolas voando.
E no "Beleza Americana". tão belo quanto imundo aquela sacola dando o ar da graça.
Eu preferia que tivesse sido um beija-flor. Ou uma borboleta.
Se puderem dizer não, digam. É simples.
E ainda faz uma puta diferença.

-Sacolinha?
- Não, obrigada. Vou ajudar o meio ambiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6116956127509047688?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6116956127509047688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6116956127509047688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6116956127509047688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6116956127509047688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/tal-da-sacolinha.html' title='A tal da sacolinha'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-2879579647501617738</id><published>2010-11-15T01:43:00.003-02:00</published><updated>2010-11-15T01:54:45.327-02:00</updated><title type='text'>o silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TOCsnUUxz0I/AAAAAAAAAno/J32Qd9NUqqs/s1600/contemplacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TOCsnUUxz0I/AAAAAAAAAno/J32Qd9NUqqs/s400/contemplacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539617333136445250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre que penso em escrever algo, busco dentro de mim o que me é mais caro e necessariamente, mais raro também.
E o raro é aquilo que só no fundo, bem no fundo podemos contemplar, acompanhar, entender. Para mim, acompanhar aquilo que tem se passado dentro de meus pensamentos é que tem sido raro. Uma onda maior tem tomado de assalto as coisas que tenho pensado em viver, e principalmente, em sentir.
E o sentimento é aquele de ferir, de rasgar a pele, os olhos de tanto doer de procurar internamente aquilo que mais tento entender: o equilíbrio.
Tem sido muito raro para mim o silêncio. O silêncio interno, de meus pensamentos, de minhas atitudes e ações. O não e o sim na mesma medida. O respeito e o espaço em proporções aureas e absolutas.
Contemplar o que tem de mais raro dentro de nós mesmos é buscar aquilo que nos fortalece, que nos faz entender a sede que nossa alma tem nessa vida.
Para mim é a sede de arte. De uma busca incessante de conhecer novas formas, cores e sons. E também a busca incessante por mim mesma.
Nesse caminho tenho sentido que me perdi. A palavra, a palavra encantada e casada com a outra tem parecido ser algo tão raro, que se torna difuso.
E a palavra em silêncio. Só, gritando só em sua parte mais íntima de toque: com o papel.
E tocar o papel com as palavras não é para qualquer um. Não.
Tenho sentido falta de mim em minha escrita, em minha vida. E isso tem me impedido de ver algumas coisas que também me são caras. E raras.
Essa prisão na qual nós mesmos nos prendemos muitas vezes é que nos faz refém de uma vida que não nos convém, que não nos deixa ir além do que se é.
Ousadia. Essa será a palavra de ordem. Ou de vida.
Se a vida se dá na travessia, como diz Guimarães, atravessemos. Andemos por sobre essa vida.
E que o medo não me impeça de ver que o raro está em poder fazer isso. E contemplar o que for feito e o que há de ser feito.
Mas sei que o peso agora está grande. E os elefantes fantasmas vão ter que alguma hora dar espaço para os passarinhos cantores.
E o silêncio para mim está justamente em pressentir que há espaço para ouvir esses meus imensos barulhos internos. Essa minha ansiedade em viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-2879579647501617738?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/2879579647501617738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=2879579647501617738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2879579647501617738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/2879579647501617738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/o-silencio.html' title='o silêncio'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TOCsnUUxz0I/AAAAAAAAAno/J32Qd9NUqqs/s72-c/contemplacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4571145627638474120</id><published>2010-11-02T01:39:00.003-02:00</published><updated>2010-11-02T02:00:31.738-02:00</updated><title type='text'>Dry Martini</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TM-MGfYdd8I/AAAAAAAAAnE/3X2kMFedf-8/s1600/dry_martini.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534796510192826306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TM-MGfYdd8I/AAAAAAAAAnE/3X2kMFedf-8/s400/dry_martini.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;Sentou no bar e olhou o cardápio. Na verdade não queria comer e nem pedir nada, mas o cardápio era tão bonito, tão pop art.
Olhou tudo e pensou em pedir algo. só não sabia ainda o que. Ali pensou que a vida que estava levando é que estava assim: indecisa. Uma vida indecisa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegava agora a uma idade onde o questionamento e a reflexão eram quase tão naturais quanto respirar e o respirar estava difícil. Estava mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Principalmente aquele ar novo que vinha de dentro. Um ar estranho, tal qual um cheiro novo. Nem bom e nem ruim. Apenas novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidiu que queria conhecer as coisas que não havia experimentado antes. A vida mesmo. O amor. E a liberdade de ousar querer ser quem é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem era ela naquele momento?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"sou uma soma de tudo, de todos, de todas as expectativas criadas em relação a mim".&lt;/em&gt;
Aquela luz intimista do bar lhe mostrava um caminho novo e ousado, na direção de algo que não conhecia ao certo. E isso lhe fazia bem. Lhe fazia tão bem ser e ter algo que não conhecia em suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou gentilmente para o rapaz da mesa ao lado. Gentilmente porque queria pedir que ele lhe salvasse da solidão que estava assolando seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Mas eu nunca quis casar, isso não é para mim".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez. Mas pelo simples fato de não ter certeza já se punha tranquila. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou novamente para o rapaz que estava na mesa ao lado. Seus olhos se cruzaram e ela conseguiu fixar o olhar nele. Lentamente as pupilas foram se dilatando. Lentamente. E enquanto ele olhava para o lado em direção a ela, ela também olhava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim foram dançando com o olhar. Sem se tocar. Sem se conhecer. Esboçou um sorriso e seus olhos se baixaram em direção a mesa, assim como os dele, que também sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dançaram com o olhar e quando foram se olhar de novo:
&lt;em&gt;"algo para beber, senhorita?"&lt;/em&gt; disse um garçon frio e antipático.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ela rapidamente olhou o cardápio e pediu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"dry martini. pouco gelo".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eles voltaram a dançar. Com os olhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4571145627638474120?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4571145627638474120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4571145627638474120' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4571145627638474120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4571145627638474120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/11/dry-martini.html' title='Dry Martini'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TM-MGfYdd8I/AAAAAAAAAnE/3X2kMFedf-8/s72-c/dry_martini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4913623963441541607</id><published>2010-10-21T11:31:00.003-02:00</published><updated>2010-10-21T11:41:33.263-02:00</updated><title type='text'>Pão e Circo - por Oswaldo Mendes</title><content type='html'>bom, o que me dá alegria é saber que muitas vezes quando quero me expressar e não consigo, eu acabo conhecendo alguém que faz isso melhor do que ninguém.
Oswaldinho Mendes, meu amigo fez (pra variar) um belíssimo texto sobre a questão Cultural e da Arte no nosso mísero e pequeno país. (com mínuscula país, por favor).
E estamos falando de Brasil, mas aqui, nesse sertão cultural que nos assola chamada Marília, o que me dá deveras vergonha é saber que existem artistas fantásticos como o Sr. Aloísio Dias, pintor premiadíssimo, o pessoal da Cia Móbiles com a peça brutal e visceral "Brutas Flores", Luca Bernar e seu Jazz e tantos outros vagando por uma cidade que parece que se esqueceu de olhar para si mesma e para sua arte e cultura.
E dá-lhe virada cultural e apresentações de Stand- Up.
Me diga, o que identifica um povo, além de seu idioma? A sua arte.
Aqui na minha cidade o que identifica é o Miss Marília. Lamentável. Lamentável.
Segue o texto. O Oswaldinho é mestre. Eu estou só no aprendizado. Ainda.

&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Farinha pouca, meu pirão primeiro
&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Oswaldo Mendes
&lt;/em&gt;
Do coletivo teatral que conseguirá pagar o imóvel alugado graças ao programa de fomento da Prefeitura de São Paulo, ao grupo da pequena e longínqua cidade agraciado por um dos Pontos de Cultura do governo federal, sem esquecer os municípios que se agitam com as periódicas viradas culturais do governo paulista, estamos todos satisfeitos. Para quem se acostumou a viver, nos últimos tempos, da mão pra boca, não há do que reclamar. Talvez seja por isso que, na recente campanha eleitoral, a palavra Cultura sequer tenha sido pronunciada, menos ainda discutida, por nenhum candidato a qualquer cargo. E não faltaram pagodeiros, palhaços, atores, sambistas e outras celebridades de calibres diferentes apresentando-se aos eleitores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem os candidatos que em sua biografia lembram, quando oportuno, terem alimentado veleidades artísticas na juventude e os que ainda hoje cometem versos apaixonados ousaram tocar no assunto. Por quê? Simples. Vai tudo muito bem e quem se queixa é porque ainda não chegou a sua vez de ouvir tilintar no pires as moedas redentoras. Basta um pouco de paciência. Quem sobreviver terá seus trocados. Alegrem-se, pois há bolsas para todos. Até para os entretenimentos chiques, ou megaeventos musicais, dançantes, circenses, visuais, plásticos, gráficos, cibernéticos, literários, cinematográficos e teatrais – sem esquecer as feiras de uva ou de gado – aos quais bancos, financeiras ou empresas de grande porte, nacionais ou multinacionais, destinam os seus patrocínios sob as bênçãos da Receita Federal e do bolso dos contribuintes. O pão para o circo, enfim, está garantido. Lamentar, quem há de? Talvez a Civilização e as gerações futuras, mas por enquanto elas não têm direito a voz nem voto, pois a barbárie fashion venceu e dá as cartas como nunca antes na história deste País, para recorrer à máxima irresistível dos nossos novos descobridores que singram suas caravelas neste deserto de ideias, à esquerda e à direita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ausência da Cultura (maiúscula, por favor) em todos os palanques reflete em primeira e última instância a ausência do Pensamento e, com ele, das ideias, que foram substituídas por receituários, apresentados pelos candidatos como panaceias (que mais parecem placebos) para as urgências cotidianas da população. Esse vazio de ideias se observa, e não só no período eleitoral, na maioria das organizações sociais e políticas, partidos à frente. Fala-se da despolitização dos cidadãos anônimos, como se ela não tivesse atingido a todos. Mesmo quando grupos de ilustres cidadãos se manifestam, o que está em pauta é o varejo da Política, seja o alerta encabeçado por D. Paulo Evaristo, sobre a ostensiva presença de Lula na campanha de sua candidata, seja a réplica de juristas liderada por Márcio Thomaz Bastos, considerando justo que o Presidente faça tudo o que faz. Cabeças coroadas que já estiveram juntas em outros e mais nobres embates, agora preferem divergir sobre circunstâncias, ainda que se reconheça a legitimidade de suas motivações atuais. Mas o que elas fizeram não foi senão reforçar a prática de caminhar olhando para a ponta dos pés, abdicando de um debate que exercite o Pensamento e seja capaz de refletir sobre ideias que possam apontar para além dos acertos e mazelas do momento. Esse é o resultado mais perverso do continuado processo de despolitização da vida brasileira, do qual nem artistas e intelectuais escaparam ao longo das últimas décadas. Também nos palcos e nas telas, sobra pouco espaço para ideias. Venceu ali, como no resto do país, o entretenimento. Eventuais exceções não contam. Há que sobreviver, argumentamos como desculpa acanhada. Como se a sobrevivência fosse o objetivo de quem acredita na Arte como valor a ser perseguido. Há formas menos envergonhadas e mais dignas de “sobreviver”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criou-se assim o círculo da barbárie. Se a Cultura esteve (e continua agora no segundo turno) ausente das eleições e dos discursos de todos os candidatos é porque, talvez, os que a representam também abdicaram de promovê-la. Preferem as políticas de resultado, que lhes garantam sobreviver com fomentos, viradas e pontos de cultura (em minúscula mesmo) e CEUs que apontam para lugar nenhum. Não há preocupação em refletir a respeito, nem mesmo na imprensa, que se limita a promover o nada, refém de uma invisível “indústria cultural” que pauta os seus interesses, ou, quando a consciência lhe pesa, encastela-se num iluminismo tardio. Ninguém, na imprensa ou fora dela, se espantou quando um secretário da Cultura recentemente proclamou aliviado que a sua pasta não tem nada a ver com a Educação. Não tem mesmo, na lógica dos nossos (des) governantes e dos seus sucessores. Nem a Educação tem coisa alguma a ver com a Cultura. Vigora a lei do cada um por si e o diabo para todos. Só nos resta esperar que haja Unidades de Polícias Pacificadoras para todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O autor, Oswaldo Mendes, é ator, diretor de teatro e dramaturgo, autor de “Bendito maldito – Uma biografia de Plínio Marcos” (Editora Leya), prêmio Jabuti 2010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4913623963441541607?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4913623963441541607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4913623963441541607' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4913623963441541607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4913623963441541607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/10/pao-e-circo-por-oswaldo-mendes.html' title='Pão e Circo - por Oswaldo Mendes'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1953092025751411165</id><published>2010-10-18T07:57:00.003-02:00</published><updated>2010-10-18T08:13:05.486-02:00</updated><title type='text'>Monólogo de Segismundo</title><content type='html'>Assisti ontem uma parte do filme 'Tempos de Paz". Não tenho como fazer considerações acerca do filme todo, apenas da parte que me cabe neste extraordiánário cinema. Porque sem sombra de dúvidas, um filme que tem Tony Ramos e o genial Dan Stulbach não pode deixar de ser visto. Mais pelo Dan do que pelo Tony. "Tempos de Paz" é uma homenagem justa aos que deixaram esse país mais rico culturalmente quando foram forçosamente exilados de sua terra, no caso do filme, da Polônia.
Pois bem, parei para assistir esse filme quase no final quando o personagem de Tony diz que dará o salvo-conduto para o personagem de Dan caso ele lhe faça chorar com sua arte, que é ser ator.
E em uma cena quase final belíssima onde os atores se jogam na emoção, principalmente Dan, um poema é recitado: "Monólogo de Segismundo".
Vou reproduzí-lo aqui nas partes principais, ou as que mais me tocaram, e quando eu assistir o filme todo comento melhor.
E vou reproduzí-lo também pelo fato de que esse monólogo transmite como estamos presos nessa suposta liberdade que achamos que temos.
Eu não tenho liberdade alguma. Muitas vezes nem de ser eu mesma. A minha única liberdade é interna e são os meus pensamentos. Do resto, só falta me acorrentar.

&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Monologo de Segismundo &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
.....
&lt;em&gt;Nasce a ave, e com as graças que lhe dão beleza suma,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;apenas é flor de pluma, ou ramalhete com asas,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;quando as etéreas plagas corta com velocidade,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;negando-se à piedadedo ninho que deixa em calma:&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;só eu, que tenho mais alma, tenho menos liberdade?&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;Nasce a fera, e com a pele que desenham manchas belas,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;apenas signo é de estrelas graças ao douto pincel,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;quando atrevida e cruel, a humana necessidadelhe ensina a ter crueldade,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;monstro de seu labirinto:&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;só eu, com melhor instinto, tenho menos liberdade?&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;Nasce o peixe, e não respira,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;aborto de ovas e lamas,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;e apenas baixel de escamaspor sobre as ondas se mira,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;quando a toda a parte gira, &lt;/em&gt;
&lt;em&gt;num medir da imensidade&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;co'a tanta capacidadeque lhe dá o centro frio:&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;só eu, com mais alvedrio,tenho menos liberdade?&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;Nasce o arroio, uma cobra que entre as flores se desata,&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;e apenas, serpe de prata, por entre as flores se desdobra, &lt;/em&gt;
&lt;em&gt;já, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;cantor, celebra a obra da natura em piedade&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;que lhe dá a majestadedo campo aberto à descida:&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;só eu que tenho mais vida,tenho menos liberdade?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1953092025751411165?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1953092025751411165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1953092025751411165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1953092025751411165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1953092025751411165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/10/monologo-de-segismundo.html' title='Monólogo de Segismundo'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6908204295873305983</id><published>2010-10-12T05:51:00.003-03:00</published><updated>2010-10-12T06:06:51.685-03:00</updated><title type='text'>o excesso</title><content type='html'>Uma das coisas que mais tem me consumido esses últimos tempos é o excesso. Estou num excesso de ideias, está além do que eu previa.
está além também a minha falta de tempo comigo, a minha falta de reflexão interna para dar conta do externo. eu precisava de um tempo em um lugar em silêncio, longe desse excesso de dias e de horas que atacam o meu cotidiano.
e o que me cansa é o excesso de gente, o excesso de alegria e de tristeza que paira onde estamos quando a nossa cabeça também pede um tempo. a falta de comprometimento em ser apenas, em ser. "felicidades", "fique bem". enfim. nada disso mais tem surtido efeito.
quando me dou conta parece que tenho feito tudo no impulso do momento, da falta de olhar para mim mesma. estou grudada na rotina. e esses dias o que tem me acalmado é o barulho do vento, o cheiro da chuva, a luz do começo do dia.
quero ver os pingos de chuva em câmera lenta e ver que o vento faz as plantas dançarem calmente onde sempre estiveram, me alertando que basta abrir meus olhos para que as coisas funcionem de outra maneira, com outra perspectiva. o meu olhar para dentro de mim está me fazendo uma grande falta.
está tudo em excesso: meus pensamentos, minhas dores e amores e minhas saudades de algo que ainda nem vivi e daquilo que vivi com tanta intensidade. e em excesso também está o meu medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6908204295873305983?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6908204295873305983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6908204295873305983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6908204295873305983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6908204295873305983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/10/o-excesso.html' title='o excesso'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-3538235071450743346</id><published>2010-10-11T14:55:00.003-03:00</published><updated>2010-10-11T15:19:54.307-03:00</updated><title type='text'>A Frente Fria que a Chuva Traz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJy6lSvI/AAAAAAAAAm8/tDIvluAmNhQ/s1600/frente.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526849296930261746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJy6lSvI/AAAAAAAAAm8/tDIvluAmNhQ/s400/frente.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Cena da peça: A Frente Fria que a Chuva Traz&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJn0ajBI/AAAAAAAAAm0/x0Y-JeUouPc/s1600/fer.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 388px; DISPLAY: block; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526849293951601682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJn0ajBI/AAAAAAAAAm0/x0Y-JeUouPc/s400/fer.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A genial e visceral Fernanda D'Umbra em cena como a divina Amsterdã&lt;/em&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJf6H0-I/AAAAAAAAAms/WErM3pokupw/s1600/borto.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526849291828057058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJf6H0-I/AAAAAAAAAms/WErM3pokupw/s400/borto.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; Fernanda e Mário Bortolotto

&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O nome desse post bem que poderia ser atribuído ao que vive em São Paulo na última semana. Choveu. Choveu muito. E entre uma chuva e outra, um vento frio se acumulava nas esquinas da Augusta. E eu senti frio também. Muito frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Claro que agora será um tanto difícil para mim escrever tudo que vi e vivi esses quatro dias que fiquei lá. Sempre volto de São Paulo triste e feliz ao mesmo tempo. Um paradoxo, é claro, como tem sido a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Volto triste de ter que deixar para trás aqueles litros que cultura que impregnam na minha alma quando estou lá. Raramente consigo dormir bem e muito. Quero aproveitar tudo como se restasse apenas um gole. O último gole. E volto para cá, para a cidade onde nasci e vejo que lamentávelmente estou ilhada nas minhas ideias e vontades. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enfim, por isso eu volto triste. E também volto feliz porque as coisas que vejo, assisto e ouço alimentam a minha alma de vontades e expectativas. Me fazem ver que posso me sentir viva, dolorida no choro compulsivo em uma exposição sobre o câncer de mama belíssima e aterrorisada com o filme canadense "eu matei minha mãe" (isso é para um outro post) e delirando com a peça genial do Bortolotto que assisti no Centro Cultural Vergueiro por míseros cinco mangos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pois bem, achei aqui vários textos que discorriam sobre o intitulado teatro. Mas não vou reproduzí-los. Eu gostaria porque são textos maravilhosos que fazem jus ao que podemos chamar de teatro verdadeiro, que toca, o teatro real mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas eu estaria me enganando reproduzindo-os aqui. Sim, porque o que eu quero falar aqui não é uma crítica da peça, porque não tenho competência alguma para isso. O que eu quero falar aqui é que essa peça Bortolotto encenada nos porões do Centro Cultural devia ser vista por todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esqueminha básico para todos entenderem: há uma festa em uma lage numa favela bancada por dois playboys movimentadas a drogas, sexo e bebidas. Bortolotto faz o papel de Vítor, o porteiro fechadão e Fernanda D'Umbra de Amsterdã, a mais porra louca de todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bortolotto quase não fala, apenas anda de um lugar para outro e olha com um olhar daqueles que só os grandes mestres podem fazer me cena. Fernanda ao contrário fala pra caralho, e se mostra monstruosa em suas falas, textos e ações de uma drogada sem rumo em busca do amor, ou da aceitação ou negação de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Contudo, enquanto eu via a peça me vinha a cabeça: caraca, esse cara quase morreu esses tempos e está aí, em pé, fazendo arte. E vendo a Fernanda eu pensava: genial. simplesmente isso, genial.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A cena em que ficam apenas os dois no palco eu posso reproduzir para mim como a mais especial: ela em um canto da lage, ele, Vítor o porteiro em outro e ela abaixada, sentada, falando sem parar sobre a necessidade de mudança de vida. De repente abaixa a cabeça e diz:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- a única coisa que que queria é que alguém me alisasse, dissesse que vai ficar tudo bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vítor se aproxima e não consegue tocá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;tá, eu contando vcs me dizem: ahã. e daí?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e daí que é lindo. é cinema, é literatura e é teatro junto. Sabe porquê? porque mexe com aquilo de mais íntimo nosso: a necessidade do outro para sobreviver. nem que seja de um olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que podemos encontrar na família quando temos uma, nos amigos e até mesmo em um porteiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"A Frente Fria que a Chuva Traz" é arrebatador. Nos coloca na situação de miseráveis, de vermes de uma situação a que somos convenientes: a situação de lavarmos nossa mão e dizermos "não tenho nada com isso".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tem sim. tem muito a ver com isso. Com a situação desastrosa que está a sua própria vida. Você faz o que gosta? ou se questione simplesmente: está feliz? hã? me diga!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Terminou a peça e eu não conseguia parar de aplaudir. Fiquei sentada e a única coisa que queria era dar um abraço no Mário e na Fernanda. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu não consegui. Eles são super acessíveis. Mas eu não consegui. Quando estou frente a frente com esses caras que são tão grandes eu me convenço mais ainda de como sou pequena. A única coisa que consegui fazer foi fechar meus olhos e agradecer. Por estar ali, por ver a peça e por sentir o tanto que ainda tenho que viver e aprender.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava frio. Muito frio na saída. Tinha chovido...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;
 &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJJ0BtlI/AAAAAAAAAmk/uICOIOQvp-4/s1600/mario.jpg"&gt;&lt;/a&gt;



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-3538235071450743346?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/3538235071450743346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=3538235071450743346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3538235071450743346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/3538235071450743346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/10/frente-fria-que-chuva-traz.html' title='A Frente Fria que a Chuva Traz'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TLNQJy6lSvI/AAAAAAAAAm8/tDIvluAmNhQ/s72-c/frente.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-323222684129210026</id><published>2010-10-04T17:13:00.002-03:00</published><updated>2010-10-04T17:34:38.426-03:00</updated><title type='text'>O que é transgredir?</title><content type='html'>Pois bem, há tempos queria discutir algo aqui nesse blog, na verdade, acho que comigo mesmo. Sim, porque tudo que escrevemos ou discutimos é nosso próprio reflexão, não é não? Mas não é disso que quero falar.
O contexto é: observação. e uma coisa que gosto é de observar o comportamento das pessoas. e confesso: estou assustadíssima.
tenho feito algumas coisas do sentido de transgredir. e aí vocês me perguntam: como assim?  pintar o cabelo de verde? arrotar na cara de um velhinho? deixar um cego tropeçar por minha causa? o que é transgredir numa sociedade como a nossa?
pra mim só tem uma resposta: respeitar.
nada mais choca as pessoas. a pobreza, a miséria, o medo. está tudo muito "normal", de norma mesmo, do sentido de ser certo agir de determinadas maneiras. por exemplo: é normal parar no pare e dar espaço para o pedestre. certo? errado. o normal é você nem olhar na cara do sujeito e ir com o carro o mais rápido que puder.
e eu faço de propósito, fico olhando quando estou à pé para a cara do motorista. ontem observei dez carros passarem na minha frente e eu parada no pare e ninguém, NINGUÉM parou.
então, para transgredir, eu paro o carro no pare e dou licença para o pedestre. alguns não acreditam. passam correndo desconfiados e com medo. mas eu paro.
a carol bensimon escreveu sobre isso hoje no twitter e eu pensei: caramba, não é por acaso então.
fui até a rodoviária mega super faturada da cidade e na fila da passagem estava um rapaz da minha época de adolescente. eu me lembro dele das festas. era o mais bonito, o mais bonito mesmo.
pois bem, estava na fila hoje, na minha frente. se achando alucinadamente, o que não me deixou nem um pouco constrangida. se achando não sei porque, mas estava. mas enfim. antes dele um senhor estava sendo atendido e nisso chegou um senhor mais velhinho ainda, com três sacolas na mão para perguntar uma informação para a atendente. nem a atendente nem o senhor deram espaço para o velhinho. ninguém.
aquilo foi mexendo comigo de um jeito estranho. pensei: "caralho, que esse moço bonito dê espaço para o velhinho". não. ele chegou para ser atendido, olhou com aquela cara para o velhinho e não dava espaço para o pobre. nem ele e nem a atendente.
aquilo foi me subindo de um jeito louco, mas que coisa! será que as pessoas esqueceram de se enxergar?
acredito que sim.
a transgressão agora está em pedir desculpa, muito obrigada, sorrir e dar lugar na fila para as pessoas mais velhas. a transgressão agora está em cumprir o que prometeu, em fazer o melhor possível, em ser ético, em ser honesto.
os valores são outros e eu realmente me preocupo com o mundo que vai ficar aí para depois. ou melhor, para agora.
as pessoas desaprenderam a olhar para o lado. o umbigo e o eu é o que conta. nada de perguntar: "como você está?". nada de dizer: "se precisar, estou aqui".
melhor transgredir. o mundo já está osso demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-323222684129210026?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/323222684129210026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=323222684129210026' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/323222684129210026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/323222684129210026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/10/o-que-e-transgredir.html' title='O que é transgredir?'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6389088311521060402</id><published>2010-09-30T13:58:00.002-03:00</published><updated>2010-09-30T14:17:27.966-03:00</updated><title type='text'>a mulher carente</title><content type='html'>todos os dias ela almoçava no mesmo restaurante. todos os dias. conhecia as pessoas de lá, da moça do caixa ao senhor que cuidava dos carros.
bom dia, dizia ao entrar. E entrava se sentido em casa. todos a cumprimentavam pelo nome. olá dona alzira, bom dia. e por isso ela se sentia bem.
tinha lá seus 60 e poucos anos. cabelos escuros, mais para o tom marrom, que foi o que pediu ao cabeleireiro que já cuidava do seu cabelo há nos.
todos os dias dona alzira chegava ao restaurante e já tinha seu lugar cativo. viúva, não quis ter filhos. teve dois sobrinhos que amou muito, mas que haviam mudado de cidade quando crianças.
dona alzira se sentia muito sozinha. sentava em uma mesa de apenas dois lugares. o outro lugar,é claro, ficava sempre vazio. e ela conversava com quem estivesse perto.
oi, posso pegar seu bebê no colo? oi, que bonito o seu sapato! oi, come a abobrinha recheada, está uma delícia.
e assim passava os almoços. na hora de pagar sempre lembrava que havia esquecido de pegar a marmita da janta. e voltava a se sentar e a conversar com as pessoas. sorria. mas não era um sorriso verdadeiro. ninguém sentia isso. era um sorriso de carência, daqueles sorrisos que precisam sempre de aprovação de alguém para que possam continuar sorrindo.
se o outro não sorrisse de volta era um deus nos acuda. um dia acusou a pobre garçonete. te fiz algo, por acaso? e chorou compulsivamente. dona alzira chorou. a garçonete não. estava ocupada demais pensando se valdinho, seu namorado havia lhe traído. daí o mal humor da menina.
dona alzira pegou então a marmita e um pedaço de bolo. é pra sobremesa, justificava.
mas daí lembrou-se que tinha uma vizinha nova no prédio. para agradá-la, já que era carente, levou mais um pedaço de bolo.
chegou ao prédio onde morava com o gato Lambida (ela o chama assim: lambida, vem cá) e passou no apartamento da nova vizinha. qdo esta abriu a porta, dona alzira percebeu o apartamente estava cheio de gente, de amigos e visitas. e então dona alzira se sentiu mais só e subiu, pé ante pé para o segundo andar que é onde morava.
ao sentar para ver tv teve um mal súbito e morreu.
deixou no testamento que queria ser enterrada junto ao marido. é que ela era muito carente mesmo. e pensou que na morte também seria assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6389088311521060402?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6389088311521060402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6389088311521060402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6389088311521060402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6389088311521060402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/09/mulher-carente.html' title='a mulher carente'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5898229184210648738</id><published>2010-09-02T10:54:00.004-03:00</published><updated>2010-09-02T11:10:17.468-03:00</updated><title type='text'>Prêmio Jabuti</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v4qcG9bI/AAAAAAAAAmc/pXMT7MaeH_E/s1600/oswaldinho"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512317856924497330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v4qcG9bI/AAAAAAAAAmc/pXMT7MaeH_E/s400/oswaldinho" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v31aFRnI/AAAAAAAAAmU/kOIhSheVqLA/s1600/bendito-maldito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512317842688919154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v31aFRnI/AAAAAAAAAmU/kOIhSheVqLA/s400/bendito-maldito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O meu querido amigo Oswaldo Mendes foi indicado para o Prêmio Jabuti pela biografia de Plínio Marcos, "Bendito Maldito". Eu tive o prazer de ler esse livro e de conhecer o Oswaldinho que é mariliense. Estou extremamente feliz e orgulhosa por ele.
Está certo que sou suspeita pra falar porque adoro biografias, mas essa do Plínio feita pelo Oswaldo é um mergulho na história do teatro e da censura desse país. Simplesmente fantástico. Eu diria que enquanto a gente vai lendo a gente vai vendo as cenas. Cinema. E biografia de gente que fez diferença nessa vida é sempre bem-vinda.
Que venham mais indicações e prêmios, Oswaldinho!

&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v3nGd-LI/AAAAAAAAAmM/I5sDZ-wgaYs/s1600/carol-bensimon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512317838848555186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v3nGd-LI/AAAAAAAAAmM/I5sDZ-wgaYs/s400/carol-bensimon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;


&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v3cpc9mI/AAAAAAAAAmE/Jd4m15yJps8/s1600/sinuca_capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512317836042499682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v3cpc9mI/AAAAAAAAAmE/Jd4m15yJps8/s400/sinuca_capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;em tempo:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; a Carol Bensimon de quem eu sou uma super fã também está indicada pelo romance "Sinuca Embaixo D'água". O melhor livro de romance que eu li esses tempos. O melhor. Imagine vc estar indicada junto com João Ubaldo Ribeiro, Chico Buarque, Fabrício Corsaleti e Luis Fernando Veríssimo. Delírio. Eu não sou amiga da Carol, nem a conheço pessoalmente. Trocamos algumas mensagens pro twitter apenas. Mas eu quando crescer quero ser que nem ela. A Carol é o cara. hehe ela é super nova, já escreveu livros e faz doutorado em Paris. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ainda serei grande assim! mas por enquanto vou admirando quem é! Parabéns Carol! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5898229184210648738?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5898229184210648738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5898229184210648738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5898229184210648738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5898229184210648738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/09/premio-jabuti.html' title='Prêmio Jabuti'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TH-v4qcG9bI/AAAAAAAAAmc/pXMT7MaeH_E/s72-c/oswaldinho' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6013744885874786066</id><published>2010-08-27T16:24:00.004-03:00</published><updated>2010-08-27T17:36:06.184-03:00</updated><title type='text'>Salvador</title><content type='html'>Salvador era um menino triste. Quer dizer, não era mais menino, nem era tão triste. Mas aparentava ser uma pessoa rancorosa e tinha lá suas preferências na vida.
No trabalho era extremamente rigoroso e metódico. Nada saía de sua vista. Nada. Encarava  todos com um olhar distante e sempre exigia mais. Não se sabe ainda se fazia isso por prazer ou por sadismo. Mas fazia.
E quando as pessoas saíam de sua sala ele ria discretamente.
Salvador gostava de motos e viagens. Era o que mais lhe fazia feliz na vida. Mas só viajar não era tudo. O que lhe dava prazer mesmo era revelar as fotos depois da viagem. Ah, como Salvador gostava disso!
um dia cheguei no Foto e o encontrei lá. Conversava com dona Teresa, a senhora gorda de sorriso largo. Salvador vivia sozinho e tinha poucos amigos. Por isso, toda vez que ia viajar gostava de revelar as fotos e ficar mostrando uma a uma pra dona Teresa, contando a história de cada foto.
um dia Salvador foi para o Canadá e voltou com mais de mil fotos para revelar. Sua satisfação era escolher uma a uma no computador e comentar: "é, essa ficou legal".
foi então que ele foi no foto e dona Teresa não estava lá. Tinha tirado o dia de folga.
Salvador ficou louco e não se deixou ser atendido por mais ninguém. Queria, acima de tudo, a d. Teresa, sua amiga, sua parcera de viagens.
Foi embora com o CD de fotos na mão e disse em alto e bom som: "só serei atendido por D. Teresa".
No outro dia, fez plantão em frente à loja. D. Teresa vinha a passos lentos descendo a rua e teve um susto quando chegou na loja e viu Salvador ali, sentado.
- O que faz aqui tão cedo, Senhor?
- Quero ser atendido por vc , D. Teresa. tenho tanta novidade pra contar dessa viagem.
Foi então que um rapaz se aproximou e pediu uns trocados. Salvador e D. Teresa não tinham nada em mãos. E então rapaz pegou a bolsa com as fotos de Salvador. E o pobre homem, naquela idade, se pôs a chorar.
D. Teresa o consolou. Ombro a ombro. E então que Salvador ao ouvir uma frase dita por D. Teresa quando esta o olhou nos olhos, disse:
- tenho que ir trabalhar.
Salvador nunca mais foi revelar fotos. Comprou uma impressora em casa e uma máquina fotográfica nova depois que o rapaz roubou a que tinha. D. Teresa comprou um gato e nunca se lembrava de comprar a ração. E o rapaz que roubou a máquina mandou revelar algumas fotos dizendo pros amigos:
- Olha só para onde eu já fui!
e os amigos diziam:
- uau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6013744885874786066?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6013744885874786066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6013744885874786066' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6013744885874786066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6013744885874786066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/08/salvador.html' title='Salvador'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7056241443259786953</id><published>2010-08-19T16:03:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T16:27:31.292-03:00</updated><title type='text'>Diferenças</title><content type='html'>Bom, estive pensando sobre as diferenças notórias entre os homens e as mulheres. Fora a questão do sexo, o que mais me chama a atenção são as peculiaridades de cada um no sentido de como enxergam e se portam na vida, seja em público ou na vida privada.

Pois bem, para mim uma das diferenças mais fortes é na hora de fazer a mala. Uma simples mala para uma viagem que durará, no máximo, se eles não brigarem na estrada, 3 dias.
E então que enquanto o homem separa duas cuecas (para três dias), uma camiseta, um short e uma calça, a mulher aparece com uma mala sobrenatural achando que passará os próximos três meses longe de seus sapatos e maquiagens. Seis (veja bem, SEIS) blusinhas, seis sapatos, dois tipos de botas, 3 calças jeans, duas calças de moleton, seis blusinhas de frio, seis de calor, um moletom, uma jaqueta, roupa de sair, roupa de banho, chinelos, perfumes, cremes, roupas de dormir, xampu, condicionador e os 3 óleos de definir o cabelo, protetor solar, escova de dente, de cabelo e chapinha, além da coleção compleeeeeeeeeeeeeeta de maquiagem.

Outra situação são os passeios no shopping. ah, os passeios no shopping. Isso rende que é um beleza. Você o seu respectivo entram apenas para jantar. Sim. Você uma saladinha básica e ele enche o pé naquele mega hamburguer.  Jantam, em silêncio. O máximo que se diz é:
- Amor, vai comer tudo isso? Limpa aqui que sujou - a mulher para o homem.
Ele, com cara de tonto e com medo de que alguém esteja vendo, diz sério:
- Pare com isso!
- Grosso. (essa é a clássica)
depois de um tempo, vem o instinto maternal e a necessidade imensa da fala.
- Nossa, como está bom isso! Adoro essa salada! - ah, as mulheres, tudo para puxar assunto.
Acabam de jantar.
E ela gentilmente diz:
- Vamos passear no shopping.
Veja bem, não é um convite. É uma obrigação para que o macho ao seu lado te acompanhe pelas 1300 vitrines daquele espaço imenso cheio de coisas que farão o bolso dele ou o seu furar.
- Precisava tanto de uma sandalinha...
tsc tsc. Você sabe que não precisava, o coitado ao seu lado de saco cheio também sabe, mas daí vc entra na loja, prova 300 pares e todos, veja bem TODOS  que vc prova vc pergunta pra criatura: - Gostou amor?
Por favor né? o cara não sabe nem onde está, louco pra ver um futebol, tomar uma cerveja ou trepar com vc e vc me pergunta isso????
lamentável, lamentável.

outra situação muito pertinente é o jantar na casa de um amigo. vc, ou seja o casal, sai do serviço. um busca o outro e não se beijam ao entrarem no carro. nem perguntam como foi o dia um do outro, apenas dizem:
- correria né?
- pois é.
e vão para casa. chegando em casa a mulher fala:
- amor, temos jantar hoje na casa do fulano.
Porra!! justo hoje que tem futebol, justo hoje?? (essa é vontade do cara de falar, mas daí ele solta uma assim pra evitar qualquer briga):
- mas hoje tem futebol, (vírgula) amor.
- vamos, banho.
e enfim que aquela criatura que já está barrigudinha ao seu lado vai para o banho. em dois minutos fica pronto e veste o quê? AQUELA CALÇA JEANS DESBOTADA E UM TÊNIS!!!
vc claro tem um surto, briga com ele, manda a criatura por outra roupa. ele retruca, mas é claro que obedece. e vcs vão felizes para o jantar.

filhos. essa é muito boa. reparar no cara antes e depois de ter filho. deviam tirar fotos do ser na maternidade. porque ele fica completamente retardado.
- meu filho, que lindo, bilú, bilú....(com voz de criança)
e observar um ser desses no shopping em liquidação é um prato cheio. enquanto a distinta senhora, que faz questão de mostrar a grossa aliança pra vendedora, pega 300 blusinhas, o ser fica com o filho dizendo do quê?
- meu filho, que lindo, bilú, bilú....(com voz de criança)
tente perguntar para um sujeito desses se a blusa vestiu bem, apesar da sua pancinha pós filho? ele te responde até rindo:
- tá lindo, amor, tá lindo, não tá não? não tá? fala pra mamãe, fala pra mamãe...(com voz de criança)

a observação é algo tão interessante....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7056241443259786953?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7056241443259786953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7056241443259786953' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7056241443259786953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7056241443259786953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/08/diferencas.html' title='Diferenças'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7760644678669382617</id><published>2010-08-16T18:18:00.002-03:00</published><updated>2010-08-16T18:27:24.794-03:00</updated><title type='text'>a conversa</title><content type='html'>e então que chegou em casa depois de um dia todo de trabalho. contudo, no caminho para casa (gostava de ir andando, sempre) refletiu sobre o que andava acontecendo.
"o que posso fazer para não me machucar mais?"
e de repente veio uma resposta:
- não viva.
olhou para trás com pressa e não viu ninguém. então que olhou para o chão e lá estava um velhinho sentado.
- não viva, apenas isso. se não quiser se machucar não se apaixone.
- mas como assim? - retrucou.
- a vida é feita disso, criança. de dores. é na dor que a gente cresce, é na dor que a gente nasce. a morte já não interessa, porque a morte é o final da caminhada. o importante é ir. mesmo sem saber como.
- mas senhor, eu estou tão quebrado, tão estilhaçado por dentro. tão angustiado. é como se as coisas não andassem, entende?
- entendo, criança. e é por isso que eu digo: viva apenas e agradeça por isso. as dores de amor e as dores da vida sempre vão te acompanhar. a você e a qualquer um. e faz parte também.
- ser recusado assim, jogado faz parte?
- faz criança, faz. se não foi é porque não era para ser, apenas isso. e pronto. não tem explicação, não tem que ter. agradeça apenas. foi um aprendizado.
- mas e depois? ficarei sozinho para sempre?
- que é ficar sozinho? o que é a solidão? você nasceu sozinho e há de morrer da mesma forma. na caminhada encontramos as almas que nos fazem crescer. mas elas não são eternas. não estarão para sempre com você aqui no plano terrestre.
- e a minha raiva e a minha dor?
- enfrente-as. você está aí para isso. e abrace o tempo. ele é seu maior companheiro.
e então que olhou para o relógio e fechou os olhos. o céu estava azul. ao agradecer ao bom homem, olhou novamente para baixo e ele já não estava mais lá. em seu lugar havia areia e pó. um pó quase fino e transparente.
colocou-se a andar novamente e quando olhou no espelho já estava com 80 anos. as dores agora eram outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7760644678669382617?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7760644678669382617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7760644678669382617' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7760644678669382617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7760644678669382617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/08/conversa.html' title='a conversa'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1591662805466046739</id><published>2010-08-15T11:13:00.004-03:00</published><updated>2010-08-27T16:24:14.229-03:00</updated><title type='text'>Telefonema</title><content type='html'>- oi, tudo bem? como você está? tentei te ligar ontem, mas não consegui. quer dizer, eu consegui, acho que foi você que não conseguiu atender. enfim. eu só queria dizer oi, saber da sua vida. não te liguei para cobrar nada, juro. aliás, nem teria porque cobrar algo. o que nós temos? nada. além de amor, acho que mais nada. quer dizer, da minha parte eu sei que é amor, mas e da sua?desculpe. eu acho que já passei dos limites te ligando, não é? é que, desculpe novamente, eu só queria entender: onde é que desandou? onde erramos? onde errei? estava tudo tão certo, tão bom. nossas conversas, nossos olhares. eu só não sei onde é que tudo isso foi parar. de verdade. eu não estou te cobrando nada, pelo contrário. Quer dizer, acho que estou sim. Na verdade estou cobrando de mim uma explicação de ainda não ter esquecido você. Porque essa confusão toda aqui dentro dói, viu, dói muito. Eu queria entender porque você não fala mais comigo, entender as coisas, entende? puxa vida, eu mereço isso, de verdade! qual foi o problema? o que fiz pra vc? eu sei que sou um tanto intempestiva, fujo da realidade muitas vezes, descontrolo, mas poxa vida, eu te amo, entende?  eu quero estar com você, eu gosto de vc. Você não vai falar nada?
- Desculpe, mas acho que a senhora ligou errado.

...................................................&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1591662805466046739?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1591662805466046739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1591662805466046739' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1591662805466046739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1591662805466046739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/08/telefonema.html' title='Telefonema'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6319888950633779935</id><published>2010-08-10T22:19:00.003-03:00</published><updated>2010-08-10T22:45:13.965-03:00</updated><title type='text'>Nadir e Maria João</title><content type='html'>Nadir era uma criança esperta. Nasceu em meados dos anos 50 e tinha uma curiosidade nata por tudo que via.
- o que é isso mamãe? - questionava a todo tempo.
A mãe sem tempo algum respondia;
- pare de questionar, quantas perguntas! - e saía atrás das galinhas no quintal.
Nadir então saía para brincar em outros lugares.
Ao contrário do que podemos pensar, Nadir era um menino. Sim.
Sua mãe havia lhe dado esse nome em homenagem a uma atriz de teatro que ela tanto admirava.
- ela mereceu a homenagem - costumava comentar a velha, que tentou em vão ter uma filha. Nadir era o caçula de seis homens.
cresceu com essa estigma de ter que ser bom a todo custo, pra provar pra todos que, apesar do nome, era um homem de verdade.
de todos os irmãos, foi o único que estudou. prometeu para o pai.
- juro papai. serei alguém.
e foi. um grande dentista.
casou-se com uma advogada. maria joão.
maria joão era uma mulher forte que sempre ganhava as causas que tinha.
- nunca fui derrotada - falava sempre.
casaram-se apenas no civil. nadir queria uma festa, mas maria joão não.
- é um desperdício de dinheiro - bradava.
foi então que vieram os filhos.
3 meninas e um menino.
- eu não ia desistir de ter um moleque - dizia maria joão.
nadir lavava a louça e dizia sempre calmamente&gt;
- precisa de mim pra mais alguma coisa maria?
- eu mal cheguei em casa, como vou saber? - respondia.
e nadir sentava esperando a ordem vir.
- arrume isso, conserte aquilo.
foi então que um dia surtou. fugiu de casa e demorou 3 dias pra voltar.
com raiva e um olhar destruidor disse que jamais aceitaria qualquer ordem.
- nunca mais - esbravejava.
passava uma semana e tudo voltava a ser igual.
um dia, os filhos ficaram de saco cheio e puseram os dois pra conversar.
- parem com essas brigas e grosserias, vocês ainda vão se matar!
mas eles não ouviam. disseram que era problema deles.
Nadir então, além de lavar e cozinhar e seguir ordens, passou a fazer costura.
- é para ajudar em casa, deixar tudo prontinho - dizia em voz baixa.
foi então que maria joão perdeu uma causa. e voltou para casa sem voz e sem luz. não tinha força nem pra dar uma bronca em nadir.
- precisa de algo, bem?
maria joão não respondia. tinha tanto ódio no olhar que não respondia.
se pegaram no tapa. uma cena horrível.
ela deitou a cabeça na mesa de vidro, enquanto os filhos olhavam estarrecidos e gritou:
- não aguento mais, não aguento mais!
no vizinho a televisão alta anunciava o que estava por vir.
- fiquem agora com a novela das oito. boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6319888950633779935?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6319888950633779935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6319888950633779935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6319888950633779935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6319888950633779935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/08/nadir-e-maria-joao.html' title='Nadir e Maria João'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5902097391205445174</id><published>2010-07-23T11:34:00.003-03:00</published><updated>2010-07-23T11:50:16.126-03:00</updated><title type='text'>BOLÍVIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TEmpi3CxjTI/AAAAAAAAAl0/8n9ME0VEu7Y/s1600/afiche+semana+comic+peque%C3%B1o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497111236538633522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TEmpi3CxjTI/AAAAAAAAAl0/8n9ME0VEu7Y/s400/afiche+semana+comic+peque%C3%B1o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;e lá vamos nós. =D&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quarta-feira, serginho e eu nos aventurando em Santa Cruz de La Sierra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5902097391205445174?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5902097391205445174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5902097391205445174' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5902097391205445174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5902097391205445174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/07/bolivia.html' title='BOLÍVIA'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TEmpi3CxjTI/AAAAAAAAAl0/8n9ME0VEu7Y/s72-c/afiche+semana+comic+peque%C3%B1o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-8184687490488141410</id><published>2010-07-20T23:06:00.003-03:00</published><updated>2010-07-21T15:58:27.137-03:00</updated><title type='text'>despedidas</title><content type='html'>- amor, já vou.
eu não respondi. ela pegou a bolsa, enrolou um pouco, procurou algo dentro, olho para mim e disse:
- ai, esqueci uma coisa.
subiu as escadas correndo, pé ante pé, fazendo barulho com o tamanco, o que me deixava completamente irritado. eu continuei deitado, ouvindo música. mexia no umbigo como quem estava fazendo algo muito importante. na vitrola o vinil do Clube da Esquina N. 2. Meu preferido.
&lt;em&gt;"você pega o trem azul, o sol na cabeça..."&lt;/em&gt;
eu estava deitado olhando para a parede. assim, quase que mudo. quando ela desceu novamente, colocou algo na bolsa e disse, obviamente esperando uma resposta:
- amor, vc está me ouvindo? eu já vou.
murmurei algo, mas não sorri. nem disse tchau.
A Maíra me irritava, sabe? Há tempos que nossa relação não estava boa.
bateu a porta e entrou no carro. o portão abriu e eu me debrucei a chorar. copiosamente. se meu pai me visse chorando do jeito que chorava iria dizer com aquela voz rouca: "meninos não choram, guri".
- o que é que está acontecendo comigo? - me questionei enquanto limpava as lágrimas na almofada.
me questionava o tempo todo sobre a nossa relação, o que eu buscava pra mim e quem era eu naquele amontoado que se tornou nós, afinal, sete anos juntos não era pouca coisa.
era uma boa parte da minha vida que eu via escorrendo pelo ralo, indo para um buraco no qual não dava mais pra alcançar e para pegar nada. E a gente teve tanta coisa boa junto, tantos sonhos, nossos gatos, nossos discos e livros. E agora, a coleção de DVD e de livros do Chaves.
- O meu preferido é o Seu Madruga - ela dizia enquanto discutíamos o porque da vila só aparecer de um ângulo na televisão.
Leventei e fui para nosso escritório, ficava perto da garagem, numa sala bonita e bem iluminada. na estante, quilos de livros, mas principalmente de histórias em quadrinhos. em todos os lançamentos a gente estava junto.
- Meu deus do céu, são sete anos juntos. Sete anos!
fui guardando os que eram meus. Mas enquanto eu mexia nos livros, fui percebendo que não sabia mais quais eram meus e quais os delas. Compramos juntos também todos aqueles dvds. E a horta que já estava crescendo no quintal, também era nossa.
- E quem vai ficar com a horta? - pensei alto.
Não tinha porque discutir aquilo agora. Eu tinha que sair logo daquela casa, levar minhas tintas, minhas pinturas, minha mesa que era feita com uma porta antiga. ideia da maíra.
- combina com vc, pedro - ela me disse sorrindo - a gente coloca essa porta aqui pra vc pintar.
Além da porta, tinha uma parede que estava toda colorida. Era a nossa parede de ideias e sonhos. Tinha a gente na Europa, tinha a gente junto, tinha nossos labradores. Tinha tudo. Só naõ tinha o que procurar mais porque tudo, tudo que estava naquela parede já não era mais meu.nem dela. era desse casal neurótico,ciumento e inseguro que a gente se tornou.
acho que nessa vida, nessa busca que a gente teve, acabamos nos perdendo em quem éramos, no que gostávamos. os gostos foram ficando iguais e isso bem que acabou um tanto com a possibilidade de eu ver quem eu era em meio a esse turbilhão, essa paixão eu que sentia por ela.
e a paixão é assim mesmo. essa loucura, essa coisa do eu caso com vc, eu te quero pra mim, essa necessidade de posse, de pertencimento.
e eu preciso de me afastar disso, eu preciso. é quase como um vício a gente gostar de alguém. e justamente eu, que sempre me protegi disso.
- eu nunca vou namorar ninguém. mto menos casar.
cá estou eu. tentando tirar a maíra de dentro de mim, da minha mente, dos meus pensamentos.tirei os livros das estante. um a um.
coloquei minhas roupas na mala. mas ainda tem muito para tirar daqui. e eu não sei se vou conseguir. o que eu queria mesmo era fazer isso logo, urgente. pra ontem. não quero que ela me veja saindo. não quero ter que me despedir.
juntei td sem dobrar, tudo que era meu. escrevi um bilhete. "desculpa". e coloquei em cima da mesa. abri a porta violentamente e voltando meu olhar pra dentro de casa, vi a nossa foto em cima da estante. sorrindo na praia.
eu sentado e ela me abraçando. linda. iluminada.
peguei minha chave e quando fechei a porta o telefone tocou.
- caralho - resmunguei.
- alô.
...
- é ele.
...
- de onde? como assim?
...
- já estou indo praí!

a maíra se despediu antes de mim. quando cheguei ao hospital, peguei levemente sua mão.
- Pedro, eu já vou amor, vc está me ouvindo?
fechei os olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-8184687490488141410?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/8184687490488141410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=8184687490488141410' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8184687490488141410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/8184687490488141410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/07/despedidas.html' title='despedidas'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1970055403172733648</id><published>2010-07-01T16:02:00.003-03:00</published><updated>2010-07-02T12:01:00.213-03:00</updated><title type='text'>Mudança de Humor</title><content type='html'>Pois bem, uma das coisas que eu mais gosto de reparar é no humor das pessoas. Claro, no meu também, &lt;em&gt;oficorse&lt;/em&gt;. e olha que muda bastante. Contudo, reparar em como as pessoas se comportam está se tornando pra mim um hábito.
Por exemplo, a espera em um banco. Ah, eu chego e delirar.
De ódio? Sim, também porque ficar na fila, esperando pra ser atendido ninguém merece. Mas eu creio que não há nada tão rico quanto observar o comportamento das pessoas nos bancos. É quase uma aula.
Devido a alguns problemas no trabalho, tenho frequentado um pouco mais o "interior" do banco. Ou seja, algumas vezes tenho que ficar esperando pra sacar, pra depositar, pra alterar a conta e etc. Isso tem ocorrido algumas vezes e confesso que tem sido extremamente rico. Quando eu tenho tempo, claro.
Mas mesmo quando estou um tanto sem tempo na hora do almoço, correndo pra lá e pra cá, sentar e esperar pra ser antendida tem me surpreendido. Por exemplo a mulher que fica mau humorada porque o cachorro está no carro enquanto ela está na fila:
- Isso é um absurdo! - esbraveja aos quatro ventos, esperando que um olhar lhe confirme, "é mesmo, minha senhora"
- Mas como é isso, mudam de banco e fica pior? - falava alto o senhor de sandálias havianas e chapéu.
Parece um antro em que as pessoas já entram mau humoradas. ou saem mau humoradas e sem dinheiro. e legal também de observar são os senhores, os mais velhinhos no banco:
- filha, leia isso aqui para mim? não consigo ver. em que fila eu vou? filha, como eu coloco esse envelope aqui?
é uma judiação.
mas agora tenho observado também outras mudanças de humor, no caso, na televisão brasileira. Sempre fui fã de entender o que passa, o que acontece na tv e teve uma época que eu era viciada em "Casseta e Planeta".
Achava engraçadíssimo o jeito que os caras tratavam as notícias, o humor sarcástico...Mas vi de novo esses dias e parece que para mim, a fórmula esfriou. Não tem mais graça e é bem estranho de assistir.
Aquele humor escrachado da "Praça É Nossa" também fez histórias e revelou muitos talentos, mas o formato também se perdeu. Ficou "surdo" como a própria velha da praça. "Heeein??". Era muito bom.
Foi então que no auge na sem gracisse da tv brasileira, surge o "Zorra Total". Inteligência pra que te quero? Melhor mostrar a bunda e os peitos que fazem mais sucessos. Lembro-me quando era criança que assistia a um programa chamado "Chico Total" com o Chico Anísio (claro) e outros que agora se desdobram pra fazer algo no Zorra. Era engraçado porque tinham personagens e contextos também de uma época. E uma crítica velada a algumas coisas políticas. Não me lembro de peitudas e bundudas nesse programa. Vai ver até que tinha. Mas era bem menos. Agora, se não chama a atenção por inteligência, que chame pelo nu. Isso pra mim é subestimar a inteligência de qualquer um.
A televisão sempre foi para mim uma fonte de mistério, algo a ser decifrado, porque na realidade, ela nos devorava loucamente. Uma vez uma professora do mestrado deu uma aula sobre isso, explicando a questão da "antropofagia televisiva", o quanto a televisão nos suga e nos engole, engolindo também o nosso próprio tempo. A antropofagia a qual nos falava Oswald, onde o homem engole a si mesmo. No caso aqui, devora a arte e vomita algo pior do que saiu.
e dessa forma eu comecei a pensar no processo da mudança de humor na televisão. O que eles usavam antes, no rádio, na tv e no cinema para 'entreter" o telespctador, surge hoje numa revanche, numa reinvenção diária de como buscar salvar a audiência. E muito pouco a inteligência. Vide SuperPop, TVFama e coisas do gênero.
Então me pego a observar um programa como o "Pânico na TV", um programa que antes era de rádio e que sim, eu ouvia. Meu, eu ligava o rádio depois do almoço e dava boas risadas com aquela turma toda.
E os caras saíram do rádio e reinventaram o humor na TV e trouxeram algo extremamente novo que é a ironia escrachada do riso sobre as celebridades, sobre o cotidiano, com uns caras extremamente talentosos.
Mas daí só o talento e o humor não bastava mais, e eis que num (cópia?) outro canal surge o CQC para o delírio da sociedade. Putz, humor, jornalismo, denúncia e ironia num mesmo saco. E os caras foram pro Planalto! E os caras usam propaganda atrás de propaganda e um excesso de tom pastelão.
Achei simplesmente fantástico. Isso em uma televisão aberta.
E um belo dia me pego zapeando a tv e paro em um programa chamado "Furo MTV". Tá bom, mudou tudo agora, toda a minha concepção novamente.
Pessoas extremamente talentosas de um novo gênero de comédia no Brasil, o "Stand UP" importado do modelo (eficaz) americano, apresentam programas como "Furo MTV", "Comédia MTV" e "Quinta Categoria" numa nova possibilidade de ver uma tv, hã, musical.
Eu me lembro nos famosos idos dos anos 1990 os clipes da MTV, famosérrimos, delirantes e nos idos dos anos 2000, programas como"Fica Comigo" e "Beija Sapo" marcaram o cenário da emissora, com altos indíces de audiência.
Mas os famigerados de agora trazem mais um novo olhar sobre a televisão no Brasil e a necessidade de se reinventar, afinal a mensagem também está no meio. E a MTV parece que percebeu isso a tempo e está sabendo usar a seu favor.
Sobre o humor no banco, para finalizar esse texto, (porque se vc leu até aqui, parabéns), não podemos esquecer das mães que levam os filhos e entram na fila de atendimento preferencial.
- Fica quieto moleque, vc vai apanhar - dizia hoje uma "delicada" mamãe que entre umas e outras viu o filho pulando três cadeiras e correndo pela porta giratória.
Sim, dessa forma não tem humor que aguente. Mas o menino chegou a ficar quieto por alguns instantes. Explico porquê.
Enquanto a gente espera para ser atendido por senhores e senhoras sérios e bem vestidos, há uma televisão (no mínimo) ligada em algum canal. Nem sempre interessante, é claro.
Hoje estava (é óbvio) ligada em um jogo de futebol.
Acredito que percebendo o desespero da mamãe, alguém do banco ligou num canal a cabo de desenho. E não é que o dito moleque ficou quieto? Uma seda.
Mudança rápida de humor. Da mãe e do menino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1970055403172733648?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1970055403172733648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1970055403172733648' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1970055403172733648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1970055403172733648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/07/mudanca-de-humor.html' title='Mudança de Humor'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5797277468074921649</id><published>2010-06-23T10:03:00.002-03:00</published><updated>2010-06-23T10:18:46.965-03:00</updated><title type='text'>Café Espacial</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TCIGe71f1JI/AAAAAAAAAls/l6kcjRgGBi0/s1600/cafe-espacial-rumo-ao-hqmix.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485954424618603666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TCIGe71f1JI/AAAAAAAAAls/l6kcjRgGBi0/s400/cafe-espacial-rumo-ao-hqmix.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Todos devem imaginar que fazer fazer uma revista não é nada fácil. Mesmo quem não trabalha com isso, sabe o suor que dá pensar em cada edição, em cada ideia.
Pois bem, estamos há 3 anos fazendo a Café Espacial. Talvez que fazendo não seja a palavra correta. Sergio Chaves, meu grande amigo e companheiro de trabalho, e eu temos ralando e nos virado no 30 pra dar conta da revista, pra não deixar de publicar pelo menos 2 edições por ano. Esse ano, publicaremos 3. E se der certo, 4.
Mas também temos nos divertido muito, e principalmente, aprendido muito.
Digo isso porque desde a primeira vez que Serginho e eu nos encontamos, fazendo ainda o fanzine Justiça Eterna, as coisas foram tomando novos rumos e novas ideias foram aparecendo, assim como novos amigos, novas colaborações e principalmente, uma grande vontade de fazer cada vez mais e melhor a Café Espacial.
Quando fomos indicados pela primeira vez em 2008, a surpresa foi geral: "nossa, mas como assim?" e uma alegria imensa de conhecer tanta gente boa e bacana. A premiação em 2009 veio como uma enxurrada de alegria, entende? puxa vida....
E agora, a indicação em 2010, novamente, nem podemos comentar. É realmente um prazer concorrer com tanta gente bacana.
A edição #7 está pronta. A #8 e a #9 praticamente montadas. E a vontade de fazer essa revista não para um minuto.
Só queria deixar bem claro a minha admiração pelo Sergio. Dizem que as pessoas não se encontram por acaso, geralmente elas têm algo pra construir juntos.
Eu espero que nunca deixemos de trabalhar juntos, porque eu aprendo muito a cada dia com ele e com a revista e se algo está dando certo, claro, é mérito de todo mundo que colabora, ajuda na Café. Mas principalmente é fruto dessa mente inquieta, questionadora e cheia de ideias do Sergio.
Estamos muito felizes com a indicação, novamente.
Obrigada.

&lt;a href="http://www.cafeespacial.com/"&gt;www.cafeespacial.com&lt;/a&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Café Espacial é indicada ao Troféu HQMix &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;
 &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;A revista Café Espacial foi indicada novamente ao maior prêmio de quadrinhos do Brasil: o Troféu HQMix na categoria de Melhor Publicação Independente de grupo. Em 2008, recebeu sua primeira indicação, mas foi em 2009 que conquistou o primeiro troféu.
“Para nós é uma grande honra estarmos novamente concorrendo, porque entre tantos trabalhos excelentes do Brasil todo, o nosso recebeu um destaque. Só com a indicação já estamos muito felizes”, ressalta o editor Sergio Chaves, que também foi indicado como Roteirista Revelação.
O Troféu HQMIX é considerado o Oscar dos quadrinhos e artes gráficas no Brasil, e esta é a terceira indicação consecutiva da Café Espacial - mérito de todos os seus colaboradores que se destacam nas mais variadas artes do país.
A Café Espacial é uma publicação independente que reúne em suas páginas diversas artes, como histórias em quadrinhos, contos, música, fotografia e entrevistas.
A revista é fruto de um esforço coletivo, onde os envolvidos colaboram de maneira direta e sem visar o lucro, enfatizando apenas a divulgação da arte.
Sérgio Chaves destaca a colaboração de grandes artistas do Brasil e do exterior. A publicação surgiu em outubro de 2007 e até o momento atingiu seis edições, obtendo boas críticas e destaque da mídia.
O troféu HQMix acontece em setembro no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo com apresentação de Serginho Groisman. Informações: www.cafeespacial.com e http://www.hqmix.com.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5797277468074921649?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5797277468074921649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5797277468074921649' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5797277468074921649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5797277468074921649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/06/cafe-espacial.html' title='Café Espacial'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TCIGe71f1JI/AAAAAAAAAls/l6kcjRgGBi0/s72-c/cafe-espacial-rumo-ao-hqmix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7891133385491079137</id><published>2010-06-15T09:26:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T09:58:47.415-03:00</updated><title type='text'>bicicleta</title><content type='html'>seis da tarde de uma tarde de inverno. o sol já havia se posto e o que a gente via era uma mistura de um céu claro, mas ao mesmo tempo escuro. há necessidade de acender os faróis, já dizia o velho pai.
o carro ia lentamente naquele bairro que sempre foi um bairro tranquilo. uma padaria, um bar, um varejão, dois escritórios. ah sim, uma academia e uma quitanda. além da casa onde se vendia sorvete caseiro.
custava cinquenta centavos o sorvete que vinha num saquinho. a gente ficava chupando o sorvete até derreter e formar um suquinho no fundo. um suquinho gelado. era bom. tinha de vários sabores, mas o preferido da criançada era o de groselha.
pois bem, bairro tranquilo. nessa época do ano, as árvores já estavam peladas. nenhuma folha. nenhuminha. apenas os galhos balançando de um lado para o outro. as árvores estavam lá desde que nasci. eram grandes e fortes. um pouco diferente de como eu me sentia naquela dia. de como eu estava me sentindo ultimamente.
o carro vinha lentamente em direção à padaria do bairro. estacionou, desligou os faróis como o pai já havia lhe dito e olhou fixamente para o carro da frente. não percebeu que atrás, naquele começo de breu, vinha uma criança de bicicleta. sim, daquelas bicicletas antigas, caloi cross.
o menino devia ter uns 13 ou 14 anos. mas ainda era bem mirradinho, pequeno. usava um buné para trás e uma blusa preta e branca.
ao abrir a porta depois de desligado os faróis, o senhor de 50 anos atingiu o menino que vinha na sua bicicleta antiga, caloi cross. sorte que ao olhar fixamente para o carro da frente se distraiu lembrando de quando o seu pai tinha um jipe e de quando iam juntos à padaria do bairro em que moravam.
em marcha lenta, voltado da máquina do tempo, o senhor de 50 anos abriu a porta lentamente. foi a sorte. pegou o menino distraído de raspão.
o garoto vinha lentamente pela rua. como não estava claro nem escuro, não estava enchergando direito. voltava da casa da avó. morava com a avó há 1o anos desde que os pais se separaram. nunca mais viu o pai que foi morar em são paulo em busca de uma nova vida. deve ter conseguido.
pois bem, o homem de 50 anos pegou o menino de raspão. o garoto se desiquelibrou da bicicleta, mas não chegou a cair. apenas sentiu um aperto no peito e um susto. o homem de 50 anos também.
- está tudo bem? se machucou?
o menino não respondia. apenas o olhava fixamente.
- garoto, por favor, se machucou? como está? me responda.
o menino continuou sério, calado. e então que o homem de 50 anos disse:
- vamos ao hospital ver se está tudo bem.
colocaram a bicicleta no carro. o menino entrou. o carro cheirava a limpeza. o homem de 50 anos estava aposentado e sua maior satisfação era ver o carro limpinho, uma vez por semana. não tinha mais muito o que fazer. fora os afazeres de casa com a mulher com quem era casado há 30 anos. não lembrava mais do que gostava. mas sabia que gostava de ver o carro limpinho.
o menino entrou e sentou. colocou o cinco e lembrou de algo que nunca viveu.
foram ao hospital. conversaram um pouco.
- vc precisa prestar mais atenção por onde anda, garoto. aliás, como é seu nome?
- felipe - respondeu calmamente.
- felipe, olhe bastante pra andar de bicicleta por aí. o trânsito está muito louco, vc poderia ter se machucado.
o menino continuou em silêncio.
chegaram ao hospital. chapa, conversa e exame. nada tinha acontecido ao felipe. externamente no caso. porque na verdade ele estava muito excitado com a possibilidade de ter alguém cuidando dele. nunca tinha ido a um hospital.
- pronto felipe, está tudo bem. pode ir pra sua casa agora - disse o homem de 50 anos.
felipe o olhou como que pedindo algo. e então o homem disse:
- quer comer um pastel na feira? quer um sorvete?
e lá foram os dois. a bicicleta atrás do carro.
- onde mora, felipe?
- moro longe.
devorou o sorvete e o pastel. tomou a coca-cola como se alguém fosse retirar aquela bebida dele. bebeu rapidamente. tudo. tudinho. não deixou um gole.
foram ao carro, pegou a bicicleta caloi cross do banco traseiro.
- obrigado - disse felipe.
o homem de 50 anos se calou. ficou vendo felipe ir embora. calmamente em direção ao fim da rua. voltou ao carro e se lembrou que não havia avisado a esposa. que não havia comprado o pão.
voltou à padaria.
felipe andava agora procurando algum outro homem distraído que abrisse a porta do carro e o acertasse em cheio. queria ir para o hospital de novo. naquele dia, a distração é que felipe estava indo para a praça tocar gaita. havia esquecido a gaita no carro do homem de 50 anos.
na semana seguinte, ao limpar o carro, o homem encontrou a gaita. e foi até a padaria novamente. comprar pão e queijo. tinham visita em casa.
felipe recebeu uma ligação de seu pai dizendo que estava na cidade. pensou: dessa vez, acho que consigo ganhar um pastel do meu pai.
os faróis do ônibus em que seu pai chegou estavam desligados. era um fim de tarde. não estava claro e nem escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7891133385491079137?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7891133385491079137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7891133385491079137' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7891133385491079137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7891133385491079137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/06/bicicleta.html' title='bicicleta'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1308914107473870246</id><published>2010-06-12T00:16:00.002-03:00</published><updated>2010-06-12T00:30:36.000-03:00</updated><title type='text'>os espaços do silêncio</title><content type='html'>embora escrever não seja uma parada nada fácil, tenho me esforçado a pensar que sim, é a nossa válvula de escape. está bem, a minha no caso. porque eu não sei desenhar, nem cantar, nem pintar nem nada dessas artes todas.
eu sei escrever e nem sei porque escrevo. mas sei que toda vez que algo sai pelas letrinhas da tela do computador, um pedacinho de mim tb escapa, como que querendo ficar pra sempre, fazer parte. estancar.
se bem que muitas vezes penso nessa questão do "fazer parte". sim. estou aí, emaranhada em informações, debulhando ideias como quem está fazendo farinha para o pão, pra ver assar aquela massa toda, pra ver ficar bom. pra "fazer parte" de um novo processo de mundo, de realidade.
e essa realidade que anda me permeando, não sei a todos, mas a mim sim, é uma realidade estancada de informação. não que as informações estejam paradas. nada disso. mas são tantas que não se movem. apenas gritam ao esmo. a todos os lugares.
e eu estou repleta de silêncio. um silêncio interno, entende? numa busca incessante por compreender o que tem ocorrido comigo, com as pessoas, com o mundo. uma observação direta de uma realidade refletida.
na fala do oswaldinho durante a mostra de cinema, ele falou justamente disso: da necessidade de se reaprender a pensar. a pensar em silêncio. a ouvir o silêncio. a se ouvir.
a temperatura anda bem baixa esses tempos, um frio colorido, de luzes diversificadas que refletem a confusão de uma humanidade que nem ao menos tem tempo mais de ver o pôr do sol. de ouvir o som do vento. do silêncio.
mas o pior é constatar que o silêncio nem sempre acontece na ausência do som. não. o silêncio acontece muitas vezes em uma avenida, no meio de uma avenida. como a paulista por exemplo.
falar de são paulo nesse sentido é quase uma ironia: como assim o silêncio existe lá? interessante. mas é verdade.
quando nos encontramos a nós mesmos, seja no meio de uma fazenda deserta ou no meio da paulista, o silêncio se faz presente. a questão principal é buscar isso, buscar esse silêncio interno, o espaço dele dentro ou fora da gente.
e ele cabe, perfeitamente. num olhar, num gesto, numa forma de tocar ou mesmo de não falar. porque não há coisa melhor na vida do que vc poder ficar em silêncio com quem vc ama. no conforto do silêncio. onde ele cabe de melhor.
ou até mesmo na arte. na nossa forma de nos expressarmos, de olharmos a nossa realidade, o nosso eu. e principalmente o outro. a dor e a alegria do outro.
o silêncio do sono merecido, do choro não interrompido. do abraço demorado. de olho fechado e em silêncio....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1308914107473870246?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1308914107473870246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1308914107473870246' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1308914107473870246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1308914107473870246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/06/os-espacos-do-silencio.html' title='os espaços do silêncio'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-7460923064092786470</id><published>2010-05-31T14:23:00.011-03:00</published><updated>2010-07-07T10:14:56.553-03:00</updated><title type='text'>Passagens</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAQC3gZgEJI/AAAAAAAAAlk/YTQGpCGLmmU/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477506199402320018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAQC3gZgEJI/AAAAAAAAAlk/YTQGpCGLmmU/s400/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; dib lufti, eu e sergio ricardo&lt;/em&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP9lwHRUWI/AAAAAAAAAlc/A3KWWeLkLvw/s1600/DSC00172.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477500396825039202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP9lwHRUWI/AAAAAAAAAlc/A3KWWeLkLvw/s400/DSC00172.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;dib lufti, o maior câmera do cinema novo: uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. dib contou curiosidades sobre glauber rocha. como o fato de ficar segurando o braço dele enquanto dib filmava.... "ô glauber, solta o meu braço senão não filmo direito..."&lt;/em&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP9lgIliQI/AAAAAAAAAlU/Vk2ehJhCIHg/s1600/DSC00166.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477500392535591170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP9lgIliQI/AAAAAAAAAlU/Vk2ehJhCIHg/s400/DSC00166.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;rodrigo grota e dib lufti durante palestra sobre o cinema novo&lt;/em&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7ds_Yl7I/AAAAAAAAAlM/ov9A1tBsYww/s1600/DSC00176.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477498059524446130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7ds_Yl7I/AAAAAAAAAlM/ov9A1tBsYww/s400/DSC00176.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;dib lufti assinando o livro histórico do Clube de Cinema&lt;/em&gt;

&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7dPeox1I/AAAAAAAAAlE/6k-DRGiTNDU/s1600/DSC00111.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477498051602466642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7dPeox1I/AAAAAAAAAlE/6k-DRGiTNDU/s400/DSC00111.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; rodrigo grota, dib lufti, sergio ricardo e oswaldo mendes durante coletiva de imprensa no gabinete do prefeito. o prefeito não estava.
&lt;/em&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7c7JrwFI/AAAAAAAAAk8/SH-95iuHVKo/s1600/DSC00148.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477498046145871954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP7c7JrwFI/AAAAAAAAAk8/SH-95iuHVKo/s400/DSC00148.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;sergio ricardo e dib lufti em frente ao sobrado onde morávam na rua são luís, que agora, graças a preservação do patrimônio público da cidade, virou sorveteria...&lt;/em&gt; &lt;em&gt;a porta ainda é a mesma e é original... "sei que pra vcs não faze mto sentido" , disse o sergio ricardo referindo-se a mim e a milena, "mas pra mim, esse sobrado está gritando de tanta história...." pra mim fazia um sentido danado. pra milena tb.
&lt;/em&gt;
&lt;div align="center"&gt;

&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP32j5tDRI/AAAAAAAAAks/sUL4mDt92Vc/s1600/DSC00137.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477494088534920466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP32j5tDRI/AAAAAAAAAks/sUL4mDt92Vc/s400/DSC00137.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;dib e sergio com o cartaz do filme de sergio ricardo "esse mundo é meu" no acervo (que está tentando se levantar) do Clube de Cinema de Marília&lt;/em&gt;


&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP32IrlYLI/AAAAAAAAAkk/QTNF7ymGXkE/s1600/DSC00165.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477494081227940018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAP32IrlYLI/AAAAAAAAAkk/QTNF7ymGXkE/s400/DSC00165.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; oswaldinho e eu no lançamento do livro "bendito maldito"&lt;/em&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Pois então que marília ferveu culturalmente na duas últimas semanas. digo isso com algumas ressalvas, é claro.
Primeiro ocorreu por essas bandas a virada cultural. estou um tanto refletindo sobre isso ainda porque acredito que a virada cultural perdeu um tanto o seu sentido. banalizaram, carnavalizou-se o que poderíamos chamar de "cultura".
muito bem. 24 horas de diversão. só isso. pão e circo. nada mais. era tanta coisa junto, tanto evento que não havia tempo hábil pra curtir tudo, muito menos pra conversar com os artistas e pedir referências.
"de graça cultura pra vcs durante 24 horas uma vez por ano. não reclamem". me senti uma cidadã enganada. indignada na verdade.
mas o que gostei foi que veio para marília a exposição da "história das histórias em quadrinhos". puxa vida. algo inédito pra uma cidade como a nossa. e o chacal que fez um baita recital de poesia. passamos um tempo conversando. ele é realmente um grande artista. marginalizado, é claro.
no domingo, paralamas do sucesso. tá. legal. mas o que contou mesmo foi que no show do canastra o baterista foi o rodrigo barba. aí sim. rs
contudo, estive conversando um bom tempo com a celinha, que é professora aqui na unesp sobre essa proposta da virada. e sabe de uma coisa: realmente, perdeu-se o sentido. banalizaou-se um evento que poderia ser considerado viceral para uma sociedade.
não dá tempo, assim como a nossa vida, não dá tempo. ficou tipo um "bolsa da alegria". 24 horas pra fazer miséria.
contudo, o pouco que eu vi, eu gostei. chacal e exposição. do resto, não deu tempo. também não fiz questão. estava mto ocupada pensando...
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;strong&gt;mostra de cinema.&lt;/strong&gt;
e então que o trabalho aqui na Tarsila enlouqueceu. rs recebemos aqui no espaço e no cine esmeralda a 3mostra de cinema da cidade. encabeçada pelo rodrigo grota. com o bruno gehring, o anderson e o du reginato. e mais uma galera.
rapaz, vou te falar. a milena e eu aqui trampamos um monte, mas recebemos um presente maravilhoso. fizemos, acredito, parte da história. sim.
porque não é todo dia que podemos ficar trocando ideias com sergio ricardo, dib lufti e oswaldo mendes. não é mesmo. e olha, vou te falar. foi bacanérrimo.
primeiro pq tivemos a oportunidade de ficar com esses caras dois dias inteiros discutindo cinema, literatura e música. segundo porque foi um momento realmente histórico pra cidade.
o oswaldinho fez uma palestra sobre a diferença entre a arte e a cultura que certamente mexeu no ego de muita gente. além de falar maravilhosamente sobre plínio marcos.
e o dib, nossa, altas histórias sobre o glauber rocha. e o sergio ricardo criticando quem acha que a única coisa boa que ele fez foi quebrar o violão no festival musical. tsc tsc.
o mais interessante foi levar o dib e o sergio na casa em que eles moraram aqui em marília. e ver que sim, o cinema ainda vale a pena.
o cine esmeralda ficou cheio. o cinema ficou cheio. e as ideias corriam aos montes.
a arte sempre vale a pena.
o que me causou um certo estranhamento foi a ausência massiva do pessoal que trabalha com cultura nessa cidade. quer dizer, já era de se esperar, mas eu ainda tinha fé de que o povo acordasse sabe? putz, uma mostra de cinema como essa? mas enfins. nada que me espante. só estranheza mesmo.
dib lufti, sergio ricardo e oswaldo mendes são marilenses. famosos no cenário nacional e mundial da arte. o que me leva a crer que somente a arte em si, como forma de identificação de um povo, pode realmente fazer com que esse pertença a um lugar e creia que esse lugar pode sim, melhorar.
receberam a placa de visitantes ilustres de um governo que nem ao menos tem noção da importãncia histórica desses caras. e eles não deixaram por menos: "não somos visitantes. nem ilustres. somos marilienses".
o mundo precisa dessas ousadias.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-7460923064092786470?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/7460923064092786470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=7460923064092786470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7460923064092786470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/7460923064092786470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/05/passagens.html' title='Passagens'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/TAQC3gZgEJI/AAAAAAAAAlk/YTQGpCGLmmU/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5992782173018092960</id><published>2010-04-25T15:06:00.004-03:00</published><updated>2010-04-25T15:56:35.656-03:00</updated><title type='text'>letra e música</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S9SGjWVLV2I/AAAAAAAAAkI/frENeY_nKQo/s1600/040622-01a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464140189755201378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 345px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S9SGjWVLV2I/AAAAAAAAAkI/frENeY_nKQo/s400/040622-01a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Fred Martins&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S9SGjDzGRFI/AAAAAAAAAkA/eBe8bqyuN1M/s1600/alegrias-simples.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464140184780424274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S9SGjDzGRFI/AAAAAAAAAkA/eBe8bqyuN1M/s400/alegrias-simples.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
NOVAMENTE (Fred Martins/Alexandre Lemos)

Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca o tempo me passeia

Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no pólo sul
A dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul


&lt;div align="left"&gt;Esse final de semana eu tive o prazer de conhecer o Fred Martins, o compositor de várias músicas que adoro. ele veio fazer um show no Sesi. A chuva não me atrapalhou de ir. No final do show, comprei o CD e é óbvio, autógrafo. rs&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;só que fui a última pessoa a conversar com ele. não tinha mais ninguém no salão. Conversamos por algum tempo, sobre as coisas da vida, os amores, as dores, a política e a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o fred é um cara inteligentíssimo e realmente, animou meu dia. ou minha noite no caso. as coisas estão um tanto confusas. ou bastante. ainda não sei. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o estranho é achar que as coisas devem ser normais. ou têm que ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- normal.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;não, pra mim não é não. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Quem sabe soletrar adeus / Sem lágrimas, nenhuma dor"?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cara, eu não sei. mesmo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5992782173018092960?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5992782173018092960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5992782173018092960' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5992782173018092960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5992782173018092960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/04/letra-e-musica.html' title='letra e música'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S9SGjWVLV2I/AAAAAAAAAkI/frENeY_nKQo/s72-c/040622-01a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-4251228343687660033</id><published>2010-04-03T15:20:00.003-03:00</published><updated>2010-04-03T15:48:31.166-03:00</updated><title type='text'>Paralelepípedos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S7eMU1EMokI/AAAAAAAAAj4/OH0W9HrzIRY/s1600/2450254365_58fe057d3a_m.jpg"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S7eMUgJoH7I/AAAAAAAAAjw/joR-_47-DJQ/s1600/paralelep%25C3%25ADpedo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455983757438230450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S7eMUgJoH7I/AAAAAAAAAjw/joR-_47-DJQ/s400/paralelep%25C3%25ADpedo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;Conhecem aquela música do desenho animado "A Pequena Sereia" que se chama "Aqui no mar"?
então aí vai a letra:&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O fruto do meu vizinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parece melhor que o meu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Seu sonho de ir lá em cima&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu creio que é engano seu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você tem aqui no fundo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conforto até demais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É tão belo o nosso mundo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que é que você quer mais?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(every body)
Onde eu nasci, onde eu cresci&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É mais molhado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;eu sou vidrado por tudo aqui&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lá se trabalha o dia inteiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lá são escravos do dinheiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A vida é boa, eu vivo à toa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Onde eu nasci&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div&gt;Marilia é a cidade onde eu nasci e cresci. Já morei em outras cidades também, mas voltei para cá. Esses dias eu ouvi uma frase que me assustou: quando a gente sai da terra da gente e volta, é porque a gente nunca saiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois é, acho que nunca saí daqui mesmo. E o pior é que sempre acreditei que Marília pudesse ser uma cidade bacana mesmo, que pudesse crescer, se desenvolver, trazer cultura e educação para a população.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ledo engano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ando um tanto quanto desolada dessa cidade há algum tempo, apesar de estar lutando a cada dia para trazer coisas boas, para melhorar. Mas não sei, alguma coisa muito provinciana tomou conta desse lugar aqui. Uma massa de falta de vontade, de animação muito grande. Pessoas que literalmente "empacam" qualquer possibilidade de desenvolvimento.
Dizem: "mas ah, sair de Marília? aqui é tudo tão tranquilo, tão bom". Pois é, e é isso mesmo que me irrita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Moro no mesmo bairro onde nasci. Tenho fotos de criança onde haviam casas antigas, ipês que brotavam flores coloridas, tudo na hora certa. E era tudo tão distante do centro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu bairro agora está infernalmente lotado. Shoppings, lojas de madames e etc. Onde antes eu via uma paisagem imensa de café, de plantação de café, agora vejo máquinas e máquinas construindo cada vez mais, casas e casas. Fechadas. Cheias de porteiros eletrônicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão destruindo as casas antigas pra fazer lojas. Destruindo. Pouco a pouco a história da minha cidade que está se perdendo. O Cine Peduti virou estacionamento, o Cine Marília, banco, o Cine São Luís igreja. O teatro está fechado há dois anos. Foi construído um mini shopping do lado de um teatro que está caindo aos pedaços. O hotel São Bento, um dos primeiros da cidade, virou banco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e hoje, debaixo de uma chuva imensa, percebi que os buracos por toda a cidade escondem auma história: está à mostra todos os paralelepípedos das ruas. Ruas antigas, bonitas, que davam para grandes espaços.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Asfaltadas, mal alfatadas no caso. Agora estão mal cuidadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Asssim como nós mesmos mal nos cuidamos. Da nossa saúde, dos nossos amigos, da nossa família. Estive doente esses tempos e sei que é porque dentro da gente também tem história. E das boas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E com medo evitamos nos analisar, nos encontrar, ver esses "paralelepípedos" que nos impendem de criar novas possibilidades de vida, de espaço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, "você tem aqui no fundo, conforto até demais". E isso me irrita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"onde eu nasci, onde eu cresci é mais molhado". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A chuva não está me deixando ver outra coisa. mesmo porque, quando faz aquele sol lindo das cinco da tarde, aquela luz perfeita, o que enxergo é uma falta de cuidado imensa pela história da minha cidade. Pelas praças, pelos brinquedos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está tudo tão mudado que naõ estou reconhecendo mais nada. E muitas vezes nem a mim mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Guimarães estava certo, "viver é perigoso" e Cazuza também "morrer não dói".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que dói é viver e ver que há tanto tempo quem deveria olhar para essa cidade não olha. Os paralelepípedos são as feridas da história a mostra. O tempo todo. dizendo: "humanos estúpidos, o que vocês têm feito da história de vocês?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Progresso. Ordem e progresso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueçam a história. Até mesmo as nossas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-4251228343687660033?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/4251228343687660033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=4251228343687660033' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4251228343687660033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/4251228343687660033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/04/paralelepipedos.html' title='Paralelepípedos'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S7eMUgJoH7I/AAAAAAAAAjw/joR-_47-DJQ/s72-c/paralelep%25C3%25ADpedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-9071144997575204197</id><published>2010-02-26T22:38:00.003-03:00</published><updated>2010-02-26T23:00:23.056-03:00</updated><title type='text'>Fevereiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S4h70VS_GMI/AAAAAAAAAjo/zxPqOsaYP58/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442736288677435586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S4h70VS_GMI/AAAAAAAAAjo/zxPqOsaYP58/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;- Psiu, acorde! Levante, está na hora! &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O mês de fevereiro acaba de acabar. o mês de fevereiro deixou algumas marcas. Em mim, muitas marcas. Na cabeça, no coração e no meu pensamento.
Sabe quando você percebe que está ficando velho? Quando você encontra um amigo que estudou com você na infância e ele está careca, barrigudo ou com filho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outra forma de perceber que vc envelheceu é quando vc olha a cidade que vc nasceu e demora um pouco para reconhecê-la. mesmo tendo morado ali a vida toda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aquele prédio antigo agora abriga um banco. aquele restaurante que vc ia com os pais agora é uma farmácia. e o cinema? ah, o cinema. virou estacionamento. mas a tela continua lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outra maneira é se olhar no espelho e ver os primeiros fios de cabelo branco gritando pra vc que sim, vc está com quase trinta anos. tentar usar aquela blusinha que vc tinha na faculdade e ela te aperta. mal cabe o braço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas acredito que para perceber o tempo, que insiste em passar, em se movimentar invisivelmente pelas nossas vivências, a forma mais é legal é ver quantos sonhos a gente conseguiu realizar e quantos ainda estão vivos dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sim. aos 15 anos, ou próximo a isso a gente tenta se dar conta de um monte de coisa. Mas está td tão longe, tão distante. "Quanto eu estiver com 25 anos terei meu carro, minha casa, minha família".tsc tsc. a inocência é algo lindo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas bonito mesmo é os sonhos que carregamos dentro da gente. se esquecermos deles, aí sim meu querido, estamos fritos. porque o que dói não é crescer, ver os cabelos brancos, a pancinha, a calvice. o que dói é ver nossos sonhos despedaçados, jogados ao relento envelhecendo com a gente. sem nosso aval para que se tornem real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fevereiro trouxe para mim muitas memórias. a luz da tarde de hoje estava tão viva me lembrou a luz do outono. o coqueiro balançava lentamente. dançando uma dança singela concedida pelo vento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu fiz tanta coisa em fevereiro, fui para tantos lugares, conheci tantas pessoas...amei tanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mergulhei profundamente em são paulo para reencontrar uma partezinha de mim, aquela necessária de quem precisa se reconhecer para entender esse turbilhão que está acontecendo aqui dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu só tenho a agradecer. só isso. porque meus sonhos eu ainda estou carregando comigo. e olha, alguns estão se realizando. outros estão no projeto e sei que vão sair do papel, mas aqueles que eu vi, na minha frente acontecer, puxa. não tem o que pague.&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"tem coisas que terminam, porque elas começaram de alguma forma. outras simplemente acabam. porque nunca começaram" (IN ON IT)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;tempo bom....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-9071144997575204197?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/9071144997575204197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=9071144997575204197' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9071144997575204197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/9071144997575204197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/02/fevereiro.html' title='Fevereiro'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S4h70VS_GMI/AAAAAAAAAjo/zxPqOsaYP58/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5510563219350008368</id><published>2010-01-23T11:13:00.004-02:00</published><updated>2010-01-23T11:41:40.907-02:00</updated><title type='text'>Nome Próprio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1r2QogwClI/AAAAAAAAAjA/h02_QuDVdhM/s1600-h/nomeprop%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429923066361678418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1r2QogwClI/AAAAAAAAAjA/h02_QuDVdhM/s400/nomeprop%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;Assisti o filme "Nome Próprio" de Murilo Salles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso, assisti há duas semanas. Mas só agora consigo escrever sobre o que esse filme representou pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Camila quer ser escritora. É apaixonada. Pelo mundo, pela leitura, pela vida, pelo sexo e principalmente pela solidão. Pra crescer, pra nascer, e principalmente pra morrer. Tudo se faz sozinho. Camila também. E se joga no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Camila é de Brasília e vai para São Paulo com o namorado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cena 1: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foda-se Camila! Some daqui!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Seu estúpido, seu burro, vc me ama! Traição não é dar para outro cara é jogar fora nossos sonhos, Felipe! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foda-se! Some!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Camila está despida e fumando sentada numa poltrona. Numa interpretação visceral da Leandra Leal, de quem sou fã desde qdo ela era uma tímida adolescente em "Confissões de Adolescente". Qdo a vi em "A ostra e o vento" fiquei de cara. Queria ser amiga da Leandra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem, houve vários conflitos entre o filme e Clara Averbouk do blog de quem se inspirou o diretor além dos livros "Máquina de Pinball".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não quero entrar nessa questão, pra mim, o principal é ver que existe uma coisa chamada pele, sangue que não somos feitos de ferro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qdo a Camila surta pela primeira vez, ela resolver limpar todo o apartamento e depois vai limpando a escada, as janelas e td do prédio. Ela tá mal pra caramba, desfalecendo e chega o zelador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Moça, tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem é vc?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O zelador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e numa brincadeira:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- zelador, zela - dor....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e desmaia. a dor dela era intensa. a vida tb. e quem poderia zelar por isso? zelar aquela dor defunta....que a gente quer matar, mas que insiste em voltar qdo em qdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Camila se joga novamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que ficou para mim foi principalmente uma forte dose de mulher, do que é trair, ser traída, amar e ser amada. se entregar de vdd. coisa que raramente eu consigo fazer. e das vezes que fiz, doeu. doeu que nem uma cicatriz que vai ser eterna. vc não sente mais a dor. mas a história dela está lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e eu que amei tão pouco e tão poucos, me vem esse filme e me atira pedras por todos os lados, mostrando o qto somos egoístas e mesquinhos. e o pior, não com os outros, conosco mesmo. Pq se encontrar, ter a gente de volta dói mto. dói mesmo. ainda mais depois de uma separação. e a separação às vezes, na maioria das vezes, não é do outro, é de nós mesmos e das expectativas que criamos na nossa própria cabeça. o outro geralmente não tem culpa. mas qdo tem é que dói.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- escuta, seu imbecil, pq vc fez isso? tá pensando que tá lidando com algo que vc usa e joga fora?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;qtas vezes eu quis dizer isso. e não disse. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas a camila disse e forte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- o que a gente viveu não foi real?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- foi camila, mas acabou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- como acabou? aqueles três dias no apartamento, juras de amor e depois vc sem me ligar uma semana, sem dar notícia, vc tá pensando o que dessa sua vidinha ridícula?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- camila, me escuta...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- me escuta vc: não quero nada de vc. nada. vai lá com a sua namoradinha, seus amigos, só quero uma coisa de volta, uma única coisinha: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- o quê?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- a confiança que eu tinha em mim. me devolve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e bate a porta e encontra com ela mesma. de volta. ao espaço interno de solidão, que é onde a gente cresce. onde a gente se vê. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu tb quero todas as minhas cicatrizes, cabelos brancos que já surgem e minhas rugas. são parte da minha história. da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Nome Próprio" é um filme forte, denso. Solitário. talvez pra assistir sozinho. ou pra ver com alguém que vc sabe que o silêncio não vai incomodar. pq a gente fica em silêncio, ouvindo lentamente cada espaço vazio do apartamento. cada palavra digitada no blog que vem em silêncio na tela, cada sonho. cada cigarro fumado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como dizia leminski: amar é um elo entre o azul e o amarelo. e nesse caso, as cores nos permitem amar mais ainda. quem a gente é. e o que o outro nos fez para crescermos. sem toda a minha história eu não seria quem eu sou hoje. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos filmes mais reflexivos que eu já vi. E olha, não me digam: ah, tá. mas é uma historinha de uma menina que quer se apaixonar, dá pra um monte de cara e blá blá blá. não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Nome Próprio" supera tudo isso. é mais. é a história de alguém em busca de si mesmo, de ter onde vazar tanto pensamento, tanta ideia e tanta paixão. Existem mtas Camilas pelo mundo. Muitas. Ou um pedacinho dela em cada uma de nós....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5510563219350008368?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5510563219350008368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5510563219350008368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5510563219350008368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5510563219350008368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/nome-proprio.html' title='Nome Próprio'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1r2QogwClI/AAAAAAAAAjA/h02_QuDVdhM/s72-c/nomeprop%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1642645646398870371</id><published>2010-01-18T12:13:00.004-02:00</published><updated>2010-01-18T12:21:27.010-02:00</updated><title type='text'>Paródias</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rts63WrnI/AAAAAAAAAiw/U5RyUsHIszI/s1600-h/tell04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428084069371391602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rts63WrnI/AAAAAAAAAiw/U5RyUsHIszI/s200/tell04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rtsl8mG3I/AAAAAAAAAio/3qAOQbdxNy8/s1600-h/salomao02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428084063756229490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rtsl8mG3I/AAAAAAAAAio/3qAOQbdxNy8/s200/salomao02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083559825088226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtPQqDHuI/AAAAAAAAAig/sr_3j7yUauo/s200/napoleao03.jpg" border="0" /&gt;

&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtO_nRmLI/AAAAAAAAAiQ/1T6eBFpV8kA/s1600-h/myfairlady01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083555250051250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtO_nRmLI/AAAAAAAAAiQ/1T6eBFpV8kA/s200/myfairlady01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtOlFEg2I/AAAAAAAAAiI/4OkYKuNWb80/s1600-h/juleu01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083548127265634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtOlFEg2I/AAAAAAAAAiI/4OkYKuNWb80/s200/juleu01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtOdK3mDI/AAAAAAAAAiA/3apNuOHB-qs/s1600-h/donquixote.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083546004101170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1RtOdK3mDI/AAAAAAAAAiA/3apNuOHB-qs/s200/donquixote.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs8GDkNZI/AAAAAAAAAh4/s6UGjiWpBdQ/s1600-h/colombo02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083230561809810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs8GDkNZI/AAAAAAAAAh4/s6UGjiWpBdQ/s200/colombo02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7xRrkVI/AAAAAAAAAhw/rDNYX0aF5yk/s1600-h/cleopatra01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083224983867730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7xRrkVI/AAAAAAAAAhw/rDNYX0aF5yk/s200/cleopatra01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7mBI19I/AAAAAAAAAho/JL4jaNw8QkM/s1600-h/chopin01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083221961693138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7mBI19I/AAAAAAAAAho/JL4jaNw8QkM/s200/chopin01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7cmJL3I/AAAAAAAAAhg/Aia-0Ga0M2A/s1600-h/brancadeneve04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083219432550258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7cmJL3I/AAAAAAAAAhg/Aia-0Ga0M2A/s200/brancadeneve04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7e4vVgI/AAAAAAAAAhY/F7pBXPr5FzQ/s1600-h/alfaiate05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428083220047418882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rs7e4vVgI/AAAAAAAAAhY/F7pBXPr5FzQ/s200/alfaiate05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Puxa, achei um site mto bacana! traz as várias paródias clássicas feitas pelo mestre Roberto Gomes Bolaños, o eterno Chaves/Chapolin! &lt;a href="http://chbr.manchete.net/mundo/clubedochaves/parodias.htm"&gt;http://chbr.manchete.net/mundo/clubedochaves/parodias.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os clássicos nunca morrem! me lembro de esses tempos mesmo procurar qual DVD do Chaves haveria isso...que legal!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1642645646398870371?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1642645646398870371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1642645646398870371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1642645646398870371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1642645646398870371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/parodias.html' title='Paródias'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1Rts63WrnI/AAAAAAAAAiw/U5RyUsHIszI/s72-c/tell04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6238828598686792496</id><published>2010-01-15T12:32:00.002-02:00</published><updated>2010-01-15T12:43:08.392-02:00</updated><title type='text'>Fellini em tela grande</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1B-zGvZBeI/AAAAAAAAAhQ/QtSPYsu6LTQ/s1600-h/felinn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426976967429260770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1B-zGvZBeI/AAAAAAAAAhQ/QtSPYsu6LTQ/s400/felinn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;ontem assisti "la dolce vita" (1960) no clube de cinema. estou encantanda. pra começar, fellini não deixa por menos e faz um filme longo, cheio de histórias que dariam novos filmes. marcelo mastroianni lindo e não menos bom ator. (pq vcs sabem né? tem diferença tb...)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;a veia jornalística de celebridade, a inocência apaixonante de Sylvia, o vazio de Marcello, as loucuras por amor, o encontro com o pai, que depois fica doente. enfim, dariam novos filmes dentro desse clássico.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;claro que "cidade das mulheres" (1980) tem mto de "la dolce vita", claro. só agora me dei conta. "cidade das mulheres" eu assisti em araraquara, no clube de cinema do sesc de lá. divino tb.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;mas o olhar vazio de marcello, a busca por algo a mais, se jogando na vida, as insanidades doidas das crianças que viam "madonna", o ciúme, o amor, a tragédia.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Fellini é genial. não dá pra classificar em menos do que espetacular.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;durante o filme fiquei atenta tb aos comentários que se faziam na sala. (quem me conhece sabe que eu adoro ouvir conversa alheia...rs). e todos gostaram. até certa parte. deram risada, acharam interessante. mas o tempo é outro. e as pessoas não têm mais paciência pra ver um filme como esse e a sala esvazio antes das duas horas e cinquenta de filme. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;pra assistir fellini tem que se dispor. tem que estar com vontade e saber o que vai enfrentar. não adianta estourar pipoca nem levar refri. fellini a gente não engole tão fácil.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;divino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6238828598686792496?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6238828598686792496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6238828598686792496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6238828598686792496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6238828598686792496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/fellini-em-tela-grande.html' title='Fellini em tela grande'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S1B-zGvZBeI/AAAAAAAAAhQ/QtSPYsu6LTQ/s72-c/felinn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-6114278213854200377</id><published>2010-01-09T10:42:00.004-02:00</published><updated>2010-01-09T11:06:37.153-02:00</updated><title type='text'>Logan</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0h-xakT7SI/AAAAAAAAAhI/vTUFlOeioXA/s1600-h/logan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424725138578074914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0h-xakT7SI/AAAAAAAAAhI/vTUFlOeioXA/s400/logan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0h-xHIvKpI/AAAAAAAAAhA/yRwHbGg2VsA/s1600-h/tira+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424725133362145938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 393px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0h-xHIvKpI/AAAAAAAAAhA/yRwHbGg2VsA/s400/tira+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div&gt;Pois bem, pessoal. Eis que vem a vida e nos toma de assalto.
Desde agosto do ano passado, eu entrei num programinha diferente de internet, um tal de twitter. puxa, que dificuldade para me acostumar no começo, que diferente. E para que serve isso? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Serginho me disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lídia, vai ser bacana pra divulgar seu trabalho e conhecer novas pessoas. Vamos fazer seu twitter. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E lá fomos nós. O Serginho, meu pareceiro, sempre me dando força.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiz o twitter e pronto. E blá blá blá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoas novas, twittadas e etc. Pô, uma bela ferramenta, eu pensei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então, não sei como, talvez pelo Quarto Mundo ou pelo meu contato com os quadrinhos, apareceu um cara, o Flávio Soarez, no meu twitter. Na vdd eu não sei se eu o adicionei ou se ele me adicionou. O lance foi que eu fui vendo as tirinhas dele "A Vida com Logan" e fui gostando bastante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Puxa, mas que material bacana! Tem tanto de Calvin &amp;amp; Haroldo nas tirinhas, é tão rico de elementos, tão interessante...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fui conhecendo mais e retuwittando (é assim que escreve?) as tirinhas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem. até que um dia resolvi ler o blog inteiro do flávio. e qual não foi a minha surpresa? O Logan é real. E mais, portador da Síndrome de Down.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O blog: &lt;a href="http://www.avidacomlogan.com.br/"&gt;http://www.avidacomlogan.com.br/&lt;/a&gt; é lindo e cheio de informações sobre saúde, cultura e rico em tirinhas. A vida de um pai com um filho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brilho. Ideia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pauta: Editor, o que vc acha de fazermos uma matéria com um cara de sampa que blá blá blá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Puxa vida, que interessante. Faz sim! (primeira vez que ouvi isso dele...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brilho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevi no twitter que queria falar com o Flávio, em 140 caracteres. Ele mandou uma msg com os emails dele. Escrevi. com vários caracteres. Ele me respondeu. com mais e mais caracteres. Liguei pra ele ontem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Flávio, é a Lídia, do jornal da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Oi, Lídia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei, mas acho que o que um amigo meu, o Danilo, me falou um dia é vdd: qdo a gente fala com alguém no telefone, mesmo que não estamos vendo a pessoa, dá pra saber se ela está sorrindo ou não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sorria de um lado e o Flávio de outro. Tenho certeza disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a conversa rendeu trilhões de caracteres. Ficamos no telefone no mínimo uma hora. E enquanto falávamos, eu ouvia o Logan cantando, brincando e rindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interessante vc ouvir um personagem que vc gosta....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a conversa engrenou. O Flávio e eu conversamos mto. e de repente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Oi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Logan?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Papá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;era a hora da janta do loirinho. me emocionei. eu falei com ele...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa matéria vai ficar mais do que boa....&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Por favor, leiam o "sobre" no blog do Flávio. Vocês vão entender do que eu estou falando...&lt;a href="http://www.avidacomlogan.com.br/index.php/sobre/"&gt;http://www.avidacomlogan.com.br/index.php/sobre/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-6114278213854200377?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/6114278213854200377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=6114278213854200377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6114278213854200377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/6114278213854200377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/logan.html' title='Logan'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0h-xakT7SI/AAAAAAAAAhI/vTUFlOeioXA/s72-c/logan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-5873959521406336158</id><published>2010-01-08T11:36:00.004-02:00</published><updated>2010-01-08T11:51:59.851-02:00</updated><title type='text'>Os bastidores do cinema</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0c3i_WKYJI/AAAAAAAAAg4/uJlKZXggSzU/s1600-h/cinema+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424365350450520210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 327px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0c3i_WKYJI/AAAAAAAAAg4/uJlKZXggSzU/s400/cinema+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; eu fiz isso ontem...
&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0c3io879VI/AAAAAAAAAgw/lxRnbHkAhOU/s1600-h/cinema+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424365344439137618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0c3io879VI/AAAAAAAAAgw/lxRnbHkAhOU/s400/cinema+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Um dos meus filmes preferidos, Cinema Paradiso (1988 - Giuseppe Tornatore), voltou ao meu pensamento esses dias. Estive conversando com o Mauro que é um dos responsáveis pela distribuição dos filmes nas salas de cinema do shopping. Discutimos sobre vários assuntos, desde a questão "filme do Lula" até a importância de se ver e conhecer Chaplin.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim que foi produtivo. Ao sair, antes de ir embora eu perguntei:&lt;/div&gt;- Mauro, tenho curiosidade em conhecer como se faz projeção de cinema. Posso vir conhecer um dia?
- Quando vc quiser.
Brilho.
Cheguei no jornal com uma ideia fixa: fazer uma pauta sobre as modernas projeções de cinema. O hoje versus o ontem. Como funciona?
E lá fui eu.
- Alô, Mauro? É a Lídia de novo. Tudo bem? Pode falar um minutinho?
- Oi Lídia, claro.
blá blá blá.
- Só marcar. Venha aqui conhecer, aliás, acho que vc vai gostar mto já que o João, o nosso projetista que vc conhece, era o operador cinematográfico (que é como chama quem passa o filme) do Cine Peduti, há mais de 25 anos. Tem história pra contar.
Briho de novo.
Pauta marcada, horário agendado.
- Oi João!
- Oi Lídia, quer falar com o Mauro?
- Também. Mas principalmente com vc.
- Comigo?
- É querido, já to sabendo da sua história de vida. Projetista então, hã? Como escondeu isso de mim?
Ele riu gostoso.
- Vou te alugar hoje.
Entramos nas projeções, era 17 horas. Um mundo à parte. Mesmo. Rolos antigos e atuais, histórias, histórias e histórias. Como funciona um filme. A parte do som. Rebubinando. As latas novas. As salas de cinema vistas de cima. Equipamentos imensos. Os equipamentos antigos no coração.
As lâmpadas lumiére. O trailler em película. Uma bobina imensa de filme. História, história e história.
- Lídia, tem o Carlitos que foi operador cinematográfico desde o Cine Marília.
- Não creio.
- Quer falar com ele?
- Pra ontem, João.
Acho que essa matéria vai render horrores. Estou encantada.
Assim que ficar pronta, posto no meu outro blog: &lt;a href="http://www.culturajm.blogspot.com/"&gt;http://www.culturajm.blogspot.com/&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-5873959521406336158?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/5873959521406336158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=5873959521406336158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5873959521406336158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/5873959521406336158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/os-bastidores-do-cinema.html' title='Os bastidores do cinema'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0c3i_WKYJI/AAAAAAAAAg4/uJlKZXggSzU/s72-c/cinema+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3961760268033828750.post-1989098205257696906</id><published>2010-01-08T11:23:00.003-02:00</published><updated>2010-01-08T11:26:07.007-02:00</updated><title type='text'>Liniers, sempre</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0cyIkkrvhI/AAAAAAAAAgo/zQDQHBh2PdM/s1600-h/20100108.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424359399028932114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 440px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0cyIkkrvhI/AAAAAAAAAgo/zQDQHBh2PdM/s400/20100108.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; E não é que é verdade?
;D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3961760268033828750-1989098205257696906?l=alicevia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alicevia.blogspot.com/feeds/1989098205257696906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3961760268033828750&amp;postID=1989098205257696906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1989098205257696906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3961760268033828750/posts/default/1989098205257696906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alicevia.blogspot.com/2010/01/liniers-sempre.html' title='Liniers, sempre'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13386924895815087786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_YjX3CyIW9yk/SIkv1-DJF2I/AAAAAAAAAAM/atjsMaWH_Bg/S220/Fotos+032.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YjX3CyIW9yk/S0cyIkkrvhI/AAAAAAAAAgo/zQDQHBh2PdM/s72-c/20100108.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
